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Enquete e10blog

Globo 50 Anos de Novelas (2005 até hoje )


        Começa a caminhada para  os 50 anos, e a Globo apesar  de continuar lutando contra a baixa audiência de suas novelas, ainda continua com o primeiro lugar e com uma distância  grande do segundo.
        O público continua influenciando como nunca nas tramas  e foi exatamente no meio desta década que as redes sociais invadiram as novelas.  Ficou impossível assistir uma novela sem está comentando via Twitter, Facebook ou outras redes.
        Assim o  impacto causado pelas tramas nos telespectadores ficou quase que automático e a interferência nas novela ainda mais visível.


        América da autora  Glória Perez foi a primeira trama a entrar no ar em 2005. A novela contava a história de Sol (Déborah Secco) uma  jovem que tinha apenas um sonho : conquistar a América. Glória ainda falou sobre outros temas nas tramas paralelas da novela como o homossexualismo como os personagens Junior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Eron Cordeiro);  a cleptomania com a personagem   Haydée (Chrtiane Torloni) e deficiência visual com os personagens Jatobá (Marcos Frota) e Flor (Bruna Marquezine).

 
        Uma comédia romântica e com personagens e situações que remontavam chanchada eram o mote principal de A Lua me Disse (2005) , dos autores Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa que invadiu o horário das sete  daquele ano.  O Clima western do velho oeste  serviu de pano de fundo para Bang Bang , novela do autor  Mário Prata, que não escrevia novelas desde 1987. A Globo arriscou ao dar a protagonista da trama para praticamente estreante Fernanda Lima, que foi bombardeada de críticas negativas.

Eduardo Moscovis e Liliana Castro em Alma Gêmea, 2005. Márcio de Souza/TV GloboLiliana Castro e Priscila Fantin em Alma Gêmea, 2005. João Miguel Júnior/TV GloboFlávia Alessandra e Ana Lúcia Torre em Alma Gêmea, 2005. Kiko Cabral/TV Globo
        Walcyr Carrasco novamente fez o Brasil parar de frente a tv no horário das seis com a trama de Alma Gêmea.  O Autor falou de forma lúdica sobre o espiritismo  mesclando humor com  drama com a perícia que só ele sabe fazer.  A novela deu um novo fôlego ao horário e é uma das últimas novelas de maior audiência das seis dos anos 2000.

Gloria Pires e Tony Ramos em Belíssima, 2005. Renato Rocha Miranda/TV GloboCláudia Abreu e Henri Castelli em Belíssima, 2005. Zé Paulo Cardeal/TV GloboPedro Paulo Rangel e Fernanda Montenegro em Belíssima, 2005. Kiko Cabral/TV Globo
        Silvio de abreu investiu no suspense para criticar  a obsessão pelo poder e pela imagem na sociedade regida pelas aparências, através da trama da novela Belíssima (2005). No elenco destaque para grandes atuações de Glória Pires, Tony Ramos, Irene Ravache, Lima Duarte, Marcelo Antony e Fernanda Montenegro impecável como a vilã Bia Falcão.

 
       
        A Abolição da escravatura voltou a virar assunto de novelas com o remake de Sinhá Moça (2006), trama de sucesso do autor Benedito Ruy Barbosa. Coube a Débora Falabella reviver a personagem título imortalizada por Lucélia Santos na primeira versão. João Emanuel Carneiro se consagra no horário das sete com mais um sucesso, a novela Cobras e Lagartos.  A trama revelou o talento de Lázaro Ramos e imortalizou personagens como a Leona, vivida pela Carolina Dieckmann.

 
        A Sindrome de Down foi o tema principal da trama de Páginas da Vida , do autor Manoel Carlos. Regina Duarte viveu sua terceira Helena. A Novela chocou o telespectador ao apresentar no final dos capítulos um depoimento onde uma mulher falava sobre seu primeiro orgasmo, além do stripper de Ana Paula Arósio vestida de noiva. Lília Cabral foi aclamada com a vilã Marta  e Fernanda Rodrigues entrou pro hall das grandes atrizes da sua geração ao viver a Nanda.  Sônia Braga participou da novela  completa, vinte e seis anos depois de Chega Mais  (1980). Em 1999, a atriz havia feito um participação em Força de um Desejo.

