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Trilha Sonora Eterna - Feijão Maravilha (1979)

 


         Bráulio Pedroso homenageava as chanchadas dos anos 50, com uma deliciosa comédia  em Feijão Maravilha que reuniu no elenco nomes que fizeram muito sucesso na  Atlântida, como José Lewgoy, Ivon Cury, Mara Rúbia, Eliana Macedo, Adelaide Chiozzo, Walter D´avilla, Oley Cazarré  e  Grande Otelo

 A Trama protagonizada por Lucélia Santos, passava toda sua ação no Hotel Internacional, um cinco-estrelas, onde se reunia todos os personagens. Eliana, a personagem da Lucélia, trabalha na recepção e vive as voltas com as trapalhadas de Anselmo (Stepan Nercessian), um empresário com contratos que nunca se concretizavam. Eliana é apaixonada por Anselmo, mas ele não percebe esse amor, pois é apaixonado pela bela e rica Bibinha (Maria Cláudia). Os dois são amigos de Benevides (Grande Othelo) e Oscar (Olney Cazarré), carregadores de malas do hotel. A Jovem recepcionista sempre acaba metida nas confusões que os três aprontam.

A Novela correu despretensiosa e acabou consagrando esse estilo comédia-rasgada para o horário das sete global, e a maioria das tramas seguintes  apostaram nele.

A homenagem às chanchadas foi o diferencial da trama e claro,  deixou muita gente emocionada ao ver a dupla Grande Othelo e Olney Cazarré vivendo uma dupla inesquecível, numa explícita a homenagem a Oscarito, eterno parceiro de Othelo nas chanchadas.

Jose Lewgoy na pele do Vilão Ambrósio, o Sombra, nos relembrou seus bons tempos de vilão da Atlântida.

Eliana Macedo e Anselmo Duarte fizeram par romântico em vários filmes da Atlântida, e cenas destes filmes eram levadas ao ar no decorrer da novela como se fossem flashbacks dos seus personagens.

Outros destaques do elenco foram Walther D´avilla e Clarisse Piovesan, em uma réplica brasileira de Marilyn Monroe inesquecível.

Feijão Maravilha  é um dos títulos que a Globoplay vai resgatar esse mês de janeiro e,  para comemorar essa volta, vamos  relembrar sua trilha  sonora no  post de hoje.

A trilha sonora nacional de Feijão Maravilha é um retrato vibrante do Brasil do final dos  anos 70, unindo música, humor e a energia popular que marcaram a novela. Com canções que iam do samba ao soul brasileiro, a seleção musical ajudava a dar ritmo à história leve e bem-humorada, além de reforçar a identidade dos personagens e o clima urbano da trama. Mais do que pano de fundo, a trilha virou parte essencial do sucesso da novela, permanecendo na memória afetiva de quem viveu aquela época.

Entre os nomes presentes no disco estão As Frenéticas, responsáveis pelo contagiante tema de abertura, além de João Nogueira, levando o samba de raiz para a trama. A seleção ainda contou com vozes e talentos como Ney Matogrosso, Luiz Melodia, Marizinha, Robson Jorge e Peninha, mostrando a diversidade musical da época.

Mais do que uma simples coletânea, a trilha de Feijão Maravilha virou um retrato sonoro de um Brasil urbano, popular e cheio de personalidade, eternizado em vinil e na memória dos telespectadores.

 

“Meus Momentos”

Intérprete e  Compositor: Marizinha



        “Meus Momentos” , da Marizinha, abre o  lado A da trilha.   A música foi o  tema da personagem Eliana, a protagonista vivida  pela Lucélia Santos na novela.  Marizinha (nome verdadeiro Mariza Corrêa José Maria) é cantora brasileira nascida no Rio de Janeiro, ligada ao cenário musical dos anos 70 e 80. Ela participou do Trio Esperança antes de seguir carreira solo e, em 1979, gravou o compacto com as canções “Meus Momentos” e “Em Cores”, este último também lançado pela gravadora Odeon/EMI — sendo esse compacto a fonte da canção que entrou na novela.

 

“Nada Importa”

Intérprete: Robson Jorge

Compositores: Robson Jorge e Wather D´avila Filho



        Com uma sonoridade envolvente e marcada pelo romantismo dos anos 70, “Nada Importa”, na voz e composição de Robson Jorge, é uma das canções que ajudaram a dar identidade à novela Feijão Maravilha (1979). A música foi o tema do personagem Jorginho, vivido pelo Marco Nanini. 

Robson Jorge imprime sua assinatura musical, misturando soul, pop e MPB de forma elegante — algo que se refletia muito bem nas trilhas sonoras das novelas da época.

 

“Samba Rubro Negro”

Intérprete: João Nogueira

Compositores: Jorge  de Castro e Wilson Batista



        Clássico absoluto do samba, “Samba Rubro-Negro”, na voz e na alma de João Nogueira, é muito mais do que uma música: é uma verdadeira declaração de amor ao Flamengo e à cultura popular brasileira.

        “Samba Rubro-Negro” une dois símbolos fortes do Brasil — o futebol e o samba — mostrando como ambos caminham juntos na construção da nossa memória afetiva. Um hino que atravessa gerações, mantendo viva a chama da paixão, da tradição e da musicalidade que só João Nogueira sabia expressar com tanta classe. Em Feijão Maravilha  foi o tema do  personagem Rachid, vivido pelo Ivon Curi.

