A volta de Camila Pitanga às novelas em Dona de Mim
chegou como um verdadeiro acontecimento — e o sucesso do retorno não é por
acaso.
Depois
de marcar o público recentemente com a intensa Lola, de Beleza Fatal,
da HBO/Band, Camila reaparece na
teledramaturgia carregando um prestígio renovado. A personagem ajudou a
reacender o debate em torno do seu talento, lembrando ao público e à crítica
por que ela sempre foi referência de força cênica, entrega emocional e carisma.
Mas
a verdade é que a carreira de Camila Pitanga fala por si só. Com uma
trajetória sólida, repleta de personagens marcantes, a atriz retorna a Dona de Mim com
autoridade e naturalidade, dominando a cena e elevando o nível da narrativa.
Confesso
que não achei que o roteiro da trama da Rosane
Svartmann precisasse desse retorno da Ellen,
mas o malabarismo feito para explicar sua volta , embora tenha sido incoerente com a trama, no mínimo valeu a pena por ser a Camila. O sucesso desse retorno é,
acima de tudo, o reflexo de uma artista madura, reconhecida e em pleno domínio
do seu ofício.
Sua dobradinha cênica com Emílio Dantas enriqueceram cada cena, se tornaram em poucos capítulos os trambiqueiros mais queridos da nossa teledramaturgia.
E
a química com a
pequena Elis Cabral é outro
ponto forte da entrecho. A conexão entre as duas é tão verdadeira que
ultrapassa o texto, criando momentos de afeto, tensão e emoção genuína.
Camila,
com sua entrega e sensibilidade já consagradas, encontra em Elis uma parceira
surpreendente: segura, espontânea e extremamente expressiva para a pouca idade.
O resultado é uma relação construída com naturalidade, que faz o telespectador
acreditar em cada gesto, olhar e silêncio compartilhado.
Com
esse retorno surpresa , Camila Pitanga não apenas voltou às novelas: ela reafirmou
seu lugar entre os grandes nomes da dramaturgia brasileira.
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Fonte:
Texto: Evaldiano de
Sousa
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