Paola Oliveira e Thiago Fragoso em O Profeta, 2006. Rafael França/TV GloboCarol Castro e Thiago Fragoso em O Profeta, 2006. Willian Andrade/TV Globo
        Tendo a premonição como tema principal , O Profeta (2006) remake do sucesso de Ivani Ribeiro na Tupi em 1977, reescrita por Thelma Guedes, Duca Rachid e Julio Fischer. A trama foi protagonizada por Thiago Fragoso, Paolla Oliveira e Dalton Vigh.

Murilo Benício, Deborah Secco, Fernanda Lima, Marcos Pasquim e Juliana Paes em Pé na Jaca, 2006. João Miguel Júnior/TV GloboDeborah Secco em Pé na Jaca, 2006. Carol Chediak/TV GloboMurilo Benício e Juliana Paes em Pé na Jaca, 2006. Rafael França/TV Globo
        Pé na Jaca (2006), trama do autor Carlos Lombardi , teve como mote principal o reencontro de cinco amigos do passado que desencadeava uma verdadeira caça  à fortuna. A audiência ficou muito abaixo do esperado. No elenco destaque para Murilo Benício na pele do atrapalhado e distraído Arthur.

        Gilberto Braga voltou ao horário nobre em 2007 com Paraíso Tropical. Trama ambientada em Copacabana   novamente trazia  com bom humor  uma crítica social. No elenco figurinhas carimbadas do autor como Glória Pires e Fábio Assumpção. Mas o destaque do elenco mesmo foi Wagner Moura e Camila Pitanga, na pele dos vilões Olavo e Bebel. A prostituta vivida pela Camila Pitanga tomou a novela de assalto ofuscando até a protagonista Alessandra Negrini, que viveu as gêmeas Paula e Tais.


        Lendas e magias irlandesas formavam a espinha dorsal de Eterna Magia (2007), novela da autora Elizabeth jhin, protagonizada por Malu Mader, Maria Flor e Thiago Lacerda.

Priscila Fantin e Reynaldo Gianecchini em Sete Pecados, 2007. Fabrício Mota/TV GloboReynaldo Gianecchini e Giovanna Antonelli em Sete Pecados, 2007. Márcio de Souza/TV GloboClaudia Jimenez e Erik Marmo em Sete Pecados, 2007. Zé Paulo Cardeal/TV Globo
        Walcyr Carrasco foi promovido ao horário das sete com a novela  Sete Pecados (2007), que usava com mote principal os sete pecados capitais. A trama consagrou as personagens vividas por Priscila Fantin e Giovanna Antonelli, porém Cláudia Raia, que interpretou a vilã Ágatha acabou se desentendendo com o autor e saiu da trama.

Murilo Rosa e Fernanda Vasconcellos em Desejo Proibido, 2007. João Miguel Júnior/TV GloboDaniel Oliveira em Desejo Proibido, 2007. Márcio de Souza/TV GloboMurilo Rosa em Desejo Proibido, 2007. Leo Lemos/TV Globo
        Desejo Proibido, novela do autor Walther Negrão, trouxe um clichê como tema principal : O Rapaz prometido a Deus que se apaixona pela mocinha da cidade. Fernanda Vasconcellos ganhou a protagonista como prêmio pelo seu ótimo desempenho em Páginas da Vida (2006), do Manoel Carlos.

 
        Duas Caras, trama do Aguinaldo Silva, foi a primeira exibida em alta definição, porém o que chamou mesmo a atenção para a novela foram suas polêmicas. A Sensual personagem vivida pela Flávia Alessandra, que fazia poli dance em uma boate na favela da novela, teve que ser “apagada” da trama; isso sem falar nas duras críticas que Marjorie Estiano sofreu ao aceitar viver a protagonista Maria Paula. Mas a trama entrou nos trilhos e destacou nomes como Antônio Fagundes, na pele do Juvenal Antena, Alinne Moraes como a Silvia, Marilia Pera como a Gioconda, Susana Vieira como a Branca entre outros.

