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Novelas Inesquecíveis – Nino, O Italianinho (1969)



      Nino, O Italianinho  foi o sucesso da Tupi que seguiu a trilha de sucessos apresentados pela emissora. A novela veio depois de Antônio Maria (1968) focando desta vez na imigração italiana.
       Geraldo Vietri teve um duro trabalho para por a novela no ar. Autor e diretor de ambas as novelas,  os 30 capítulos inicias de Nino, O Italianinho começaram a ser gravados juntamente com os finais de Antônio Maria, fazendo Vietri se virar em dois, mesmo com a ajuda do Walther Negrão.


      Anos depois, Geraldo Vietri , contou em entrevistas que usou muito das lembranças da sua infância para criar e caracterizar alguns personagens.   Nino tinha muito do seu pai, e a Dona Santa, a personagem vivida pela Myrian Muniz,  uma das mais fortes da novela,  foi inspirada em sua avó.



Numa vila do bairro do Bixiga em São Paulo, tradicional reduto de imigrantes italianos, mora Nino (Juca de Oliveira), o amigo de todos. O rapaz tinha quinze anos quando chegou ao Brasil em companhia de um tio, Ângelo (Uccio Gaeta). Com muito trabalho Nino tornou-se dono de um açougue. Alegre, rude e de bom coração, o rapaz não consegue conquistar o coração da ambiciosa Natália (Bibi Vogel), sua vizinha também pobre que está tentando se aproximar de Renato (Wilson Fragoso), seu milionário patrão – dono de uma joalheria e filho de Dona Virgínia (Dina Lisboa), proprietária das casas da vila, completamente contra o envolvimento de Renato com Natália.
Enquanto Nino sofre por Natália, Bianca (Aracy Balabanian) sofre de amores por Nino. Ela é uma jovem meiga, tímida, não muito bonita e que, ainda por cima, tem um defeito na perna. Apaixonada pelo açougueiro, Bianca vive seu ciúme em silêncio, até que Nino vê despertar em si o verdadeiro amor em relação a ela.
A Trama simples que nos remetia ao cotidiano de pequenos bairros e vilas conquistou o Brasil e  com quase um ano no ar nunca fez o público, que se via em cada história,  perder o interesse pela novela. 

Nino, O Italianinho criou um estilo próprio na tv. O texto do Geraldo Vietri e Walther Negrão  despertou interesse fora do Brasil e foi vendido para vários países.
Juca de Oliveira na pele do protagonista foi catapultado ao sucesso e ganhou status de grande astro e galã número 1 da emissora.
Nino, O Italianinho marcou a estreia em novelas  da atriz Bibi Vogel, famosa modelo internacional e considerada um dos rostos mais bonitos da década de 60 e 70.


Outros atores tiveram momentos memoráveis na trama com personagens inesquecíveis como : Dina Lisboa, que mostrava pela primeira vez em novelas uma caracterização de grã-fina; e Aracy Balabanian deu um show vivendo a antiestrela Bianca, com uma caracterização impecável da personagem que não tinha muitos atributos de beleza e ainda puxava de uma perna com defeitos.
A novela apresentou personagens com tipos especiais para seus intérpretes, como a fofoqueira Dona Nena (Dirce Migliaccio), a solteirona Leonor (Lúcia Mello), o turco Max (Marcos Plonka) , a mulher desagradável Júlia (Marisa Sanches), o marido paciente Vicente (Graça Mello).
Néa Simões em uma participação na trama, reviveu a mesma personagem de Antônio Maria. Na história Catarina  reaparece em Nino, O Italianinho   à procura de  Dona Nena (Dirce Migliaccio), moradora da vila de Nino.
Os moradores da Vila onde Nino morava eram tão reais que o público se identificava com muitos deles. A certa altura da trama os moradores da vila pobre eram despejados de suas casas. Na vida real, a condição dos personagens tocou o telespectador de tal forma que um prefeito de uma cidade do interior do país ofereceu infra-estrutura, terrenos e casas para  que os personagens pudesses ser acolhidos. Inacreditável!
Nino, O Italianinho passou a ser reapresentada imediatamente ao seu término. A Tupi tinha receio  que o público se afastasse do canal se sentindo órfãos do italianinho ante ao término da novela.

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A novela é um típico exemplo de que inventar muito, ou enfeitar muito uma trama nem sempre é sinal de sucesso ou audiência. Nino, O Italianinho  foi uma novela simples mais ao mesmo tempo neo-realista com esses tipos criados para marcar e uma heroína e protagonista antiestrela, algo muito difícil e arriscado de ser apresentado na época.

Ficha Técnica:
Novela dos Autores Geraldo Vietri e Walther Negrão
Direção Geral : Geraldo Vietri
Elenco:
JUCA DE OLIVEIRA – Nino
ARACY BALABANIAN – Bianca
BIBI VOGEL – Nathália
WILSON FRAGOSO – Renato
MYRIAN MUNIZ – Dona Santa
DINA LISBOA – Dona Virgínia
ELIZABETH HARTMANN – Cláudia
ELIAS GLEIZER – Donato
ETTY FRASER – Adelaide
DIRCE MIGLIACCIO – Dona Nena
LÚCIA MELLO – Leonor
MARCOS PLONKA – Max Blinder
GRAÇA MELLO – Vicente
MARISA SANCHES – Júlia
GUY LOUP – Norma
DENIS CARVALHO – Julinho
PAULO FIGUEIREDO – Vítor
TONY RAMOS – Rubinho
GIAN CARLO – Franco
ANNAMARIA DIAS – Elza
UCCIO GAETA – Ângelo
OLÍVIA CAMARGO – Aurora
FELIPE LEVY – Felipe
MARINA FREIRE – Luísa
XISTO GUZZI – Pedro
LORIVAL PARIZ – Dr. Eugênio
JOSÉ BUCK – Gerson
GIANETE FRANCO – Neuzinha
FLAMÍNEO FÁVERO – Chiquinho
BETH CARUSO – Silvia
ÁUREA CAMPOS – Antônia
LUCIANO GREGORY – Botelho
TEREZA SANTOS – Beatriz
HÉRCIO MACHADO – Carlito
GENÉSIO ALMEIDA JR. – Eduardinho
CHICO MARTINS
ADOLFINA P. SILVA
OSWALDO CAMPOZANA
RENATO JORGE
LEIRY MARIA FRANCO
LINO BRAGA
ANTÔNIO LEITE
JUDITH DA SILVA BRITO
GUALBERTO CURADO
FÁBIO TOMASINI
e
ANA ROSA – Valéria
NÉA SIMÕES – Catarina

Exibição: 01 de Maio de 1969 à 05 de Julho de 1970
Capítulos : 318
Fonte:
Texto : Evaldiano de Sousa

Pesquisa : Wikipédia.com , teledramaturgia.com 

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