Desde o início da trama, Alana Cabral dá vida a Joelly com sutileza e precisão, fugindo de caricaturas. Sua atuação se apoia em um registro naturalista, o que torna os conflitos da personagem verossímeis e espontâneos. Para uma estreia como protagonista, chama atenção a segurança com que ela conduz sequências extensas e de forte carga emocional, sem jamais destoar. É verdade que contracenar com atrizes experientes como Sophie Charlotte (Gerluce) e Dira Paes (Lígia) oferece um suporte valioso, mas o mérito do desempenho é, sobretudo, dela. Soma-se a isso ainda um obstáculo importante na construção da personagem: Joelly é uma jovem impulsiva, guiada muitas vezes pelo desejo imediato, que toma atitudes impensadas e ignora alertas. Um temperamento assim poderia facilmente afastar o público ou provocar rejeição, especialmente quando associado ao envolvimento com outra figura igualmente instável e irresponsável, Raul (Paul...