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Meus personagens Favoritos da Cyria Coentro

A Caetana de “A Nobreza do Amor”

Uma carreira marcada por talento, força e grandes personagens



Poucas atrizes conseguem transitar com tanta naturalidade entre a televisão, o cinema e o teatro como Cyria Coentro. Nascida em Salvador, na Bahia, a atriz construiu uma trajetória sólida, marcada pela versatilidade e por personagens que deixaram sua marca na dramaturgia brasileira.

        Sua estreia na televisão aconteceu em 1993, na novela Renascer. Depois vieram trabalhos em produções como O Reido Gado (1996), Porto dos Milagres (2001), Mulheres Apaixonadas (2003) , A Favorita (2008) e Viver a Vida (2009), ampliando sua presença na teledramaturgia.



Um dos momentos importantes de sua carreira aconteceu em 2013, quando interpretou Bibiana, em Flor do Caribe. A personagem ajudou a consolidar Cyria entre os nomes de destaque da televisão brasileira. Em seguida, ela ainda esteve em novelas como Sete Vidas (2015), Velho Chico (2015), Os Dias Eram Assim (2017) e O Tempo Não Para (2018).

No streaming, Cyria também encontrou um papel de grande repercussão como Arlete, na série  Impuros, personagem que interpretou ao longo de várias temporadas. A produção se tornou um dos trabalhos mais marcantes de sua carreira recente.

No cinema, sua trajetória inclui filmes como Era Uma Vez..., Gonzaga – De Pai pra Filho, O Tempo e o Vento, Entre Irmãs, Redemoinho, O Avental Rosa e Jorge da Capadócia.

Atualmente, Cyria vive mais um grande momento. Em A Nobrezado Amor, ela interpreta Caetana, mãe de Tonho (Ronald Sotto) e cozinheira da casa do coronel Casemiro Bonafé (Cássio Gabus Mendes). Forte, justa e responsável por criar o filho sozinha após a morte do marido, Caetana se tornou uma personagem de grande importância na trama.

A trajetória de Cyria Coentro mostra que grandes carreiras são construídas com consistência. De Renascer a A Nobreza do Amor, passando por Flor do Caribe, Sete Vidas, Velho Chico e Impuros, a atriz coleciona personagens marcantes e confirma, a cada novo trabalho, a força de seu talento.

Cyria Coentro é daquelas atrizes que não precisam de exageros para brilhar: sua presença, sua interpretação e a verdade que coloca em cada personagem falam por si.

São essas grandes mulheres que vamos relembrar no post hoje  através das suas personagens na tv.

 

Morena (Jovem) de Renascer (1993)

        Antes de conquistar o público em outros grandes trabalhos da televisão, Cyria Coentro já mostrava sua força como atriz em uma participação marcante na primeira versão de Renascer, novela escrita por Benedito Ruy Barbosa  exibida pela Globo em 1993.

Na primeira fase da trama, Cyria interpretou Morena, personagem que fazia parte do universo de José Inocêncio (Leonardo Vieira) e da história de lutas, paixões e conflitos que marcaram o início da saga dos coronéis do cacau.

Mesmo inserida em uma fase inicial da novela, a saudosa Regina Dourado assume a personagem na segunda  fase,  Morena ajudou a compor a atmosfera humana e regional de Renascer, uma produção que se tornou um dos grandes sucessos da teledramaturgia brasileira.

A atuação de Cyria  naquela época já revelava uma intérprete de presença forte, capaz de dar personalidade e verdade às suas personagens.

       

 

Matilde de Vivera Vida (2009)

 

Em 2009, Cyria Coentro integrou o elenco de Viver a Vida, novela de Manoel Carlos, exibida pela Globo.  Na trama, a atriz interpretou Matilde, personagem ligada ao núcleo de Búzios.

Matilde era casada com Onofre, vivido por Cláudio Jaborandy, e mãe de Flávio, personagem de Leonardo Miggiorin, e Soraia, interpretada por Nanda Costa. Ela ajudava o marido nos trabalhos realizados na mansão de veraneio de Marcos e Tereza, personagens de José Mayer e Lília Cabral.

A personagem também tinha uma ligação importante com Dora, vivida pela Giovanna Antonelli. Sobrinha de Matilde, Dora chega a Búzios com a filha Rafaela (Klara Castanho) e passa a morar na casa dos tios.

