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Uma Saudade - Pedro Paulo Rangel (1948 / 2022)



        Filho do casal de funcionários públicos Alzira e Lélio Rangel, desde cedo nosso homenageado esteve envolvido com o teatro e as artes –  O talentosíssimo e já saudoso Pedro Paulo Rangel, nos deixou no finalzinho do ano passado, mas seu legado e trabalhos, que  escreveram boa parte da história da nossa teledramaturgia, nunca serão esquecidos.

        Ainda adolescente escreveu a peça Quando os Pais entram em Férias, e estreou como ator na peça infantil “O Bruxo e a Rainha” do Pedro Reis, na Igreja de Santa Terezinha, em Copacabana, onde conheceu o também ator Marco Nanini, com quem fez o curso de formação de atores no Conservatório Nacional de Teatro.

        Teve sua primeira experiência no teatro profissional em 1968, atuando na peça “Galileo Galilei”, do Bertold Brecht e direção de José Celso Martinez Corrêa. A partir de então mudou-se para São Paulo onde participou de várias montagens.



        Premiadíssimo, em 1982 foi agraciado com um Moliére de melhor ator, por seu trabalho na peça A Aurora da Minha Vida e mais 2 pela atuação em Machado em Cena e O Sermão da Quarta-Feira de Cinzas. Este último personagem ainda lhe rendeu um prêmio Shell e Mambembe.

        No cinema participou de 10  produções entre elas O Beijo no Asfalto (1981) e Chico Xavier (2010).

        Na TV, estreou em 1969, na novela Super Plá, na Rede Tupi de São Paulo, começava ali uma trajetória de personagens de sucesso que marcariam sua carreira e a nossa teledramaturgia.



        Pedro Paulo Rangel foi um pioneiro –  Protagonizou o primeiro nu masculino e um dos primeiros personagens homossexuais  em novelas.  Em Gabriela (1975), do Walther George Durst, seu personagem   é jogado na rua pelado quando flagrado com sua amante Chiquinha (Cidinha Milan). Os 2 passam por toda a cidade, humilhados com os moradores rindo de ambos. Em Pedra sobre Pedra (1992), do Aguinaldo Silva, ele deu vida ao Adamastor, administrador do Grêmio recreativo da cidade e um dos primeiros personagens declarado abertamente homossexual em novelas. Na Trama ele nutre uma paixão platônica por Carlão Batista, o personagem do Paulo Betti.



        Pedro Paulo Rangel viveu os mais variados  tipos na tv e nos brindou com grandes momentos – como  o Poliana, grande amigo da Raquel (Regina Duarte) em Vale Tudo (1988); o Zózimo da minissérie Engraçadinha (1995); o Padre Joseph de A Indomada (1997); Seu Calixto de OCravo e a Rosa (2000) e o Gigi de Belíssima (2005).



        Rangel foi protagonista de produções por 2 vezes – Em 1975, da novela O Noviço, do autor Mário Lago e em 2008  deu vida ao diretor de teatro Lourenço Oliveira na minissérie Som e Fúria, do Fernando Meirelles, primeira produção resgatada pela Globoplay este ano de 2023 em Janeiro, exatamente para homenagear o ator.

        Seu último trabalho foi no episódio de estreia da série Independências , da Tv Cultura em 2022. Pedro Paulo Rangel nos deixou em  21 de dezembro de 2022, ele lutava há anos contra um enfisema pulmonar.

Veja Também:

Gabriela (1975)


Walther George Durst 


Rubens de Falco 


Claudia Correia e Castro 



Fonte:

Texto: Evaldiano de Sousa

       

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