Edson Celulari, Regiane Alves e humberto Martins em Beleza Pura. Márcio de Souza/TV GloboIsis Valverde e Luciano Huck em Beleza Pura. Fabrício Mota/TV GloboGustavo Leão em Beleza Pura. João Miguel Júnior/TV Globo
        Beleza Pura foi a primeira e única novela da autora Andrea Maltarolli, uma das grandes autoras de Malhação. Andrea morreu tão logo finalizou a trama em 22 de setembro dc 2009. Na novela destaque para Ísis Valverde com a perfeita caracterização da Rackelli. A Atriz deu um show salvando a parte cômica da novela.


        Inspirada na obra homônima de Lygia Fagundes Telles, o remake de Ciranda de Pedra (2008) foi a atração do horário das seis daquele ano. Ana Paula Arósio, que viveu a protagonista Laura, morreria por volta do capítulo 80, mas o público exigia a presença da personagem, e o autor Alcides Nogueira readaptou a história.  Outros destaques no elenco foram Daniel Dantas e Ana Beatriz Nogueira ( o Dr. Natércio e a governanta Frau Herta, respectivamente).

 
        João Emanuel Carneiro estreia em horário nobre com A Favorita (2008), fugindo dos modelos convencionais dos folhetins sem revelar a mocinha e a vilã da história. O Público rejeitou a trama inicialmente e o autor resolveu revelar o grande segredo da novela no capítulo 56, mostrando quem era a mocinha e quem era vilã.  Depois disso a trama deslanchou e se transformou em um dos maiores sucessos do horário consagrando de vez o autor ainda novato. Cláudia Raia (a mocinha Donatella) teve um bom momento vivendo uma personagem bem diferente do que estávamos acostumados vê-la fazendo na tv; mas foi a Patrícia Pillar a grande estrela de A Favorita, na pele da vilã e perversa Flora.


        O Surfe e o jovens voltaram a ser tema do horário das sete na novela Três Irmãs (2008), do autor Antônio Calmon, com Claudia Abreu, Giovanna Antonelli e Carolina Dieckmann como as irmãs do título.


        Um roubo milionário e a cenas de kung fu foram o mote principal da novela Negócio da China (2008), do autor Miguel Falabella exibida no horário das seis. A trama era leve e prometia, porém problemas internos que culminaram com a saída de Fábio Asumpção do elenco fizeram com que a novela perdesse muito do seu charme. Vale destacar  o bom trabalho de Grazzi Massafera e Ricardo Pereira, que tiveram que segurar a trama depois da saída de Fábio. Luciana Braga também deu um show da pele da desiquilibrada e invejosa Denise, que não conseguia manter uma boa relação com a família,  principalmente a irmã Julia (Nathália do Valle).

 
        A Cultura indiana invadiu o Brasil em 2009 com a trama de Caminho das Índias, da autora Glória Perez. Um grande sucesso de audiência que consagrou os atores Juliana Paes e Rodrigo Lombardi.   A trama ganhou o Emmy Internacional de melhor novela daquele ano.  Outros destaques no elenco : Dira Paes, como a Norminha; Letícia Sabatella, como a vilã Yvone; Bruno Gagliasso e Marjorie Estiano que protagonizaram o núcleo sobre esquizofrenia; e Crhistiane Torloni com a sua fútil Melissa.


        Paraíso foi outro remake de Benedito Ruy Barbosa feito para o horário das seis. A trama rural que discutia religião, reforma agrária e o desmatamento, destacou os atores Eriberto Leão e Nathalia Dill, na pele do Zeca, filho do diabo e  Santinha, a prometida.

