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Meus Personagens Favoritos do Fabrício Boliveira

O Jão  de “Volta por Cima”



        Vivendo um dos seus melhores momentos  na tv  com seu primeiro  protagonista  oficial,  Fabricio  Boliveira, já provou em mais  de 20  anos de carreira que é  um dos mais completos profissionais   da sua geração, mas precisava do Jão  de Volta por Cima, para  lhe  dar a  projeção mais que merecida.



        Considerado o melhor protagonista masculino no ar, o ator conseguiu entregar  com  maestria  todo o magnetismo que esse    protagonista precisava – É o galã , mas  não apenas e simplesmente isso. O personagem é cheio de  camadas e nuances  que o Fabrício incorporou e  nos entregou com maestria. 

        O primeiro trabalho artístico profissional de Fabrício Boliveira foi na peça baiana Capitães de  Areia, produção da Companhia Baiana de Patifaria, dirigida por Lelo Filho e Fernanda Paquelet em 2002, quando ainda era estudante da UFBA. Na adaptação teatral do romance de Jorge Amado, o ator deu vida a João Grande, o segundo na hierarquia da gangue de rua liderada por Pedro Bala. Vista por cerca de 40 mil pessoas, em duas temporadas em Salvador e viagens pelo interior e por outros estados, o espetáculo ofereceu o terreno fértil para o começo de Fabrício Boliveira. Além de Capitães da Areia, o ator  esteve no elenco das peças A Invasão (2004); A Farsa da Boa Preguiça (2004).; Cinderela Black Power e Antônio, Meu Santo. No cinema, além de alguns curtas, Fabrício participou do longa A  Máquina, de João Falcão. Entre 2003 e 2005 foi apresentador do programa Tô Chegando do governo da Bahia.



        A paixão do ator pela televisão veio da publicidade. Bem antes de se tornar ator profissional, Fabrício Boliveira pôde ser visto na Bahia fazendo várias campanhas publicitárias, seja para produtos, eventos, políticos e governos. A estreia  na televisão foi em 2006, com o escravo Bastião, do  remake  de Sinhá Moça (2006), que chamou atenção pelo tom de dissimulação do personagem e pela desenvoltura do novato no vídeo. Pelo papel, ganhou o Prêmio Contigo  de ator revelação em 2007. O ator, que tinha terminado há pouco tempo o curso de Interpretação na Escola de Teatro da UFBA, havia se cadastrado no banco de atores da emissora Rede Globo. Depois, participou de um episódio da série Cidade  dos Homens (2006) e fez o Saci na  sétima temporada do Sítio  do Pica Pau Amarelo (2007).

        No decorrer dos anos  o ator foi presença praticamente uma vez  por ano  em  nossas  novelas, séries  e especiais, cada vez  com um personagem de maior  destaque e sucesso  como  o Didu de A Favorita (2008); O Túlio  de Força-Tarefa (2011); O Cleiton de Subúrbia (2012); o  Capitão Marco Antônio  de Treze Dias  Longe do Sol (2017) ou o Roberval de Segundo Sol  (2018).

        No  post  de  hoje  vamos  relembrar  esses  personagens do ator  para comemorar o sucesso  em  Volta por Cima  e  o currículo invejável  desse grande ator. 

 

Bastião de Sinhá Moça  (2006)



        O Bastião no remake  de Sinhá Moça, do autor Benedito Ruy Barbosa, marcou a estreia  do Fabrício na Tv ,  que chamou atenção pelo tom de dissimulação do personagem e pela desenvoltura do novato no vídeo. O papel lhe rendeu   o Prêmio Contigo de ator revelação em 2007.

 

Didu de A Favorita (2008)



        Em 2008, ele estreia no horário nobre na trama  de A Favorita, do João Emanuel Carneiro, vivendo o alcóolatra e complexo Didu, filho  do corrupto Deputado Romildo Rosa, vivido pelo  Milton Gonçalves.  No decorrer da trama o personagem se livra  do domínio  do pai e consegue  se curar do alcoolismo  e vive um grande  amor  nos  braços  de Rita, a personagem da ChristineFernandes.

