Sem muitas surpresas ou reviravoltas, “Eta Mundo Melhor” termina cativando pela nostalgia, emoção e mensagem de otimismo
Êta Mundo Melhor, continuação
do clássico do horário das seis do Walcyr
Carrasco, chegou ao fim nesta sexta-feira
(13.03), se mostrando uma novela
plena, sem muitas acontecimentos
ou reviravoltas. O Autor escrevia
uma novela simples, que primava pelo
otimismo e nesse ponto a
trama cumpriu tudo que prometeu
perfeitamente.
Impossível não se emocionar com Sérgio Guizé, que imortalizou Candinho, pela
segunda vez. Um personagem que já nasceu clássico. Com sua ingenuidade, bondade
e frases marcantes, ele conquistou o Brasil e se tornou o coração da trama.
Outro
destaque absoluto foi Flávia Alessandra, que reviveu a icônica vilã
Sandra com força, elegância e intensidade. Uma personagem odiada na medida
certa, provando mais uma vez a versatilidade da atriz. O Final da personagem foi perfeito
- aos delírios conversando com a
Baronesa Dechamps. A vilã se imagina matando a "rival" e uma faz
acusações contra a outra. Um Final clássico
para um personagem clássica.
E
como não falar de Jeniffer
Nascimento? Sua Dita brilhou desde o início
e alçada ao posto de protagonista nesta continuação, trouxe
muita sensibilidade, talento e muita verdade, conquistando o público
com uma atuação luminosa e cheia de emoção. E foi uma sacada de mestre juntar o
talento de atriz e cantora da Jeniffer para a
Dita. No capítulo final tivemos
vários números de músicas, nos brindando com um show a parte.
O
Elenco veterano também foi um dos pilares da trama com os
excelentes Tony Tornado (Lúcio), Nívea Maria (Margarida/Adamo Rangel)
, Ary Fontoura (Quinzinho), Dhu Moraes (Manuela) , Luis
Miranda (Professor Asdrúbal) entre
outros.
O
capítulo final teve um salto de 10
anos para mostrar outros acontecimentos - Lucio (Tony Tornado) cria a TV
Paraizo e Dita é convidada como a estrela da primeira transmissão da emissora.
Dita Ribeiro vence concurso da TV Paraizo com a música "Romaria".
Tulio
(Cadu Libonati) fica inconformado com a mudança de Estela (Larissa Manoela),
que vai fazer um trabalho voluntário com populações ribeirinhas na Amazônia, e
pede para ir junto, mas ela nega. A enfermeira diz que essa é uma viagem entre
ela e a filha e que, se o amor dos dois for verdadeiro, vai resistir ao tempo.
No final desses 10 anos ela volta e os
dois ficam juntos. Foi o final coerente e esperado, mas a Larissa Manoela merecia mas tempo nesse capítulo.
Após
ser prefeita de Piracema por dois mandatos, agora Cunegundes, interpretada magistralmente pela Elizabeth Savalla, se candidata a governadora de São Paulo e já
planeja ser a primeira presidente do Brasil. Celso (Rainer Cadete) ganha a redenção ao lado
de Tamires (Monique Alfradique) e Ernesto ( Eriberto Leao ) vira pastor na prisão.
Mas sem dúvidas o ponto alto da capítulo
foi o casamento Maria Pureza (antes, Giulia Daflon), já adulta, cresce e
se casa com Picolé (antes, Isaac Amendoim), se casam no sítio na presença de
todos os amigos com direito Zulma
(Heloísa Périssé) aparecendo em forma de
espírito para ver "os anjinhos todos crescidos".
Aliás
acho que a Zulma, era uma das vilãs de Êta MundoMelhor, que merecia uma
redenção também. Cheia de trejeitos, falas afiadas e situações
cômicas que ficam na memória. Heloísa Perissé construiu a personagem com precisão,
equilibrando o tom caricato com momentos de verdade, o que fez o público rir,
implicar e, muitas vezes, até se identificar com ela.
Antes
do beijo final – Candinho e Dita – Sérgio Guizé e Jennifer Nascimento encerraram a trama com a mensagem explícita de otimismo, provando a essência e fórmula de
sucesso de mais esse acontecimento da
teledramaturgia do mago Walcyr no horário
das seis.
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Fonte:
Texto: Evaldiano de
Sousa




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