 
        Um jogo de “cão e gata” era o fio condutor de Caras e Bocas, o maior sucesso do Walcyr Carrasco no horário das sete. Gabriel (Malvino Salvador) e Dafne (Flávia Alessandra) brigaram a novela inteira até conseguirem finalmente serem felizes. No elenco destaque para a Macaca, que na trama era o macaco Chico rendeu cenas inesquecíveis.

 
        Tais Araújo viveu a primeira Helena negra do autor Manoel Carlos na trama de Viver a Vida (2009). A Novela  tinha como mote principal a força da superação e  aí ganhou destaque a coadjuvante que acabou ofuscando a protagonista, Luciana, vivida pela atriz Alinne Moraes, num show de interpretação na fase em que a personagem fica tetraplégica depois de uma acidente.

Camila Pitanga e Paola Oliveira em Cama de Gato, 2009. Renato Rocha Miranda/TV GloboÀ esquerda, Paola Oliveira em Cama de Gato, 2009. João Miguel Júnior/TV GloboCamila Pitanga e Marcos Palmeira em Cama de Gato, 2009. João Miguel Júnior/TV Globo
        Camila Pitanga como a faxineira mocinha e Paolla Oliveira espetacular na pele da vilã Verônica, foram os pilares do sucesso de Cama de Gato, trama das autoras Thelma Guedes e Duca Rachid, no ar no horário das seis e que contava sobre o contraste da ambição e a solidariedade num resgate de valores humanos.

 
        O ano 2010 se inicia com Tempos Modernos, do autor Bosco Brasil e o remake de Ti Ti Ti, sucesso do Cassiano Gabus Mendes, reescrito por Maria Adelaide  Amaral no horário das sete. Cláudia Raia roubou a trama em Ti Ti Ti e transformou a Jaqueline no grande sucesso da novela e com certeza a responsável pelo fenômeno  em forma de sucesso.

 
        No horário das seis,  Escrito nas Estrelas, da Elizabeth Jhin e Araguaia do Walther Negrão fizeram bonito.

Tony Ramos e Mariana Ximenes em Passione, 2010. Márcio de Souza/TV GloboIrene Ravache em Passione, 2010. Alex Carvalho/TV GloboReynaldo Gianecchini e Mariana Ximenes em Passione, 2010. Márcio de Souza/TV Globo
        Passione foi a atração do horário nobre escrita por Silvio de Abreu. A trama que falava entre outros assuntos sobre a cultura italiana consagrou grandes interpretações como Tony Ramos, inesquecível vivendo o Totó; Mariana Ximenes perfeita como a vilã  Clara; Irene Ravache como a rainha do lixo Clô; e o trio romântico da terceira idade formado por Leonardo Villar e os saudosos Elias Gleiser e Cleyde Yáconis. Mesmo com alguns percalços como a rejeição a mocinha vivida pela Carolina Dieckmann e o malfadado segredo do Gerson, personagem do Marcelo Antonny, a trama foi um  sucesso.

 
        O ano de 2011 foi marcado pelo retorno do horário alternativo de novelas, agora às 23 horas com o remake de O Astro, da autora Janete Clair, aqui reescrito por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro. O Clima exagerado com interpretações teatrais foi  o ponto forte  da novela que imortalizou o Herculano Quintanilha revido por Rodrigo Lombardi e Clõ Hayalla, inesquecível revivida pela Regina Duarte.

 
        O Horário das sete  apresentou duas tramas que amargaram a fraca audiência Morde e Assopra (2011) do Walcyr Carrasco e Aquele Beijo (2011) do Miguel Falabella.

 
        Gilberto Braga viu novamente uma novela sua ser rejeitada inicialmente quando apresentou a trama de Insensato Coração (2011). O Público rejeitou o casal Pedro  (Eriberto Leão) e Marina (Paolla Oliveira) e novela só engrenou mesmo quando Norma, a personagem de Glória Pires começa uma vingança implacável contra o vilão Léo (Gabriel Braga Nunes).

