Assim com Gerluce , Aguinaldo Silva escreve protagonistas que são maiores do que suas próprias novelas
Aguinaldo Silva
mais uma vez nos presenteou com uma protagonista digna do
horário nobre, que de tão gigante, tomou
proporções maiores
que sua própria novela.
A Gerluce da Sophie Charlotte em Três Graças é assim. Ela permite que o público feminino se
identifique, especialmente mães, mulheres que batalham, mulheres da periferia.
Essa identificação já é meio caminho andado para o sucesso de audiência e
repercussão.
A performance elogiosa de Sophie Charlotte á
frente da “protagonista realista” ajudam a reforçar a
visibilidade dela como figura central da novela.
Gerluce
funciona como protagonista de “peso”: ela não é apenas uma “mocinha” em tom
idealizado, mas uma mulher com falhas, passado difícil, responsabilidades e
dilemas reais. Essa construção faz com que ela tenha potencial para sucesso —
seja de público, de crítica ou de repercussão — por representar uma realidade
pouco retratada de forma tão privilegiada nas novelas.
Aguinaldo é um perito nesse tipo de personagem, são deles também outras tantas protagonistas que
são mais inesquecíveis
do que as próprias novelas - O caso da Viúva Porcina, a Regina Duarte
em Roque Santeiro (1985); Betty Faria como Tieta na
novela homônima de 1989; a Maria do Carmo
, Susana Vieira em Senhora do Destino (2004) ou a Griselda, que a Lilia Cabral imortalizou em Fina Estampa (2011).
Aguinaldo Silva é uma referência
fundamental na história da teledramaturgia no Brasil. Sua obra tem um impacto
que vai além das telas: ele ajudou a reinventar formatos, deu vida a
personagens marcantes e inesquecíveis e influenciou diretamente a forma como o público
enxerga as novelas.
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Fonte:
Texto:
Evaldiano de Sousa

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