Pular para o conteúdo principal

Enquete e10blog

“Sol Nascente” chega ao capítulo 100 contornando a fraca trama principal com as histórias paralelas


        Sol Nascente,  a trama das seis do autor Walther Negrão, chegou ao centésimo capítulo nesta sexta-feira  (23.12), seguindo uma linha que foi tomada desde que percebido que a trama principal,  devido à falta de química dos protagonistas  se enfraqueceu, o foco em suas tramas  paralelas.

        Tomaram contornos de tramas importantes dentro de Sol Nascente os romances entre o Ralf e Milena,  personagens dos atores Henri Castelli e Giovanna  Lancelloti, que era um par romântico impensável nos capítulos iniciais da novela devido a grande diferença de perfil entre eles. Porém foi exatamente esses perfis do Ralf e da Milena que foram se transformando e se adaptando até se encontrarem de uma maneira especial dentro da trama, que encantou o público de Sol Nascente  que aprovou o romance.

        Os outros romances secundários da trama que  engrenaram no decorrer dos capítulos também só engrandeceram e fecharam os buracos deixados pela falta do romance principal, como o da Lenita e Vittório, vividos pela Letícia Spiller e Marcelo Novaes, e o triângulo amoroso entre a Yumi , Tiago e Dora, dos atores Jacqueline Sato, Marcelo Mello Jr e Juliana Alves.

        O Mais interessante na trama  é que esses  vários romances que foram se formando no decorrer da trama sempre ganharam o apoio do público, com a única exceção do principal deles, entre o Mário e Alice, os protagonistas vividos pelo Bruno Gagliasso e a Giovanna Antonelli . A Falta de química inicial entre o casal parece que não será perdoado até o final da trama. Eu confesso que até gosto dos personagens separadamente, mas é nítido que juntos eles descaracterizam essa romance que explodia   entre os amigos de infância , principal característica do amor que nasce entre eles.


        Mesmo com esse “problema” nas mãos, os autores de Sol Nascente consegue nos segurar com tramas que rodeiam esses protagonistas. É o caso do César, vivido pelo Rafael Cardoso. Um vilão bem construído, no limite entre a vilania e patologia, característica dos vilões do Negrão,  que com o desenvolvimento da sua relação com Alice, que inicialmente era apenas por puro interesse,  agora luta pela paixão desenfreada que nasceu  por ela. Essa paixão mexe ainda com a Carol (Joana Machado), que espera um final feliz com César, depois de ajuda-lo a neutralizar  o Mário com o filho que supostamente espera dele.


        A trama recebeu um novo folego há duas semanas  com a substituição de Laura Cardoso por Nívea Maria como a cabeça da organização formada para tentar destruir  as empresa de pesca do Tanaka (Luis Mello). Laura deixou a trama por problemas de saúde, e nós perdemos a Dona Sinhá, uma das melhores das  tramas, mas em contrapartida, Nívea Maria já chegou dando um espetáculo na pele da Dona Mocinha.

        Sol Nascente é aquele tipo de novela  que mesmo sem uma audiência regular  tem muitos atrativos que me  faz repensar esse desinteresse do público. O Belo e característico texto do Negrão, personagens bem delineados centrados em uma trama que mescla história de cidades pequenas com  uma grande metrópole, outra característica das novelas do autor, não faltam em Sol Nascente.  Então o que teria faltado no início para que o público se apegasse as histórias dos moradores de Arraial do Sol Nascente?

Fonte:

Texto : Evaldiano de Sousa 

Comentários