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“Passaporte para Liberdade” estreia nesta segunda

 


        A tão alardeada minissérie Passaporte para Liberdade ,  minissérie escrita pelo autor Mário Teixeira, que tinha o título provisório de O Anjo de Hamburgo, protagonizada por Sophie Charlotte e Rodrigo Lombardi, finalmente estreia nesta segunda dia 20, fechando as comemorações de fim de ano da Globo.

        A superprodução, que é uma parceria da Tv Globo , Floresta e Sony Pictures Televison, começou a ser gravada em 2018, antes da Pandemia, e devido a problemas burocráticos teve suas gravações várias vezes adiadas.

        Com colaboração de Rachel Anthony ,  direção de Seani Soares e supervisão artística do Jayme Monjardim,  a minissérie conta a história  da  pouco conhecida em seu país, a brasileira  Aracy de Carvalho  (Sophie Charlotte)  que entrou para a história mundial ao arriscar a própria vida para salvar judeus que precisavam escapar do nazismo na Alemanha durante a 2ª Guerra Mundial. Funcionária do Consulado Brasileiro em Hamburgo, sem qualquer proteção ou mesmo imunidade diplomática, ela contornava regras, enfrentando os governos alemão e brasileiro para emitir vistos para que os judeus pudessem imigrar e sobreviver. Foi também em Hamburgo que ela conheceu seu grande amor, o escritor Guimarães Rosa (Rodrigo Lombardi) , à época, cônsul-adjunto na cidade. Sua história de coragem, ousadia e amor à humanidade rendeu a ela o título de “Justos entre as Nações”, instituído pelo Memorial do Holocausto como reconhecimento aos não judeus que ajudaram a salvar vidas durante a guerra.

        O título   Passaporte para Liberdade, foi oficializado em setembro de 2021,  após a publicação de estudo dos historiadores Fábio Koifman e Rui Afonso em Judeus no Brasil: História e Historiografia, que questiona o gesto de heroísmo por parte dos funcionários do consulado do Brasil em Hamburgo.  A partir dos arquivos do Ministério das Relações Exteriores, os historiadores concluíram "que nenhum visto irregular ou qualquer ilegalidade foi praticada pelo serviço consular da representação brasileira em Hamburgo no período em que a ajuda humanitária a perseguidos judeus é atribuída". Os vistos foram emitidos de acordo com as determinações do Itamaraty e apenas era cumprido o que previa a legislação brasileira. Aracy de Carvalho não tinha poder de emitir vistos nem condições de adulterá-los por não ser diplomata e sim funcionária contratada.  A tese era defendida pelos historiadores desde o anúncio da produção da minissérie, em 2018.



        A minissérie foi gravada em inglês e nós assistiremos uma versão dublada. São 8 capítulos apresentados de segunda a quinta, nas duas últimas semanas do ano de 2021.

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Fonte:

Texto: Evaldiano de Sousa

           

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