 
        Cordel Encantado, novela das autoras Duca Rachid e Thelma Guedes, mesclou a literatura popular de cordel  com o clima da cadência com o recitar de belos versos. A novela virou sucesso popular imediato e consagrou  os atores Cauã Reymond e Bruno Gagliasso,  mocinho  e vilão  respectivamente.


        Licia Manzo estreou como novelista em 2011 apresentando um belo trabalho em A Vida da Gente. A trama conta a história  de um triangulo amoroso envolvendo duas irmãs e um homem e mostra as várias nuances que esse relacionamento pode se tornar.

  Lilia Cabral em Fina Estampa. Estevam Avellar/TV Globo
        O caráter versus a aparência foi o mote principal da trama de Fina Estampa do autor Aguinaldo Silva. Lilia Cabral na pele do “pereirão” Griselda e Christiane Torloni  como a vilã Thereza Cristina representavam as duas pontas da história. Mas a grande “estrela” da novela sem dúvidas foi o mordomo Crô, numa interpretação impecável do Marcelo Serrado, que voltava a Globo depois de uma temporada na Record.

 
        Elizabeth Jhin voltou  a falar sobre espiritismo , desejo de reencontro e vidas passadas em Amor Eterno Amor. Como destaque absoluto da novela Cássia Kiss Magro que viveu  a pérfida vilã  Melissa. O figurino, as perucas e o  pop-phone (telefone antigo acoplado ao i-phone)  usados pela personagem  viraram moda no Brasil.

 
        O Remake de 2012 no horário das 23 horas foi a readaptação do romance de Jorge Amado feita pelo Walcyr Carrasco  e Juliana Paes brilhou na pele da inesquecível Gabriela, puro cravo e cor de canela.  Silvio de Abreu também reescreveu Guerra dos Sexos (2012), sucesso original dele mesmo de 1983, para o horário das sete. Uma pena que a temática da briga entre os sexos opostos tenha ficado batida nos anos 2000, mas vale destacar boas atuações do elenco como Reynaldo Gianechinni, Glória Pires, Luana Piovanni, Mariana Ximenes e claro  Irene Ravache e Tony Ramos irrepreensíveis revivendo Charlô e Otávio.

 
        Uma novela clássica. É o mínimo que podemos dizer sobre Lado a Lado, novela dos estreantes João Ximenes Braga e Cláudia Laje que ganhou o  Emmy Latino de melhor novela. Camila Pitanga e Marjorie Estiano viviam duas mulheres que lutavam por amor e liberdade em meio às transformações sociais do Rio de Janeiro do início do século XX.

 
        Glória Perez novamente nos convidou para conhecer um novo país e uma nova cultura com a trama de Salve Jorge (2012).  Pela primeira vez uma favelada  prostituída é protagonista de uma novela. A jovem Morena (Nanda Costa), uma mulher que é enganada e se ver traficada para prostituição contra sua vontade.  No elenco destaque também para o hilário casal Helô e Stênio, interpretados por Giovanna Antonelli e Alexandre Nero.

 
        Mas o ano de 2012 viu  duas novelas se transformarem em fenômenos instantâneos : Avenida Brasil, do João Emanuel Carneiro e Cheias de Charme dos autores Felipe Miguez e Isabel de Oliveira.

 
        Cheias de Charme contou a história das três Marias domésticas Penha (Taís Araújo), Rosário (Leandra Leal) e Aparecida (Isabelle Drumond) que se transformavam nas Empreguetes um grupo popular que cai no gosto do povo. Claudia Abreu foi a estrela da trama na pele da vilã atrapalhada e rainha do tecnobrega Chayane.

 
        Carminha (Adriana Esteves), Nina (Déborah Falabella) e cia elevaram  João Emanuel Carneiro  para o patamar dos grandes autores da emissora com o sucesso de Avenida Brasil. A novela tomou o Brasil de assalto e se transformou em um fenômeno dos anos 2000. O Bairro do Divino, Leleco (Marcos Caruso) , Muricy (Eliane Giardini) e seus amantes, e Cadinho (Alexandre Borges) e suas mulheres foram algumas das tramas paralelas de destaque da novela. O último capítulo fez até com  que a presidente Dilma Rousseff mudasse a agenda para poder assisti-lo. Avenida Brasil (2012) entrou pra o hall de   grandes novelas como Irmãos Coragem (1970); Roque Santeiro (1985), Tieta (1989) entre outras.

