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Uma Saudade - Neuza Amaral (1930 / 2017)

A Bruna de “Plumas e Paetês” no Viva



        Ela vem desfilando sofisticação e austeridade na pele da Bruna de Plumas e Paetês, trama do CassianoGabus Mendes, atualmente em reprise pelo Canal Viva e nós sendo presenteados  com o talento da saudosa Neuza  Amaral.

        Atriz e política (foi vereadora  pela  cidade   do Rio de Janeiro) iniciou sua carreira de atriz na década de 50 na cidade do Rio de Janeiro, trabalhando na Rádio Tupi, onde enfrentou muitas dificuldades. Transferiu-se, então, para São Paulo e, ao passar com uma amiga pela porta da Rádio Record, resolveu entrar para ver como funcionava uma rádio e saiu dali contratada: pediram para a atriz ler uns textos e, dois dias depois, ela já estava no ar. Fazia locução, programa de auditório, tudo declarou ela. 

        A Estreia em novelas também foi  mais por  necessidade e curiosidade. Depois de ser desligada da  Rádio   estreou nas novelas  Alma da Noite A Mansão dos Daltons na Tv Record, praticamente  sem experiência alguma.   Em seguida, foi para a Tv  Excelsior  onde participou da primeira telenovela diária da televisão 2-5499 Ocupado, em 1963, ao lado de Tarcísio Meira, Glória Menezes  e Lolita Rodrigues.  Sobre a trama, conta: Naquela época valia tudo, até varrer o estúdio. Porque era para desbravar mesmo”.  Seguiram-se outros sucessos na emissora com as novelas As Solteiras (1964), A  Moça  que Veio de Longe (1964), O Céu  é  de Todos (1965) e Pecado de Mulher (1965). 



        Voltou a morar no Rio de Janeiro em 1967 e por meio de um amigo comum, foi apresentada ao Boni, que a convidou para trabalhar na TV Globo  na novela A Sombra de Rebeca. Na emissora, consolidou sua carreira com personagens memoráveis como a primeira grande vilã da televisão, Veridiana Albuquerque Medeiros de A Grande Mentira  (1968), a determinada Maria Clara Taques em Os Ossos do Barão, que lhe rendeu o Troféu APCA de melhor atriz; a sensível Nara de Fogo sobre Terra , que morre afagada  quando a cidade  é  inundada  pela barragem, ao se recusar  a abandonar suas  raízes (1974); a austera Fabiana di Lorenzo de Bravo! (1975), novela na qual submeteu-se a uma operação plástica, que foi levada ao ar como sendo uma situação vivida pela personagem;  a doce Emerenciana em Cabocla (1979); a rica, elegante  e insegura Bruna em Plumas e Paetês (1980) , a divertida Zefa em Paraíso   (1982), a Inez Fontes  de  Sinhá Moça (1986) e a hilária Lucy de Brega e Chique  (1987).

        Estreou na carreira cinematográfica em 1967 no filme A Lei do Cão. No cinema, atuou em cerca de vinte produções nacionais, muitas das quais foram sucesso de crítica e público como Memórias de um Gigolô (1970), Os Machões (1972), Como É Boa a Nossa Empregada (1973), Quem Tem Medo de Lobisomem? (1975), Dedé Mamata (1987) e O Que é Isso, Companheiro? (1997).

        Nos anos 90, Neuza Amaral  esteve menos  ativa  na tv e apenas aceitou fazer  pequenas  participações  em  novelas e em especiais. A última  foi em Pé na Jaca (2007). 

        Foi eleita vereadora   com mandado de 1989 a 1992), o  que causou seu afastamento  gradativamente, dos trabalhos na televisão, resumidos a pequenas participações. Viveu há cerca de dez anos no município de Araruana e trabalhou como controladora geral da cultura da cidade.

        Neuza Amaral nos deixou em 2017,  aso 86  anos,  vítima   de uma embolia pulmonar. 

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Novelas Inesquecíveis - Brega e Chique (1987)

Trilha Sonora Eterna - Brega e Chique (1987) 

Brega e Chique Internacional (1987)

Fonte:

Texto: Evaldiano de Sousa

Pesquisa: www.wikipedia.com.br

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