Duas
décadas após sua estreia no BBB, Grazi Massafera vive seu apogeu
criativo em um contraste interpretativo impressionante. Ao transitar entre a
vilania magnética de Arminda, em Três Graças na
Globo, e a densidade histórica de Dona Beja
que está no ar Band e teve seus últimos
5 capítulos postado esta semana na HBOMax, a atriz exibe uma maturidade técnica
irretocável. Seja pelo deboche cortante de uma antagonista sádica ou pelo vigor
dramático de uma protagonista resiliente, Grazi não apenas ocupa o espaço: ela
reivindica e justifica seu lugar no topo da dramaturgia brasileira.
A dualidade de DonaBeja, uma personagem que já foi imortalizada anteriormente (por Maitê
Proença) é um desafio hercúleo, mas a Grazi trouxe uma Beja com uma
força visceral, não só reviveu uma personagem ícone, ela reescreveu na história
da teledramaturgia uma nova versão da
cortesã mas famosa da nossa história.
Com
a Arminda de Três Graças, Grazi demonstra que sua "caixa de ferramentas"
interpretativa cresceu. Ela traz uma atuação teatral proposital, coerente
com o
texto do Aguinaldo Silva, porém extremamente carregada de significado
e com
um time para o humor que só as
grandes atrizes conseguem transitar com perfeição.
É
fascinante ver como ela utiliza o corpo e a voz para diferenciar essas duas
mulheres tão distintas em época e temperamento, provando que é, sem dúvida, uma
das grandes atrizes dessa geração.
Veja Também:
![]() |
| Nossos Autores - Aguinaldo Silva |
| Grazzi Massafera |
| Bianca Bin |
| Deborah Evelyn |
| Elizabeth Savalla |
| Maite Proença |
Fonte:
Texto: Evaldiano de
Sousa
.jpeg)


.jpeg)

Comentários
Postar um comentário