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“Elas por Elas” termina mostrando novos entrechos, porém foi mais um remake que não fez jus ao original



        Depois de meses de uma baixa audiência, reviravoltas, novas histórias e entrechos que não despertaram interesse praticamente até a metade da trama, o remake de Elas por Elas, da dupla Thereza Falcão e Alessandra Marson, chegou ao fim nesta  sexta (12.04).



        Sem muito  alarde ou grandes revelações , o remake que contou histórias que a original do CassianoGabus Mendes deixou passar, apresentou um último capítulo simples com o de praxe- casamentos, finais felizes dos casais, nascimento dos bebês e castigo para os vilões.

        Aliás sobre vilões , preciso falar da Isabel Teixeira, que na pele da Helena, foi sem dúvidas o grande destaque  entre as 7 amigas – Era uma vilã muito over claro, mas teve um final muito bonito  - O Desiquilíbrio mental, mostrando que ela  foi mais vítima do que causadora dentro da novela,  foi um dos bons entrechos. Ela não tinha como faltar  naquela cena final do reencontro das amigas, novamente, anos depois.



        No elenco vale destacar ainda o casal que entrou  como  os queridinhos do público ´- Lara e Mário.  Déborah Secco e Lázaro Ramos, roubaram a cena, e mostram química, seja nas cenas de humor pastelão ou  nas de romance.



        Giovanni e Ísis, o casal teen de Elas por Elas, também agradou – Ponto para a ótima interpretação do Felipe Bragança e Rayssa Bratillieri.



        No elenco ,  uma pena que Thalita Carauta, Karine Telles e Mariana Santos, atrizes que sabemos que poderiam ter dado muito mais  para suas personagens, foram podadas pelos entrechos  e textos nada favoráveis. A revelação da paixão entre  Natália (Mariana Santos) e Carol (Karine Telles) as salvou de um final no marasmo total.

         Maria Clara Spinelli, a Renée, uma personagem que veio totalmente modificada de uma versão para outra, praticamente foi desperdiçada no roteiro contraditório, que chegou ao ápice de perdoar o homem que lhe abandonara nos primeiros capítulos.  Késia Estácio, a Tais, uma grande aposta,  não passou de figuração de luxo.



        Vale destacar também a especialíssima participação da Esther Góes, que  viveu a Adriana, na  primeira versão da novela. Muito emocionante, além de ter  sido um  prazer  revê-la em  cena,

        É fato que a partir da virada do capítulo   100 a novela tomou um novo fôlego, praticamente  se transformando em uma história policial cheia de segredos e revelações a cada capítulo, mas já era tarde,  não repercutiu  e passou em branco, entrando para o hall de remakes feitos para o horário que não fizeram jus a suas originais – Com foram Irmãos Coragem (1995), do Marcílio Moraes, Margarety Boury e Antônio Mercado, e Pecado Capital (1998), da Glória Perez.

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Deborah Secco


Elas por Elas estreia 



Deborah Secco 



Lázaro Ramos 



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Elas por Elas (1982) 



Aberturas Inesquecíveis - Elas por Elas (1982) 

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Fonte:

Texto: Evaldiano de Sousa

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