Mesmo pertencendo a um núcleo secundário, Matilde ajudou a dar vida ao universo de Búzios e às relações familiares que movimentavam a história. Para Cyria Coentro, foi mais um trabalho que marcou sua trajetória na televisão brasileira.

 

Bibiana de Flor  do Caribe (2013)



Em Flor do Caribe, Bibiana, personagem de Cyria Coentro, foi uma das figuras mais queridas do núcleo de Vila dos Ventos. Casada com o pescador Donato (Luiz Carlos Vasconcellos) e mãe de Hélio (Raphael Viana), Felipe (Pablo Thomé) e Marizé (Livian Aragão), ela comandava o seu famoso quiosque, um dos grandes pontos de encontro da cidade.

Cozinheira de mão cheia, Bibiana encantava turistas e moradores com suas especialidades à base de peixes e frutos do mar. Mas não era apenas o tempero da cozinha que chamava atenção: ao lado de Donato, formava um casal apaixonado, de casamento sólido e cheio de cumplicidade.

A química entre Cyria Coentro e Luiz Carlos Vasconcelos foi um dos destaques de Flor do Caribe, dando vida a um casal marcado pelo amor, pela família e pela autenticidade.

Entre o mar, a pesca e o movimento do Quiosque da Bibiana, a personagem ajudou a traduzir todo o clima solar e acolhedor da novela. Uma mulher forte, carinhosa e cheia de personalidade que deixou sua marca na trama de Walther Negrão.

 

Santana Gonzaga de Gonzaga de Pai para Filho (2013)


        Cyria Coentro também fez parte de uma história que celebra a força e a memória de uma das maiores lendas da música brasileira. Em Gonzaga, de Pai para Filho, cinebiografia que chegou primeiro aos cinemas e depois foi transformada em uma microssérie de quatro capítulos exibida pela Globo, a atriz interpretou Santana, mãe de Luiz Gonzaga, o eterno Gonzagão.

Com sua presença marcante e sempre carregada de verdade, Cyria ajudou a dar vida às origens do Rei do Baião, em uma produção que percorre a trajetória de Gonzaga e também se aprofunda na relação intensa e cheia de conflitos entre ele e o filho, Gonzaguinha.

Escrita por Patrícia Andrade, com colaboração de George Moura, e dirigida por Breno Silveira, a obra  ganhou uma edição especial para a televisão, com cenas inéditas, material de arquivo e músicas que não estavam presentes no filme original.

Como Santana, Cyria Coentro integrou esse emocionante retrato de uma família, de suas raízes e de duas vozes fundamentais da música brasileira. Um trabalho especial na carreira da atriz e mais uma prova de sua capacidade de dar força e humanidade a seus personagens.

 

Henriqueta Terra  de O Tempo  e  o Vento (2014)



        Cyria Coentro viveu Henriqueta Terra, uma das personagens do universo criado por Érico Veríssimo, no filme O Tempo e o Vento, adaptação que posteriormente também chegou ao público em formato de série.

Na pele de Henriqueta, a atriz fez parte da grandiosa saga da família Terra Cambará, marcada por paixões, conflitos, guerras e pela luta de gerações para sobreviver às transformações do Rio Grande do Sul.

Com o talento e a intensidade que sempre marcaram sua trajetória, Cyria Coentro ajudou a dar vida ao rico universo da obra, reafirmando sua versatilidade em uma produção de grande importância para a dramaturgia brasileira.

Com roteiro de Letícia Wierzchowski e Tabajara Ruas, O Tempo e o Vento transformou para as telas o clássico imortal de Érico Veríssimo, preservando a força de uma história que atravessa o tempo e continua conquistando gerações.

 

Marineide de O Rebu (2014)

       

No núcleo de Alan, vivido por Jesuíta Barbosa, Cyria Coentro interpretou Marineide, uma senhora humilde e trabalhadora que carregava grandes dores e preocupações em O Rebu (2014).

Mãe de Alan, Marineide sonhava em vê-lo se tornar jogador de futebol, mas viu suas expectativas ruírem ao perceber os caminhos obscuros que o filho começava a trilhar. Mesmo desconfiando do envolvimento dele com a criminalidade, preferia não encarar de frente essa dura realidade.

Como se não bastassem os dramas com o filho, Marineide ainda enfrentava uma doença grave e aguardava, havia meses, por um transplante na fila do SUS. Uma personagem marcada pela fragilidade, pela força e pelo amor incondicional de mãe.