 
        Flor do Caribe  do Walther Negrão e Joia Rara  das autoras Duca Rachid e Thelma Guedes foram as atrações do horário seis em 2013.  

 
        A valorização excessiva da aparência  e o desejo da fama são os ingredientes principais da primeira novela original da autora Maria Adelaide Amaral. Estrelada por um elenco jovem  formado por Marco Pigossi, Sophie Charlotte, Fernanda Vasconcellos, Humberto Carrão, Isabelle Drumond e Jayme Matarazzo, Sangue Bom foi o sucesso do ano . No elenco veterano destaque absoluto para Giulia Gamm, Letícia  Sabatella e Marisa Orth.

 
        Segredos, romances e intrigas marcaram a estreia do Walcyr Carrasco no horário nobre com Amor à Vida.  Félix (Mateus Solano) o vilã gay, digo bicha má, seduziu o público logo no primeiro capítulo, e apesar de ter pesado na mão durante a novela, não tem como  não lhe dar o destaque absoluto de Amor à Vida. Na reta final o vilão se regenerou, fez as pazes com o pai e terminou em um belo relacionamento com  Niko (Thiago Fragoso).  No último capítulo a novela apresentou o tão aguardado primeiro beijo gay masculino da história da teledramaturgia da Globo. A cena foi aclamada pelo público.

 
        O Realismo fantástico voltou a teledramaturgia no remake de Saramandaia (2013), sucesso do Dias Gomes,  reescrito por Ricardo Linhares para o horário das onze horas.


        A Dupla de autores Carlos Gregório e Marcos Bernstein  estreiam com Além do Horizonte (2013), mostrando uma trama diferente, mas que infelizmente afugentou o público com direito até o direito a uma “besta” que assombrava a cidade de Tapiré, uma das locações da trama. Depois de alguns ajustes a trama entrou nos eixos  com destaque para o trio de vilões  Tereza , Kleber e Hermes ,  vividos por Carolina Ferraz, Marcelo Novaes e Alexandre Nero. Destaque na comédia para as hilárias irmãs de Tapiré, vividas pelas atrizes Luciana Paes (Ana Selma) e Mariana Xavier (Ana Rita).

 
        Um dos maiores fracassos do ano de 2014 foi a novela Em Família, do autor Manoel Carlos. Com uma primeira fase que empolgou o público, a novela foi se esvaindo em sua segunda fase e nem mesmo o relacionamento lésbico entre a Marina (Tainá Muller) e Clara (Giovanna Antonelli) causou polêmica suficiente para chamar atenção para a trama.

 Daniel Oliveira, Patrícia Pillar e Sophie Charlotte em O Rebu (2ª versão), 2014. Divulgação Gshow
        Dois remakes foram apresentados em 2014 : Meu Pedacinho de Chão, do autor Benedito Ruy Barbosa e O Rebu do George Moura e Sérgio Goldenberg.

 
        A Alta tecnologia era  o tema principal de Geração Brasil,  segundo trabalho dos autores Felipe Miguez e Izabel de Oliveira. Infelizmente a novela ficou devendo muito à Cheias de Charme (2012), mas vale destacar interpretações memoráveis do Luiz Miranda como A  Dorothi Benson; Lázaro Ramos como o Bryan Benson e Claudia Abreu que deu vida a Pamela Parker, uma espécie de Chayane americanizada.

