Estrela de “A Fazenda 18”
Ela vem tirando a paz e o sossego de muita gente dentro do
reality A Fazenda 18, na RecordTv
, antes de conquistar espaço e chamar a atenção do público, Giovanna
Gold já tinha uma longa e marcante trajetória na televisão brasileira.
Atriz de carreira iniciada nos anos 1980, ela passou por produções que ficaram
na memória dos telespectadores, construindo uma trajetória marcada por
personagens de diferentes estilos.
Entre
seus trabalhos mais lembrados estão Zefa, na primeira versão de Pantanal (1990), Alzira, em Mulheres de Areia (1993), e a Carmen, em Chiquititas (2013), além de outras produções
importantes da teledramaturgia.
Giovanna
Gold
começou sua carreira na televisão em 1982, na minissérie Quem Ama Não Mata, da Globo. Poucos
anos depois, também chegou ao cinema e participou de outros trabalhos na
televisão.
Ao
longo da carreira, a atriz também passou por produções como Por Amor, Você Decide e Show do Tom, além de
desenvolver trabalhos no teatro, onde também explorou o humor e a música.
Com
uma carreira que atravessa diferentes fases da televisão brasileira, Giovanna
Gold chega a A Fazenda 18 carregando muito mais do que a experiência de
um reality show: leva consigo mais de quatro décadas de história artística e
personagens que ficaram na memória do público.
Agora,
aos 62 anos, Giovanna vive um momento completamente diferente de sua carreira.
Depois de entrar em A Fazenda 18 como uma das visitantes, ela conquistou
o público e garantiu sua permanência definitiva no reality rural.
E
se nas novelas Giovanna Gold já mostrou seu talento para interpretar
personagens marcantes, no reality ela vem apresentando uma versão de si mesma,
com personalidade forte, opiniões próprias e protagonizando alguns dos momentos
mais comentados da temporada.
Uma
atriz com décadas de televisão que agora ganha uma nova vitrine e mostra que a
carreira artística pode sempre ganhar novos capítulos.
Renata de Quem Ama Não Mata (1982)
Antes
de construir uma trajetória marcante na televisão, Giovanna Gold estreou
como atriz na minissérie “Quem Ama Não Mata”,
exibida pela Globo em 1982. Na produção, ela interpretou Renata,
personagem que marcou o primeiro capítulo de sua carreira na televisão.
A
minissérie, do Euclydes Marinho, baseada
em casos de crimes passionais, apresentava histórias ambientadas em diferentes
épocas e discutia as relações amorosas, o ciúme e a violência dentro dos
relacionamentos.
Como
Renata, Giovanna Gold deu seus primeiros passos na TV e começou a
mostrar o talento que, ao longo dos anos, seria reconhecido em diversos
trabalhos na dramaturgia brasileira.
Zefa de Pantanal (1990)
Na primeira versão de “Pantanal”,
exibida originalmente pela Manchete em 1990, Giovanna Gold deu
vida à Zefa, personagem que marcou sua trajetória na televisão.
Zefa
fazia parte do universo rural da novela e ajudava a compor aquele cenário
pantaneiro tão diferente do que o público estava acostumado a acompanhar na TV.
Com seu jeito simples e sua presença marcante, a personagem ganhou espaço
dentro da trama e se tornou uma das figuras lembradas daquela produção. Diferente de outras personagens marcantes da
trama — como Juma Marruá (Cristiana Oliveira) e Muda (Andréa
Richa), que protagonizaram cenas famosas de banho de rio sem roupas —, a Zefa,
interpretada por Giovanna Gold na versão original da Rede Manchete,
tinha um perfil extremamente conservador, religioso e recatado. Na história,
ela inclusive demorava bastante para se entregar ao peão Tadeu (MarcosPalmeira).
Marisa de A
História de Ana Raio e Zé Trovão (1990)
Depois
de conquistar o público como a inesquecível Zefa em Pantanal, Giovanna
Gold continuou sua trajetória na extinta Rede Manchete e participou
de outro grande sucesso da emissora: A Históriade Ana Raio e Zé Trovão.
Na
novela, exibida entre 1990 e 1991, a
atriz interpretou Marisa Prado, personagem que fez parte de uma participação
especial na passagem da trama pelo Rio Grande do Sul.
