Produzida pela Conspiração e H2O
Produções, O Auto da Compadecida 2 , obra dirigida por Flávia Lacerda e Guel
Arraes, e escrita por Guel Arraes e João Falcão, com
colaboração de Adriana Falcão e Jorge Furtado foi apresentada na Globo nesta semana (05 à 08.01.2026) com quatro episódios, caminho
contrário ao do original, que inicialmente
foi apresentado em série em 1999 e depois transformado em filme
em 2000.
Vinte anos após a primeira história, a trama acompanha Chicó
(Selton Mello) em sua pacata rotina na cidade mítica do
sertão nordestino, vivendo da venda de santinhos e narrando a ressurreição do
amigo João Grilo (Matheus Nachtergaele) – até que ele reaparece cheio de
planos mirabolantes para agitar Taperoá. A amizade entre os dois continua sendo
o fio condutor da narrativa, idealizada por Guel Arraes em
2019 com o objetivo de apresentar personagens com ambições e dilemas que
dialogam com os dias atuais. Como resultado, o enredo aborda novos conflitos e
temas contemporâneos, como a busca pela fama e a adoração às celebridades.
Claro que a nostalgia
de rever uma nova história com esses personagens que marcaram aquela virada de
século, foi um dos chamarizes dessa
segunda jornada, porém logo
nas primeiras cenas fica nítido, que a nova versão fica
devendo em muito ao original. É aquela
história de não mexer em time que já ganhou.
A sequência não alcança o mesmo impacto do primeiro filme/Série
de 1999/2000, que é muito amado pelo
público brasileiro. As piadas, o humor e o texto são considerados menos inspirados e mais fracos. Há sensações de que a história ficou confusa, burocrática ou sem propósito claro,
especialmente em comparação com a fluidez e inventividade da obra original.
Claro que o retorno de Selton Mello e Matheus Nachtergaele
como Chicó e João Grilo é o grande ponto positivo da série— os atores são a personificação dos personagens e mantiveram o carisma mesmo em meio às falhas
do roteiro. E o Nachtergaelle ganhou
ainda mais destaque e brilho nessa sequência vivendo outros personagens derivados do João Grilo.
O Auto da Compadecida 2 é uma homenagem nostálgica e um reencontro com
personagens queridos, mesmo com um
roteiro considerado fraco, humor menos eficaz e uma estética que deixou a
desejar, principalmente da inevitável comparação com a clássica versão original.
Veja Também:
| Selton Mello |
| Matheus Nachtergaelle |
Fonte:
Texto: Evaldiano de Sousa
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