Pular para o conteúdo principal

Enquete e10blog

Meus Personagens Favoritos da Déborah Bloch (Parte 2)

A Deodora de “Mar do Sertão



        Ela vem roubando a cena com a sensual vilã de Canta Pedra na trama de Mar do Sertão . . . o Pajeú (Caio Blat) que o diga, que está comendo um dobrado para dar conta da bela.



        Com essa personagem   Déborah Bloch volta a brilhar nas novelas, gênero que estava afastado desde 2015, quando brilhou em Sete Vidas também no horário das seis. Desde então ela estava dedicada  a séries, seriados e superséries.

         Déborah Bloch desde criança esteve envolvida com a arte. A Atriz é filha do também ator Jonas Bloch, e sempre acompanhava o pai nos ensaios e montagens de peças teatrais.

        Apesar de ter passado para comunicação e história  aos 17 anos,  se decidiu pelas artes cênicas depois de um curso com Ivan de Albuquerque, Rubens Correa e Amir Haddad.

        Déborah é uma das poucas atrizes que passeia com maestria e responsabilidade  pelo humor e pelo drama. Impressionante como ela se transforma e interpreta com a  mesma visceralidade ambos os estilos. 



        Com mais de 40 anos de carreira, Déborah Bloch consegue a cada novo personagem enriquecer seu currículo, e presentear o público com seu talento  numa entrega cênica primorosa.

        O e10blog  já havia homenageado a Déborah em julho de 2013 (que você pode rever aqui ), quando ela estava estrelando  o remake de Saramandaia, mas reverenciar o talento de uma  atriz do nível dela é sempre bom, isso sem falar que com um currículo recheado de sucessos, alguns personagens ficaram de fora daquele post e de  2003 para cá, a Déborah já nos brindou com vários outros marcantes personagens.

 

Guida de AsPupilas do Senhor Reitor (1994)



        Déborah teve uma passagem pelo SBT no ano de 1994 quando estrelou , junto com a Luciana Braga e Juca de Oliveira, o remake de As Pupilas do Senhor Reitor , do Lauro César Muniz.

        Em 1994, ela já havia estourado ao interpretar a Ana Machadão de Cambalacho (1986),  como estrela do Tv Pirata, a minissérie A, E, I, O, Urca (1990) e  o programa de humor Dóris para Maiores (1991).Essa projeção começou chamar atenção dos outros canais e  o SBT conseguiu, por uma novela,  a mais nova estrela Global.

        A Guida, de As Pupilas do Senhor Reitor, era a pupila “boazinha”, e  como o sucesso da novela, uma das mais bem produzidas e até hoje muito elogiada do canal, Déborah conseguiu  se firmar  com estrela fora do eixo Global, apesar de ter sido logo chamada de volta a Globo  em 1995,  participando de alguns dos episódios de A Comédia da Vida Privada (1995) e A Vida como Ela É (1996), e no ano seguinte deu vida a uma das suas  personagens mais marcantes nas novelas – a hilária Teodora de Salsa e Merengue, do Miguel Falabella.

 

Julia Moreno de Andando nas Nuvens (1999)



        Em 1999, Déborah Bloch foi uma das estrelas da trama de Andando nas Nuvens, primeira novela solo do autor Euclydes Marinho.  Na trama, Déborah deu vida a jornalista Julia Moreno, uma mulher inteligente, que vive com bom humor e se tornar par inseparável do pai, depois que Otávio (Marco Nanini) volta do coma. Se apaixona pelo colega de profissão , Chico Mota (Marcos Palmeira), mas vive uma relação tumultuada e hilária.

 

Madô de A Luame Disse (2005)



        Déborah Bloch deu um show de humor na pele da milionária Madô de A Lua me Disse, do autor Miguel Falabella. A personagem  carregou a trama nas costas e ainda ganhou um programa que falava para mulheres dentro da trama  , o “Francamente Madô”, um espécie de cópia do programa da saudosa Hebe Camargo.

 

Silvia Cadore de Caminho das Índias (2009)



        Atualmente na reprise de Caminhodas Índias , da Glória Perez, no Viva, podemos ver Déborah Bloch na pele  da Sílvia, uma mulher honesta que vive em um casamento frio e é traída pelo marido e sua melhor amiga. Casada com Raul (Alexandre Borges), ver sua vida ruir quando ele arma a própria morte  para fugir com a amante Yvone (Letícia Sabatella).  No decorrer da trama Sílvia se envolve com Murilo (Caco Ciocler), que até então era apenas seu amigo.

