Grande Sertao Veredas (1985)
clássica minissérie apresentada na Globo em 1985, foi um
marco para a teledramaturgia. A produção
está de volta a partir desta segunda-feira (15.06) pela Globoplay.
Da
dupla Walther George Durst e Walter Avancini, autor e diretor,
mesma dupla de Gabriela (1975),
numa adaptação do romance de Guimarães Rosa. A Minissérie é um
clássico aclamado pelo público e pela crítica. Grande Sertão – Veredas consagrou
Bruna
Lombardi, que brilhou em parceria com o Tony
Ramos, onde viveram os protagonistas Diadorim e Riobaldo.
O
Grande segredo da minissérie, a verdadeira identidade sexual de Diadorim,
prendeu o grande público no dilema de Riobaldo, quando descobre sua paixão pelo
amigo que pensava ser um homem. Mesmo todo mundo sabendo em se tratar de uma
mulher, e os olhos da Bruna Lombardi saltarem a cena, o
entrecho se segurou pelo bom desempenho dos atores diante desse grande desafio.
Relembre
a trama :
No
sertão de Minas, nas primeiras décadas do século 20, as tropas federais estão
em conflito com as forças provinciais, apoiadas por exércitos de jagunços. O
vaqueiro Riobaldo narra sua vida de jagunço: são histórias de disputas,
vinganças, amores e mortes vistas e vividas pelos anos que percorreu Minas,
Goiás e o sul da Bahia.
Riobaldo
era um dos que percorriam o sertão abrindo o caminho à bala. Entre seus
companheiros, havia Reinaldo, conhecido como Diadorim. Conhecera-o quando
menino e mantinha com ele uma forte relação de amizade. Riobaldo, que cultivava
o terno laço com Diadorim, perturbava-se com essa relação, mas a alimentava com
uma pureza que ia contra a rudeza do sertão, beirando o amor e os ciúmes.
Em
suas andanças, Riobaldo conhece um dos seus heróis, o chefe Joca Ramiro, que
logo demonstra confiança por ele e o apelida de Tatarana. Porém, o mito Joca
Ramiro acaba traído e assassinado pelo pérfido Hermógenes, um dos seus homens.
Riobaldo jura vingança e passa a perseguir Hermógenes e seu bando.
Com
o medo da morte e uma curiosidade sobre a existência ou não do diabo, que toma
cada vez mais conta da alma de Riobaldo, evidencia-se um pacto entre o jagunço
e o príncipe das trevas, apesar de não explícito. Acontecido ou não tal pacto,
o fato é que Riobaldo começa a mudar à medida que o combate final contra
Hermógenes se aproxima.
A
crescente raiva do jagunço só é contida pela relação mais estreita com
Diadorim, que já mostra marcas de amor completo. Segue-se, então, o encontro
com Hermógenes e seus homens e a vingança é enfim saboreada por Riobaldo.
Entretanto, uma vingança que se tornou amarga: durante o combate, Hermógenes
mata Diadorim.
Ao
final, uma surpreendente revelação: na hora de lavar o corpo de Diadorim,
Riobaldo percebe que o velho amigo de aventuras que sempre lhe cativou de uma
forma especial era, na verdade, uma mulher: Diadorina, filha de Joca Ramiro
disfarçada de homem.