Em mais uma atuação cheia de verdade e sensibilidade, Cyria Coentro brilhou como a Marineide na nova versão de O Rebu, escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg, baseada na obra original de Bráulio Pedroso.

 

Marlene de Sete Vidas (2015)



Em Sete Vidas, Cyria Coentro deu vida a Marlene, uma mulher de origem humilde, professora da rede pública, trabalhadora e honesta. Mãe de Bernardo (Guilherme Lobo), ela representava uma figura materna marcada pela dedicação e pela luta para conduzir a vida e proteger o filho.

Foi por intermédio de Bernardo que Marlene viu seu universo se ampliar. Ao descobrir os meios-irmãos gerados a partir da doação de Miguel (DomingosMontagner), o rapaz embarcou para o Rio de Janeiro a pedido da mãe e passou a viver uma nova experiência familiar. Marlene, então, estava no centro de uma das histórias que melhor traduziram a proposta da novela: a ideia de que família também pode nascer de encontros inesperados e de laços construídos pelo afeto.

Na vida pessoal, Marlene ainda enfrentou a frustração de seu relacionamento com Durval (Cláudio Jaborandy), que não deu certo por causa do vício dele em jogos e do uso do dinheiro da companheira para apostar. Mesmo diante das dificuldades, a personagem mantinha sua essência de mulher forte, simples e digna.

Com sua habitual naturalidade, Cyria Coentro construiu uma personagem profundamente humana, sem excessos, encontrando beleza justamente na simplicidade de Marlene. Uma atuação afinada com o tom sensível e realista de Sete Vidas, novela da Lícia Manzo que tratou as relações humanas com delicadeza e profundidade — e que contou com o trabalho de Cyria entre os destaques do elenco.

 

Piedade de Velho  Chico(2016)

       


Na primeira fase de Velho Chico, Cyria Coentro deu vida a Piedade, uma mulher sertaneja de grande força, companheira de Belmiro dos Anjos, vivido por Chico Diaz, e mãe de Santo, personagem vivido pelo Domingos Mantagner,  fundamental para toda a trajetória da novela.

Ao lado do marido e dos filhos, Piedade enfrentava as dificuldades impostas pela seca e pela dureza da vida. A família Dos Anjos foi acolhida pelo Capitão Ernesto Rosa (Rodrigo Lombardi)  e Eulália (Fabíula Nascimento), e dali surgiria uma ligação que atravessaria gerações: Santo e Luzia (Lucy Ramos), criados juntos, foram amamentados por Piedade, enquanto o destino do menino acabaria para sempre entrelaçado ao de Maria Tereza, a personagem vivida pela Camila Pitanga.

Mas a trajetória de Piedade também seria marcada pela tragédia. Viúva após o assassinato de Belmiro, ela precisou seguir em frente carregando as dores e as marcas de uma história que continuaria reverberando na vida dos filhos. Após o salto temporal, a personagem passou a ser interpretada por Zezita Matos.

Em uma novela de tantas paisagens humanas, sociais e afetivas, Cyria Coentro construiu uma Piedade intensa, terna e profundamente ligada à força das mulheres do sertão. Ao lado de Chico Diaz, formou um casal de grande cumplicidade, trazendo humanidade e verdade aos primeiros capítulos dessa obra tão especial da teledramaturgia brasileira.

 

Emília de Fuzuê (2023)

Em Fuzuê, novela do Gustavo Reiz exibida pela Globo, Cyria Coentro deu vida a Emília Pereira, uma personagem marcada pela força, honestidade e determinação.

Mãe de Vitor (Danilo Maia), Emília é uma mulher trabalhadora, empreendedora e batalhadora, que não desiste facilmente de seus objetivos. No início da trama, ela trabalha como massagista no condomínio de Bebel Montebello (Lilia Cabral), de quem se torna uma grande amiga.

A relação com o filho também é um dos pontos importantes da personagem. Emília é próxima de Vitor, acompanha sua trajetória e demonstra preocupação com as amizades e com os caminhos que ele escolhe, especialmente diante de sua aproximação com Francisco (Michael Joelsas).

Mais uma vez, Cyria Coentro mostrou a força de sua interpretação ao construir uma personagem humana, simples e determinada, dando a Emília personalidade e verdade em cada cena.

 

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Fonte:

Texto: Evaldiano de Sousa


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