 

Risoleta de Saramandaia (2013)



        Em 2013,  Déborah Bloch voltou à tv para viver a Risoleta no remake de Saramandaia , do Ricardo Linhares. A personagem  foi vivida na   versão de 1976 pela saudosa Dina Sfat,  mas  Déborah Bloch deu um novo  viés à  personagem, que era recém chegada a cidade e dona da pensão nada familiar de Bole-Bole. Devido a isso enfrentava o preconceito das carolas.  Risoleta ainda esconde um segredo – No passado ela fugiu como Zé Maria Rosado, filho de Zico (José Mayer), e este que nunca aceitou a relação, manda matá-la, mas quem acaba sendo morto e Zé Mário. Com medo, Risoleta deixa a cidade e entrega a filha recém nascida para ser criada pelos avós. De volta a cidade, ela tem o intuito de reconquistar essa filha. No decorrer da história  se apaixona pelo Professor Aristóbulo (Gabriel Braga Nunes), que nas noites de lua cheia vira lobisomem.

 

Lígia de Sete Vidas (2015)



        Em 2015, ganhamos de presente uma personagem dramática vivida com maestria pela Déborah na trama de Sete Vidas, da Lícia Manzo. A Lígia , sem dúvidas foi a melhor personagem do gênero até então da atriz. Déborah estava em estado de graças vivendo um papel  que tinha muito texto, DR´s e  desentendimentos. A parceria  com o saudoso Domingos Montagner rendeu cenas memoráveis á trama.

 

Eliza de Justiça (2016)



        Na trama da inovadora série Justiça,  da Manuela Dias,  Déborah Bloch deu vida a professora universitária Eliza, mãe de Isabela (Marina Ruy Barbosa), e  presencia o assassinato da filha , quando seu noivo , desesperado ao descobrir que está sendo traído,  Vicente (Jesuíta Barbosa), atira nela. Eliza a  partir de então passa a viver com um único intuito, fazer justiça contra o assassino de seu bem maior. A Eliza foi outra personagem da Déborah dosado na drama  e mais uma vez ela tirou de letra.

 

Gilda de Treze Dias Longe do Sol (2018)



        Em 2018,  a minissérie Treze Dias Longe do Sol, da Elena Soares e Luciano Moura , nos apresentou uma Déborah Bloch intensa e irrepreensível  à frente da insensível diretora financeira da construtora responsável pelo desastre, mas que tinha como única preocupação limpar o nome da empresa em meio ao desastre.  

 

Rosinete de Onde Nascem os Fortes (2018)



        Rosinete, de Onde Nascem os Fortes,  do George Moura e Sérgio Goldenberg,  é uma personagem densa e prestes a explodir. Casou-se jovem, quando Pedro (Alexandre Nero) ainda não havia construído seu império. Vive infeliz no casamento, e disfarça o descontentamento atrás da imagem  de boa esposa e mãe. Religiosa e irascível, usa as corridas noturnas como um escape e penitência.  Cuida da filha Aurora (Lara Tremouroux), praticamente numa redoma, pelo fato da menina ser portadora de Lúpus.

 

Professora Lúcia de Segunda Chamada (2019)



        Em Segunda Chamada,  série da Carla Fabur, Julia Spadaccini e Jo Bilac, Déborah Bloch além de  representar uma personagem dramaturgicamente perfeita, com a dose certa de drama e carga de sofrimento ,  o perfil   é pertinente junto a sociedade .  A Lúcia era uma espécie de panorama dos professores do ensino público nacional, uma mulher preocupada com os alunos, com seus dramas pessoais, mas mesmo assim pondo a profissão em primeiro lugar.  A Segunda temporada está vindo ai e com certeza será outra catarse.

 

Adelaide de Diário de Um Confinado (2020)

        Em Diário de Um Confinado, do Bruno Mazzeo, Déborah Bloch voltou ao humor inteligente com toda a força cênica. Na pele da complicada Adelaide, que tinha que conviver durante a Pandemia do Corona Vírus com um vizinho nada preocupado, nos proporcionou cenas hilárias e inesquecíveis. Um suspiro dentro daqueles dias que estavam sendo tão difíceis para tanta gente.  

        Como eu disse a Déborah é aquele tipo de atriz que consegue com a simplicidade de uma personagem crescer como um monstro  em cena mostrando uma versatilidade  no drama e no humor que muitos gostariam de ter.

 

Veja Também:

Meus Personagens Favoritos da Déborah Bloch


Juca de Oliveira 


Romulo Estrela 


Fonte:

Texto: Evaldiano de Sousa

Comentários