 

“Seu Melhor Amigo”

Intérprete e Compositor: Guilherme Lamounier



        “Seu Melhor Amigo”, do  Guilherme Lamounier é uma canção delicada e profundamente emocional, que traduz com sensibilidade os sentimentos de amor silencioso, lealdade e entrega afetiva. Guilherme Lamounier, conhecido por seu talento como compositor e cantor romântico, constrói aqui uma narrativa em tom de confissão, onde o eu lírico se coloca como alguém sempre presente, disposto a acolher, ouvir e proteger — mesmo sem ocupar oficialmente o lugar de um amor correspondido.

        A  música acompanhou o casal Miró e Adelaide, os personagens na trama vividos pela ator Marcelo Picchi  e a saudosa Elizangela.

 

“O Preto que Satisfaz”

Intérpretes: As Frenéticas

Compositores: Gonzaguinha



         O Charme da novela já era mostrado em sua abertura. Produzida por Paulo Netto e Aloysio Legey,  foi utilizado  uma técnica de sobreposição de maquetes e chroma key. No cenário foram reproduzidos alimentos e utensílios de cozinha. Um grupo formado por um chef de cozinha e por belas cozinheiras dançava e interagia com grãos de feijão, alho, caixas de fósforos e panelas, entre outros objetos. 

        As Frenéticas embalaram essa abertura  ao som dessa canção composta pelo Gonzaguinha.

 

“Tic-Tac do Meu Coração”

Intérprete: Ney Matogrosso

Compositores: Alcyr Pires Vermelho  e Walfrido Silva



        Interpretada com a intensidade inconfundível de NeyMatogrosso, “Tic-Tac do Meu Coração é uma canção que traduz o amor vivido no limite da emoção. A música usa o batimento do coração como metáfora do desejo, da ansiedade e da entrega total a um sentimento que acelera, descompassa e domina. A Canção foi o tema da Madame Fifi, vivida pela  saudosa atriz e vedete Mara Rúbia.

 

“A Voz do Morro”

Intérprete: Luiz Melodia

Compositores: Zé Ketti



        A Voz do Morro” é uma canção que Luiz Melodia regravou em seu álbum “Mico de Circo” (1978), trazendo sua interpretação própria para o samba originalmente ligado ao universo dos morros cariocas, clássico composto por Zé Ketti – uma expressão de orgulho e afirmação cultural (“Eu sou o samba / A voz do morro sou eu mesmo…”).

        Em Feijão Maravilha  a música embalou a dupla Benevides e Oscar, vividos pelos saudosos Grande Otelo e Olney Cazarré.

 

“Belo  Sentimento”

Intérprete e Compositora: Sônia Burnier



        “Belo Sentimento”, na voz de Sônia Burnier, é uma canção marcada pela delicadeza e pela intensidade emocional, típica do repertório romântico da MPB dos anos 1970. A música se constrói a partir de uma interpretação suave e ao mesmo tempo profunda, em que Sônia imprime sensibilidade a cada verso, valorizando a emoção contida na letra.

        A música  foi tema da bela Bibinha, personagem vivida na trama pela atriz Maria Cláudia.

 

“Jogo Sujo”

Intérprete e Compositor: Peninha



        “Jogo Sujo”, do  Peninha é uma daquelas canções que traduzem com intensidade o lado mais doloroso das relações amorosas. Lançada no final dos  anos 1970, a música traz a marca registrada de Peninha: letras confessionais, emotivas e profundamente humanas.

        A música  entrou na trilha sonora da novela Feijão Maravilha, também como tema da personagem Bibinha (Maria Cláudia).


 

“Sapateado”

Intérprete: Ronaldo Resedá

Compositores: Guto Graça Mello e Paulo Coelho



        Lançada no clima vibrante do samba e da música popular brasileira dos anos 1970, “Sapateado”, de Ronaldo Resedá, ganhou ainda mais destaque ao integrar a trilha sonora da novela Feijão Maravilha. A canção traduz com leveza e malandragem o espírito descontraído da novela, marcada pelo humor, pela música e pelo cotidiano carioca.

 

“Smile”

Intérprete:  Lincoln Olivetti

Compositores: Charles Chaplin,  Geoffrey Parsons e  John Turner



        A música “Smile”, de Lincoln Olivetti, é um exemplo sofisticado do talento do maestro, arranjador e produtor que marcou profundamente a música brasileira, especialmente entre o fim dos anos 1970 e a década de 1980.

        Lincoln Olivetti foi responsável por renovar o som da MPB, aproximando-o das tendências internacionais sem perder identidade. Em “Smile”, essa proposta aparece de forma clara: a música transmite otimismo, fluidez e sofisticação, funcionando quase como uma trilha perfeita para cenas cotidianas ou momentos de contemplação, algo muito comum nas instrumentais daquele período.

         A Música fecha a trilha de Feijão Maravilha como tema de amor  dos protagonistas  Eliana e Anselmo, os personagens vividos pela Lucélia Santos e  o Stepan Nercessian. 

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Feijão Maravilha


Fonte:

Texto: Evaldiano  de Sousa

Pesquisa: www.wikipedia.com.br www.memoriaglobo.com.br

Vídeos: You Tube

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