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O Melhor da Semana - A Série “Donos da História” do Viva



        O Canal Viva que faz parte das organizações Globo e  foi idealizado exatamente para reverenciar a memória da tv através da programação antiga global, de vez em quando investe em produções próprias, e neste campo o Canal vem se destacando também.
        A última produção é  a série “Donos da História”, uma espécie de conversa descontraída  como os grandes novelistas brasileiros, que estreou  no domingo (07.05) com Manoel Carlos, o criador das inesquecíveis Helena´s.

        A Série já chama atenção pela abertura. Uma animação com  clássicas cenas da nossa teledramaturgia, como a briga do café da manhã de Guerra dos Sexos (1983), a Tieta tirando a peruca da Perpétua, Natasha e Vlad de Vamp (1991), a Carminha enterrando a Nina em Avenida Brasil entre outras.


        No primeiro programa,   ManoelCarlos, autor  entre outros clássicos  de  Baila Comigo (1981), História de Amor (1995) e Por Amor (1997), atualmente reprisada pelo Viva, falou sobre o sucesso das suas Helena´s, ressaltou a importância que Regina Duarte teve em suas tramas e falou da polêmica escolha da Taís Araújo  para a Helena de Viver a Vida.



        O Segundo programa, no ar em 14.05, foi a vez do criador de grandes personagens  como Tieta e Perpétua de Tieta (1989), Maria Ativa Pedreira de Mendonça e Albuquerque  de A Indomada (1997) e Nazaré Tedesco de Senhora do Destino (2004) entre outras, Aguinaldo Silva   polemizou ao falar sobre a autoria de Roque Santeiro (1985), trama que escreveu praticamente 95% e teve que devolvê-la na reta final para Dias Gomes.


        Gilberto Braga foi o astro do terceiro  e último programa exibido até então,  no domingo passado. Autor das inesquecíveis Escrava Isaura (1976), Dancin´Days (1978) e Vale Tudo (1988), recebeu homenagens da Malu Mader, Nathália Timberg e Fernanda Montenegro. Gilberto contou no programa que sente vergonha de alguns capítulos de Água Viva (1980) e Dancin´Days (1978), e escolheu Insensato Coração (2011) como sua melhor obra.
        As entrevistas do programa adotam uma linguagem muito simples, literalmente uma conversa com o autor, o que lhe deixa muito próximo do telespectador. Gilberto Braga dá a entrevista praticamente de cueca samba-canção.
        Muito bom ver um programa tão bem feito,  e levando em consideração que vem do Canal Viva que tem recursos bem abaixo das grandes emissoras,  é um feito ainda maior.

Fonte :
Texto: Evaldiano de Sousa 

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