 

Nabuco de Tempos Modernos (2010)


        Em  Tempos Modernos, do Bosco Brasil, Fabricio viveu o Nabuco, amigo do Zeca, o protagonista vivido  pelo Thiago Rodrigues, que herdou uma loja de reparos de roupa na Galeria do Rock, vizinha do Titã, e descobriu-se um exímio costureiro. Tem um sonho: a criação de sua própria marca de roupas.

 

Cleyton  de Subúrbia (2012)



        O Primeiro protagonista oficial do ator  veio em uma série – O Cleyton da magistral  Subúrbia, onde ele dividiu os holofotes com a estreante  Érika Januza, que fazia  a protagonista feminina.  A série foi escrita por Luiz Fernando Carvalho em parceria com Paulo Lins, autor do filme Cidade de Deus (2002), e narrava uma história de amor e drama social, cuja ação principal se passava no seio de uma família da Zona Norte do Rio de Janeiro, em meados dos anos 1990.

 

Tadeu de Boogie Oogie (2014)



        Em Boogie Oogie, do Rui Vilhena,  viveu Tadeu , o filho de Sebastiana, a personagem da Zezé Motta,  melhor amigo de Inês (Deborah Secco).  É Formado em Relações Internacionais, teve os estudos custeados por Leonor (Rita Elmor). Mas trabalha como guarda-costas de Madalena  (Betty Faria).

 

Péricles de Nada  Será como Antes (2016)



        O  Péricles em Nada Será como Antes,   minissérie do Guel  Arraes e Jorge Furtado, é um ator de rádio, muito amigo de Verônica (Débora Falabella), que não consegue boas oportunidades na TV por puro preconceito racial. O drama vivido pelo personagem na série é algo que o intérprete conhece bem.

 

Capitão Marco Antônio  de Treze Dias Longe do Sol (2018)



        Quando é convocado inesperadamente pelo Major Ney Lopes (Eucir de Souza), do Corpo de Bombeiros, para ir ao local do desabamento de um prédio na Vila Leopoldina — com vítimas e feridos —, o Capitão Marco Antônio (Fabrício Boliveira) ainda está suspenso. O motivo teria sido um erro cometido por ele em um resgate anterior, em Cambuci, que teria lhe custado um preço alto. Contudo, diante da necessidade, o Major passa por cima da suspensão e aciona o Capitão para que ele comande a equipe nesta nova ocorrência. Foi essa  complexidade que  o Fabrício viveu na trama da série  Treze Dias  Longe do Sol, da Elena Soarez e Luciana Moura. 

 

Roberval de Segundo Sol (2018)



        Em 2018, Fabrício entra  na novela das 21h da Rede Globo, Segundo Sol, do João Emanuel Carneiro,  como o ambicioso Roberval dos Santos, que depois de uma passagem de tempo na novela, volta pra Salvador, como um empresário bem-sucedido para se vingar da família Athayde.   A  Novela  não tinha  um  herói  ou heroína de peso, ai sobrou  para  os vilões  e Roberval foi um dos destaques  nesse gênero dentro da história.   Depois de muita repercussão pela falta de atores negros em núcleos principais de uma trama centrada na Bahia, Fabrício Boliveira , independente da raça,   foi  um dos astros da trama. Embora o personagem  tivesse muitos altos e baixos com  a história da vingança contra os Athayde que passou boa parte da trama rodando em círculos, o ator  brilhou em grandes momentos dividindo cenas fortes e pertinentes com a Fabíula Nascimento (Cacau), Caco Ciocler (Edgar), Claudia di Moura (Zefa) e Odilon Wagner (Severo).

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Fonte:

Texto: Evaldiano  de Sousa

Pesquisa: www.wikipedia.com.br www.memoriaglobo.com.br

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