Saiba
quem é quem :
TONY
RAMOS – Riobaldo (Tatarana)
BRUNA LOMBARDI – Reinaldo (Diadorim / Diadorina)
TARCÍSIO MEIRA – Hermógenes
RUBENS DE FALCO – Joca Ramiro
JOSÉ DUMONT – Zé Bebelo
ROGÉRIO MÁRCICO – Titão Passos
SEBASTIÃO VASCONCELOS – Só Candelário
CASTRO GONZAGA – Marcelino Pampa
LUTERO LUIZ – Garanco
WILSON FRAGOSO – Medeiro Vaz
WÁLTER SANTOS – Alaripe
TAUMATURGO FERREIRA – Fafafa
EDUARDO ABBAS – João Goanhá
JOÃO SIGNORELLI – Capixum
IVAN SETTA – Aristides
UMBERTO MAGNANI – Borromeu
MÁRIO ALIMARI – Paspe
ARNALDO WEISS – Selorico Mendes
ANA HELENA BERENGER – Otacília
CRISTINA MEDEIROS – Rosa Uard
NEY LATORRACA – Padre Ponte
YONÁ MAGALHÃES – Maria Mutema
REYNALDO GONZAGA – Padre Missionário
IVAN MESQUITA – Rudgerio Freitas
LINNEU DIAS – Seu Ornelas
JOSÉ AUGUSTO BRANCO – Seu Habão
DENISE MILFONT – Nhorinhá
MARIA HELENA VELASCO – Ana Duzuza
SILVANA LOPES – mulher de Hermógenes
CARLOS GREGÓRIO – José Simplício
VALDIR FERNANDES – Freitas Filho
RICARDO BATISTA – Freitas Filho 2
BENTINHO – Teofrásio
ROGACIANO DE FREITAS – Vô Anselmo
HENRIQUE LISBOA – Mestre Lucas
ÉRICO VIDAL – Antenor
ALFREDO MURPHY – Lacrau
MARCOS MACENA – Ricardão
WALTER BABALU – Jiribide
MANFREDO BAHIA – João Vaqueiro
PAULO ALENCAR – Sesfredo
CARLOS LAGOEIRO – Felisberto
JORGE EDISON – Quipes
ALMIR CABRAL – Raimundo Lé
GERALDO MAGELA – Dosmo
CARLOS WALMOR – Gavião Cujo
PAULINHO OLIVEIRA – Admeto
IDIORACY SANTOS – João Peludo
MARIA GLADYS – Maria do Padre
NEUZA BORGES – mãe de Eugrácio
RENATO COUTINHO – Zabudo
TONINHO DA CRUZ – Fonfredo
SILVIO FRANCISCO – Malinácio
LUIZ CARLOS LABORDA – Sô Amadeu
IVAN DE ALMEIDA – Coiteiro
ANTÔNIO DI BONIS – Nhô Constâncio Alves
ANDREY SALVADOR – Izinho
JOSÉ MARIA AMORIM – Leôncio Du
JOSÉ ALVES – Engrácio
LUCIANO CINTRA – Deodato
SILVIA CARVALHO – Maria da Luz
THEREZA MASCARENHAS – Hortência
HELVÉCIO ISABEL – Fulgêncio
JOÃO MANOEL FILHO – Fancho Bode
e
ADILSON MAGHÁ – jagunço
ALZIRA ANDRADE – mulher que dá pousada a Riobaldo e se envolve com ele
ANTÔNIO ISMAEL – jagunço
ANTÔNIO THEODORO GRILLO – boiadeiro
EUSTÁQUIO CARVALHO – vendeiro
FELIPE DONOVAN
FERNANDO PITTA – homem que dá informações na estrada
GILBERTO FELISBERTO – vagabundo
GILBERTO PIQUIRI – jagunço
GLÁUCIA DE OLIVEIRA – prostituta de luxo
ÍNDIO JU
JOAQUIM ZACCHARIAS – soldado
KIKA BORJA – prostitula
LUCY MONTEBELLO – prostituta rezadeira
MARIANA MACNIVEN – Diadorim (criança)
MARIA ZENAIDE – Bigri, no início
MÁRIO LAGO – Compadre Quelemem (narrador)
MAURÍCIO BOYANCE – cabo
MAURÍCIO VICCHI – menino da cana
MIGA – Guirigó (moleque que guia o Cego Borromeu)
OSVALDO ROSA JR. – cabra de Zagaia
PANCRÁCIO DAS NEVES – homem do povo
PASCHOAL VILLABOIM – homem que leva Riobaldo até Selorico Mendes
PAULO VIGNOLO – Riobaldo (criança)
PAULO ROBERTO NACIF – capanga
REGINA ANDRADE – mulata
SANDRO SOLVIAT – padre exorcista, no início
SENHOR MANELÃO – Firmiano
SÉRGIO MAGALHÃES – vaqueirinho
TINO GOMES – violeiro
VERA BARBOSA
WALTER AVANCINI – apresentador, no primeiro capítulo
WILLIAN ALVES PINTO – seminarista
YARA DE NOVAES – filha do Seu Ornelas
ZÉ DO JEEP – sanfoneiro
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Fonte:
Texto:
Evaldiano de Sousa
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