Lilia Cabral e Alexandre Nero em Império, 2014. Alex Carvalho/TV Globo
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        Alexandre Nero foi aclamado pela crítica e pelo público ao dar vida ao comendador José Alfredo na trama de Império. A novela apesar de alguns percalços, novamente provou o talento de Aguinaldo Silva em criar tipos inesquecíveis como a Maria Marta (Lilia Cabral), Cora (Drica Moraes e Marjorie Estiano), Téo Pereira (Paulo Betti), Xana Summer (Ailton Graça) entre outros. No final mais um percalço: Imperdoável o autor matar o José Alfredo.

Betty Faria e Francisco Cuoco em Boogie Oogie, 2015. João Miguel Júnior/TV Globo

        Boogie Oogie, trama do autor Rui Vilhena,  foi uma grata surpresa no horário das seis. Com oS áureos anos 70 como pano de fundo  o clichê da troca de bebês  ficou ainda muito mais interessante. No elenco destaque para Betty Faria e Francisco Cuoco que enriqueceram muito o bom casting da trama.

Bianca Bin em Boogie Oogie, 2014. Alex Carvalho/TV GloboMarco Pigossi em Boogie Oogie, 2015. Ellen Soares/TV GloboIsis Valverde em Boogie Oogie, 2014. Ellen Soares/TV Globo


        Em 2015 com certeza ainda vou  ter muito o que falar de Sete Vidas, Babilônia, I Love Paraisópolis e Verdades Secretas  . . . e que venham mais  50 anos de Globo e de  novelas.


Fonte :
Texto : Evaldiano de Sousa

Pesquisa : Memóriaglobo.com  

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        E um dos maiores sucessos e fenômenos da teledramaturgia nacional estreava há exatos 30 anos – Vale Tudo , do autor Gilberto Braga .         “Vale a pena ser honesto no Brasil de hoje?”.         Com essa pergunta Gilberto Braga dava o    pontapé inicial à trama e o “hoje” da pergunta  nos remete há 30 anos atrás em 1988, ano em que se refletiam  os principais problemas políticos do país,  mas a pergunta infelizmente parece mais atual do que nunca.          Vale Tudo   juntou o mais fiel dos folhetins com uma crítica social aguçada, que fez os brasileiros pararem para pensar.  Gilberto  usou como  os dois pontos dessa história as figuras de Raquel Acciolly ( Regina Duarte ) e Ivan ( Antônio Fagundes )  representando o lado honesto e integro , e Odete Roitmann ( Be...

Globo 60 anos - 60 Novelas que marcaram a teledramaturgia (post 1)

            A Maior   emissora do país está completando 60 anos no ar (fundada  em 26 de abril de 1965) e não tem como tentar   pensar em televisão no Brasil e não citar a Globo , que   marcou a história de   muita gente com seu jornalismo, entretenimento, reality´s e   principalmente com   a teledramaturgia, as novelas   que sempre foram sua alma.         Com mais de 300 títulos   apresentados nesse     60 anos, a emissora marcou e ajudou a escrever e mudar a história   nessas 6 décadas. Ditou regras, desfez algumas,    mudou comportamentos,    abriu discussões , quebrou tabus, conscientizou, polemizou, construiu . . . enfim   fez   histórias para   mudar   vidas.         A   moda   no Brasil sempre   foi guiada   pelas novelas   - Qual mu...

Trilha Sonora Eterna – Vale Tudo Internacional (1988)

        Vale Tudo , do Gilberto Braga , está bombando   em sua segunda reprise no Canal Viva . Raquel Aciolly ( ReginaDuarte ), Maria de Fátima ( Gloria Pires) e Odete Roitmann, da agora saudosa Beatriz Segall , novamente   estão cativando o público que já lhe assistem pela quarta vez (contando exibição original, reprise no VPVN e as duas do Viva) .         A trama é uma clássico dos clássicos e na atual fase de exibição, prestes a chegar ao capítulo 100, as músicas da trilha internacional vão começar a ser veiculadas.         O e10blog que não perde tempo,   preparou esse post especialmente para relembrar essa trilha, que embora tenha tocado apenas   cerca da metade dentro da novela, vale muito a pena curtir de novo.         Vale Tudo   Internacional   quando foi lançado já me chamou atenção pela cap...