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Junto com nova lei para a tv nasce a esperança de revermos grandes momentos da teledramaturgia


        O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou na quarta-feira (31) uma nova lei que muda tudo na classificação etária  de conteúdo na TV. A nova lei derruba  a vinculação horária à classificação indicativa nas emissoras de TV aberta do Brasil.
A  classificação indicativa continuará presente (mensagem de "não recomendado para menores de X anos"), mas as emissoras de TV não precisarão deixar de exibir um conteúdo por não atender essa classificação.  
Ou seja, as emissoras poderão exibir cenas mais ousadas de sexo  e violência desde que avisem com antecedência ao telespectador a faixa etária de indicação das mesmas.


        Junto com essa lei nasce a esperança de quem sabe rever novelas inesquecíveis que marcaram a teledramaturgia nacional e que até hoje não puderam ser reprisadas devido seu conteúdo pesado para o horário da tarde. Lembro-me do corte brutal que foi feito em  A Próxima Vítima (1995), trama do autor Silvio de Abreu, que quando reprisada em 2000 teve a cena em que Marcelo (José Wilker) descobre a traição da amante Isabela (Cláudia Ohana) a esfaqueia no rosto cortada, isso sem falar na boa resumida da história da Mel, personagem drogada vivida pela atriz Débora Falabella  na reprise de O Clone (2001) em 2011.
        Com essa liberação tramas como Celebridade  (2003), A Favorita (2008) e Passione (2010) entram fácil no páreo para reprise no Vale a Pena Ver de Novo, dando um novo perfil  e fôlego a sessão.


Páginas da Vida, trama do autor Manoel Carlos exibida em 2006, que já foi até preparada para ser apresentada algumas vezes na sessão e  ficou inviável de ir  ao ar ao devido aos cortes, pode ter finalmente sua chance a partir de então.
Enfim essa “liberação” da classificação indicativa foi uma das coisas mais acertadas desses últimos tempos. Sempre achei que quem não gosta de certo assunto ou cena exibida na tv, e se  sente atingido ou ofendido por elas, tem a total liberdade de trocar de canal,  sem a  imposição  á todos de  também não verem muitas vezes o retrato da realidade em uma trama.

Fonte:
Texto : Evaldiano de Sousa

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