A
novela, escrita por Marcos Caruso e Rita Buzzar e dirigida por Jayme
Monjardim, apostava no universo dos rodeios, das caravanas e das paisagens
brasileiras, acompanhando a jornada de Ana Raio (Ingra Liberato) em busca da filha Maria Lua e sua história de
amor com Zé Trovão (Almir Sater).
Para
Giovanna Gold, esse trabalho veio logo depois do enorme destaque
alcançado com Zefa em Pantanal,
consolidando sua presença em produções marcadas pelo universo rural e regional
brasileiro.
Alzira de Mulheresde Areia (1993)
Em
1993, Giovanna Gold conquistou o público como Alzira, a querida e
sofrida “Magrela” de Mulheres de Areia,
novela de Ivani Ribeiro exibida pela Globo.
Funcionária
da casa de Donato (Paulo Goulart), Alzira ajudava Glorinha (Gabriela Alves) e
vivia um amor cheio de carinho e expectativas por Tonho da Lua (Marcos Frota).
O problema é que o coração do escultor de areia pertencia a Ruth (GloriaPires).
Com
seu jeito simples, espontâneo e muito humano, Alzira acabou ganhando uma trama
própria e se tornou uma das personagens que ajudaram a dar ainda mais charme e
emoção à história.
Anos
depois, Giovanna Gold relembrou o papel com carinho e destacou
justamente a “simplicidade caiçara” da personagem. A atriz também
definiu Alzira como um papel que teve uma trama própria e que marcou sua
carreira.
Alzira
e Tonho da Lua formaram um dos pares mais lembrados de Mulheres de Areia. Uma personagem que, mesmo
sem estar no centro da história, conquistou seu espaço na memória dos fãs da
novela.
Katia de PorAmor (1997)
Em
1997, Giovanna Gold integrou o elenco de Por
Amor, novela de Manoel Carlos,
exibida pela , interpretando Kátia.
Kátia
era uma mulher jovem, bonita, prática e alto-astral, além de ser mãe de
Cecília, vivida pela Camila Farias. A personagem também acabou se
aproximando de Lídia (Regina Braga) por causa da amizade entre sua filha
Cecília e Sandrinha (Cecília Dassi).
A
própria Giovanna Gold já relembrou Kátia com carinho, definindo a
personagem como uma mulher simpática e amiga da cabeleireira, destacando ainda
que buscou dar a ela um jeito de “mamma”.
Kátia foi mais um dos personagens que marcaram
a trajetória de Giovanna na televisão, em uma novela que se tornou um dos
grandes trabalhos de Manoel Carlos e que reuniu nomes como ReginaDuarte, Gabriela Duarte, Antônio Fagundes e Fábio Assunção.
Carmem de Chiquititas (2013)
Em 2013, o SBT resgatou um dos maiores sucessos de sua
história e lançou uma nova versão de Chiquititas,
escrita por Iris Abravanel. Na novela, Giovanna Gold deu vida a Carmen,
uma das grandes vilãs da trama.
Carmen
era uma mulher ambiciosa, autoritária e sem escrúpulos, que se envolvia
diretamente com os acontecimentos do Orfanato Raio de Luz. Irmã de José
Ricardo (Guilherme Boury), ela tinha interesses na herança da família e fazia
de tudo para alcançar seus objetivos.
Ao
longo da história, Carmen se tornou uma verdadeira ameaça para Carol (Manuela
do Monte) e para as crianças do orfanato. Em diversos momentos, utilizava sua
autoridade para impor castigos e controlar a rotina das chiquititas, provocando
conflitos com os pequenos e com os demais personagens.
A
personagem também protagonizou importantes reviravoltas na reta final da
novela. Carmen chegou a ser presa, mas conseguiu sair da cadeia e voltou a se
envolver com os planos relacionados ao tesouro escondido no orfanato. No último
capítulo, ela e Cintia invadem o local e acabam soterradas após o desabamento
do teto.
Para
Giovanna Gold, Carmen foi uma personagem que ganhou grande repercussão.
A atriz chegou a contar que recebia mensagens de crianças dizendo que a odiavam
— algo que encarava com bom humor, lembrando que estava apenas interpretando
uma vilã.
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Fonte:
Texto
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