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Aberturas Inesquecíveis dos seriados que marcaram época (Parte 2)


        
        Nos post de hoje vou  continuar relembrando através de suas aberturas seriados que marcaram época na história da teledramaturgia nacional.

        Preparem-se para mais emoções. Hoje tem Malu Mulher, Mundo da Lua, Sai de Baixo entre outros que viraram clássicos.


Malu Mulher (Globo – 1979 á 1980)
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        Malu Mulher é considerada uma série marco para a história da dramaturgia nacional. Com temas fortes , que iam desde o primeiro orgasmo ao aborto, o programa se tornou um pioneiro na luta dos direitos da mulher e focava no novo perfil da mulher brasileira, que conquistava o direito ao divórcio e ter novos parceiros.   Regina Duarte, na pele da protagonista Malu foi o grande destaque do seriado. Sua química com Narjara Turetta que fazia sua filha, também foi outro ponto forte. Com a Malu, Regina Duarte abandonava de vez o título de namoradinha do Brasil, que ganhou graças as suas personagens românticas e sofredoras. O programa foi vendido para 55 países.


Mundo da Lua (Tv Cultura/Globo – 1991à 1993)
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        “Alô, Alô planeta terra chamando . . .” Era assim que o menino Lucas Silva e Silva (Luciana Amaral), astro do Mundo da Lua iniciava sua aventuras ensinando brincando muitas lições a criançada de casa. O programa foi idealizado para crianças, mas seu formato acabou conquistando todo mundo. O Programa era uma parceira da Tv Cultura, Globo e o SESI. A série apresentava o cotidiano de uma família de classe média, como pano de fundo para temas educacionais. Os conselhos do avô Orlando (Gianfrancesco Guarnieri) e dos pais Rogério (Antônio Fagundes) e Carolina (Mira Haar) ao garoto sonhador Lucas (Luciano Amaral) serviam como lições aos pequenos telespectadores, e a didática usada funcionava muito bem. Lucas Silva e Silva era um garoto com todos os problemas, diversões e dúvidas decorrentes na sua faixa etária, o que ajudou a atrair ainda mais o público alvo. Antônio Fagundes, que vivia o pai Rogério, foi cedido pela Rede Globo à Tv Cultura. No primeiro ano da série era engraçado ver o Fagundão fazendo o paizão de Mundo da  Lua e vilão Felipe Barreto de O Dono do Mundo (1991). Mundo da Lua  ganhou o prêmio de melhor programa infantil do ano 1992 pela Associação  Paulista de Críticos de Artes.  


Os Normais (Globo – 2001 à 2003) 
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        Os Normais foi uma grata surpresa no ano de 2001. O humorístico escrito por Alexandre Machado e Fernando Young trazia uma nova linguagem que mesclava o humor, dramaturgia com ingredientes do cinema e publicidade. Quase que imediatamente o casal Rui e Vani , interpretados impecavelmente pela Fernanda Torres e o Luíz Fernando Guimarães, e suas loucuras conquistaram o país. Sem caricaturas e exageros o programa primava pelo texto contemporâneo  e assim mostrava na sutileza, charme e na elegância o tom do seriado. A APCA deu ao seriado o prêmio de melhor programa do ano de 2002. Mesmo passando no horário cruel das sextas-feiras à noite, o programa garantiu um público cativo e uma boa audiência à Globo. Fiquei várias vezes sem sair as sextas só para não perder Os Normais.


Ó Coitado (SBT – 1999 à 2000)
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        “Ó Coitado”  Esse era o bordão que virou febre nacional dito incessantemente pela personagem Filó, vivida pela atriz e comediante Gorete Milagres. A Personagem foi revelada no humorístico A Praça é Nossa, mas seu sucesso foi tão grande que logo ganhou do Silvio Santos um programa próprio. No elenco, além de Gorete Milagres, o Ó Coitado contava em seu elenco com nomes como  Moacyr Franco, Mara Manzan e Márcia Real. A série era quase toda gravada em estúdio, na residência de Steve Formoso (Moacyr Franco), e contava sempre com as aparições da maior amiga de Filomena, a sua galinha.


Sai de Baixo (Globo – 1996 à 2002)
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        O Sai de Baixo nasceu de uma ideia dada pelo  ator Luiz Gustavo ao diretor Daniel Filho, na década de 90, quando este estava fora da Globo. O projeto foi apresentado ao SBT que não comprou a ideia, assim Daniel já de volta a Globo  o apresentou   à emissora carioca. Em 1996, o Sai de Baixo estreou na tela da Globo e o final de domingo a noite estava salvo por 6 anos.  O formato do programa – o sitcom sobre as dificuldades de uma família, gravado em um teatro ao vivo, com direito a plateia logo conquistou audiência e um público cativo.  A primeira temporada do programa foi um fenômeno em números para a Globo e consagrou os atores intérpretes dos inesquecíveis personagens como Tom Cavalcante (Ribamar), Claudia Gimenez (Edileusa), Cláudia Rodrigues (Cirene), Miguel Falabella (Caco Antibes), Marisa Orth (Magda) e Aracy Balabanian (Cassandra). O improviso e os  famosos ‘”cacos” dos atores do elenco deu um charme a parte ao Sai de Baixo. As pérolas da Magda ,  personagem da Marisa Orth era um show a parte no programa, que sempre trocava  as palavras  devido a tamanha burrice, e para que ela parasse o marido, Caco Antibes, proferia um dos bordões imortalizados no seriado : Cala a boca, Magda! O Fim do programa em 2002 gerou protestos  organizados por alguns fãs, que fizeram abaixo-assinados  e até um site na internet pedindo a volta do programa.  Foram 244 episódios no total, embora nem todos tenham sido apresentados, alguns ficaram engavetados. Em 2013, o Canal Viva que já havia reprisado alguns episódios resolveu gravar quatro inéditos marcados também pelo sucesso.


Sandy e Jr (Globo – 1999 à 2003)
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        O Sucesso da dupla Sandy e Júnior levou os irmãos a  ganhar um seriado na Globo entre os anos de 1999 e 2003. O Seriado se transformou em um dos maiores sucessos entre o público juvenil. O mais interessante do programa é que Sandy e Junior viviam eles mesmo no seriado,  ou seja os fãs da dupla podiam acompanhar de uma certa maneira o dia a dia de seus astros.  Na terceira temporada do programa o Colégio Cema deixou de ser a principal locação, pois Sandy e Jr haviam ingressado na faculdade. E tal qual na vida real, ambos passaram para a cadeira  que prestavam na vida real. Sandy para Psicologia e Junior  para  música. Em 2001,  Sandy acumulou as gravações do seriado com a novela Estrela-Guia na qual foi protagonista.

Fonte :
Texto : Evaldiano de Sousa

Vídeos : You Tube 

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