Fabio Lago e Marcelo Médici fazem dos seus personagens duplos em “A Nobreza do Amor” um dos destaques da história
Em
A Nobreza do Amor, da trinca de
autores Duca Rachid, Júlio
Fischer e Elísio Lopes Jr. a versatilidade de Fábio Lago e Marcelo
Médici ganhou um novo e interessante desafio: interpretar personagens
duplos, mostrando que grandes atores são capazes de transitar por diferentes
personalidades dentro de uma mesma história e transformar essa proposta em um
dos grandes atrativos da novela.
Conhecidos
por trabalhos marcantes na televisão, no cinema e no teatro, os dois aproveitam a oportunidade para explorar
registros diferentes e evidenciar uma característica que os acompanha ao longo
da carreira: a capacidade de construir personagens com identidade própria, sem
deixar que um papel se confunda com o outro.
Fábio Lago vive Bartô, prefeito que alimenta o desejo
de transformar sua própria mãe, Dona Veneranda, em santa. O ator precisa
construir duas figuras bastante distintas: de um lado, o político Bartô, com
suas ambições e particularidades; do outro, Dona Veneranda, uma personagem que
exige de Fábio uma mudança completa de postura, voz, gestos e composição.
O
resultado evidencia a experiência do ator e sua capacidade de mergulhar em
personagens que poderiam facilmente cair no exagero, mas que ganham
personalidade justamente pelo cuidado na construção. A atuação de Fábio Lago
mostra mais uma vez que sua carreira é marcada pela facilidade em transitar
entre o humor, o drama e personagens de características muito diferentes.
Marcelo
Médici também encara um desafio e tanto na trama. O ator
interpreta os irmãos Padre Viriato e Carrapato, o cangaceiro. Dois
personagens que vivem em universos completamente distintos e que exigem do
intérprete mudanças significativas na maneira de falar, se movimentar e se
posicionar em cena.
De
um lado, Padre Viriato traz a figura religiosa dosada no humor; do outro,
Carrapato surge ligado ao universo do cangaço. A diferença entre os irmãos
permite que Marcelo Médici explore registros variados e, mais uma vez,
demonstre por que se tornou um dos atores mais versáteis de sua geração.
O
mérito está em não fazer simplesmente “dois personagens”, mas em criar duas
identidades reconhecíveis, fazendo com que o público perceba quem está em cena
mesmo antes que a história deixe isso evidente.
Em
uma novela que aposta em personagens marcantes e situações que transitam entre
o drama, o humor e o romance, Fábio Lago e Marcelo Médici encontram nos
papéis duplos uma excelente oportunidade para mostrar todo o alcance de seus
talentos.
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Fonte:
Texto: Evaldiano de
Sousa
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