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Estreia de “A Nobreza do Amor” aposta no tom épico, narrativa grandiosa e visual deslumbrante



        A estreia de A Nobreza do Amor, exibida na faixa das 18h da Globo, gerou bastante expectativa e repercussão entre críticos, imprensa e público. A novela  criada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., os mesmos autores de Amor Perfeito, chegou com uma  aposta ambiciosa para o  horário.

        A trama mistura fábula histórica, romance e crítica social, começando em um reino africano fictício e depois se desenvolvendo no Nordeste brasileiro nos anos 1920. A história vai  abordar  temas como racismo, identidade cultural e disputas de poder, com personagens negros ocupando o centro da narrativa.



Entre os destaques do elenco estão Duda Santos, Lázaro Ramos, Nicolas Prattes e Erika Januza. O vilão Jendal, vivido por Lázaro Ramos, é um dos motores dramáticos da história, responsável por um golpe que muda o destino da família real africana e da protagonista.

Os cenários e figurinos inspirados na cultura africana e nordestina, criando uma atmosfera épica e diferente  encheu  os olhos.  Outro ponto positivo é  discutir identidade e memória histórica dentro de um folhetim popular.

A direção de arte de Gustavo Fernández pode ser  comparada à grandes  produções das 21h. O figurino, que mistura elementos ancestrais com luxo vitoriano, e os cenários na Ilha Fiscal (usada para representar partes do palácio) são espetaculares.



A atuação de Lázaro Ramos como o ambicioso Jendal  foi  um dos pontos mais altos dessa estreia. Destaque para o carisma perverso do personagem, que é o primeiro grande vilão do ator em novelas e que fez do capítulo  um palco. 

A química entre Duda Santos (Princesa Alika) e Ronald Sotto (Tonho)  promete, assim como a presença de veteranos como Zezé Motta.

A representação inédita de um reino africano (Batanga) com riqueza, tecnologia e aristocracia, fugindo dos estereótipos comuns de pobreza fez bombar nas redes sociais o termo "ineditismo" e   dominou as discussões. O público  parece ter se conectado rapidamente com a estética  nova  que  destoa diretamente com o  humor  rural da antecessora Êta Mundo Melhor.

Foi um primeiro capítulo sob medida, mas  vale ressaltar  que será um  desafio   manter a história interessante ao mesmo nível ao   longo dos muitos capítulos previstos (cerca de 185).

 

Veja Também:

Eta Mundo Melhor 

Lázaro Ramos 



Nicolas Prattes



Rodrigo Sim as



Zezé Motta 



Cássio Gabus Mendes

Fonte:

Texto: Evaldiano  de Sousa

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