Leticia Colin e Isabel Teixeira fazem de cada confronto entre Adriana e Pillar em um show a parte em “Quem Ama Cuida”
A Espera do grande reencontro
entre Adriana e Pillar ficou no aguardo
de todos os telespectadores desde
a prisão da protagonista. Mas o público
não aguardava apenas um novo confronto entre as duas personagens, mas também
queria saber quem sairia por cima após seis anos. A resposta chegou em uma cena
marcante, que evidencia como Walcyr Carrasco e Claudia Souto dominam a
construção do melodrama e sabem conduzir os embates com intensidade e emoção.
Letícia Colin e Isabel Teixeira dispensam apresentações.
Ambas com talento e bagagem pra fazer qualquer
tipo de cena com maestria e, aqui vai até um perdão do e10blog a Isabel
Teixeira. Logo nos
primeiros capítulos da trama , critiquei o fato dela de novo
vir com uma grande vilã, um tipo que havia feito
em seus 2 últimos trabalhos. A
atriz surpreendeu e mostrou que
a Pillar tem identidade própria e
nenhum vício de personagens anteriores.
De volta ao “duelo” - Pilar
surge certa de que permanece no controle. Rica, influente e convencida de que
arruinou a vida da maior rival, ela encara Adriana com a mesma arrogância de
sempre. Na sua visão, a liberdade da mocinha não passa de uma ilusão, pois
acredita ser capaz de continuar manipulando seu destino e aprisionando-a de
outras formas.
Só
que a reação de Adriana foge completamente dos planos da empresária. Ela não
enfrenta Pilar com riqueza, influência ou agressividade. Sua resposta vem
carregada de algo que a vilã jamais conseguiu conquistar: o amor. Ao afirmar
"Eu conheço o amor. Você não.", Adriana acerta
exatamente o ponto mais vulnerável da adversária, desmontando sua aparente
invencibilidade com uma frase simples, mas devastadora.
Nesse
momento Isabel Teixeira constrói
um dos instantes mais marcantes de Pilar. Uma lágrima escapa de forma quase
imperceptível. Não se trata de remorso ou arrependimento, mas da prova de que
as palavras de Adriana atingiram a única ferida que a vilã jamais conseguiu
esconder.
A
vulnerabilidade, porém, dura muito pouco. Em questão de segundos, ela recompõe
a expressão fria e impiedosa que a caracteriza. Em seguida, pisa nas flores
deixadas sobre o túmulo de Arthur (Antônio Fagundes), num gesto carregado de
simbolismo. Mais do que intimidar a rival, Pilar deixa claro que seu objetivo é
destruir tudo aquilo que Adriana ama e representa.
Além
do texto e duas atrizes que fazem jus a profissão, a direção artística de Amora Mautner, dar
a sequência justamente a força
nos detalhes. Os olhares, os silêncios e as pausas falam tanto quanto os
diálogos, criando uma atmosfera de tensão crescente. Ao fim do embate, não há
uma vencedora absoluta. O que fica claro é que a disputa entre as duas
recomeçou. A grande diferença é que Pilar já não tem diante de si a mesma
Adriana que um dia conseguiu colocar atrás das grades.
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Fonte:
Texto : Evaldiano de
Sousa

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