“Dona de Mim” chega ao fim com aceitação do público, duração que prejudicou a narrativa e uma protagonista que precisava ter ficado mais em evidência
Chegou ao fim, nesta sexta-feira, Dona
de Mim, novela da autora Rosane Svartmann que, marcou a faixa com uma trajetória longa de 218
capítulos. Com uma história construída passo a passo, a trama se despediu do
público celebrando seus conflitos, reviravoltas (algumas rocambolescas) e personagens que conquistaram a audiência e o público
do início ao fim. O último capítulo selou destinos, respondeu às grandes
perguntas da narrativa e reforçou a identidade da novela como um retrato
intenso de emoções, escolhas e redenção.
Um dos pontos unanimes
nas criticas à Dona de Mim foi
o fato da quantidade de capítulos. A novela ficou muito tempo no ar, até para os padrões antigos da teledramaturgia, e isso acabou fazendo com que conflitos
principais se repetissem ou “girassem em círculos” em vez de avançar de forma consistente. O Público não se cansou, mas precisou
de fôlego para continuar fiel a
trama.
Ficou difícil também se
conectar com a protagonista Léo, vivida magistralmente pela Clara
Moneke. Decisões confusas ou pouco coerentes para Leona e outros arcos
importantes da trama dificultaram essa identificação com a personagem. Até mesmo os interesses amorosos da Léo foram sendo misturados no
decorrer da trama – a personagem não teve liga e
nem química com nenhum dos três – Marlon
(Humberto Morais), Davi (Rafa
Vitti) e Samuel (Juan Paiva). Só na reta final a autora resolveu dá
indícios de que o Samuel foi a única
decisão coerente. O Mais
importante é que em nenhum momento o talento e competência da Clara para
assumir a protagonista foi posta em xeque.
A atriz que se destacou e foi a
grande revelação de Vai na Fé, estava pronta sim para Leona.
Entre as reviravoltas que
a trama sofreu, a mais rocambolesca
sem dúvidas, foi o retorno da Ellen, personagem
da Camila Pitanga nesta reta final. Claro que a ideia de ter a Camila
no elenco era irresistível, mas ressuscitar esse conflito da mãe da Sofia
foi totalmente desnecessário.
O elenco de Dona de Mim deu seu nome e
foi um dos principais pilares da
trama. Suely Franco viveu um momento especial em sua
carreira ao interpretar Rosa , papel que marcou o público pela
sensibilidade e autenticidade da atriz. Aos 85 anos, a atriz emociona o
público com uma atuação que transborda verdade em cada olhar perdido, pausa
dolorosa, lampejo de lucidez da personagem que encarou a doença de Alzheimer de
frente. O sucesso da Rosa reforçou o prestígio de Suely Franco como uma das grandes damas da
dramaturgia nacional.
TonyRamos mais uma vez prova porque é um dos
maiores nomes da teledramaturgia brasileira. Como Abel Boaz, o ator entrega uma
atuação madura, intensa e cheia de nuances, transformando o personagem em um
dos grandes destaques da novela.
O
crime que vitimou Abel marcou um dos momentos mais impactantes e
decisivos de Dona de Mim. A morte do personagem funcionou como um
verdadeiro ponto de virada na narrativa, encerrando um ciclo importante da
história e abrindo espaço para novas tensões e revelações da novela.
Do
ponto de vista narrativo, a morte do personagem é fundamental para a fluidez da
história. Acelerou o ritmo, reorganizou os núcleos e redefiniu os
rumos de vários personagens, que passam a agir movidos pela culpa, pela
ambição, pela sede de justiça ou pelo desejo de vingança. A ausência de Abel
criou um vazio dramático que movimentou Dona de Mim , impedindo que
o enredo se acomodasse, apesar do esticamento da trama.
Com
uma entrega intensa e cheia de nuances, Cláudia Abreu se destacou como um
dos grandes acertos da novela Dona de Mim. A
personagem se destacou justamente por sua dualidade intensa.
Felipe Simas construiu
um dos personagens mais intrigantes da novela: Danilo, a primeira vista, surge como um homem correto, sensível e
disposto a apoiar quem está ao seu redor. No entanto, com o avanço da trama, o
público percebe que há muito mais por trás desse comportamento aparentemente
irrepreensível. No final, ele
se consolida como um personagem-chave,
daqueles que dividem opiniões e movimentam a história. Felipe Simas mostrou maturidade artística ao
apostar na ambiguidade, provando que o sucesso do personagem está justamente em
não ser fácil de decifrar e ganhando uma “merecida” redenção.
Giovanna
Lancellotti sempre tão
distante das novelas, voltou em Dona de Mim para nos
entregar uma de suas atuações mais sensíveis ao viver Kami,
uma personagem que cresceu dramaturgicamente diante dos
olhos do público. Introduzida inicialmente com traços de leveza e
espontaneidade, Kami ganha densidade ao longo da trama, revelando camadas
emocionais cada vez mais profundas. O
ponto de virada da personagem acontece quando a novela aborda, com respeito,
delicadeza e seriedade, a violência sexual. A narrativa evita o
sensacionalismo e aposta no impacto humano da situação. Na reta final a personagem
ganha luz novamente, supera os traumas e
ainda termina com uma das participantes
do BBB26. O trabalho da atriz foi
reconhecido pela crítica, o grande público e o público
do e10blog que a elegeu como a melhor
atriz Coadjuvante do ano.
Em
meio a um elenco experiente e a uma trama repleta de conflitos intensos, um dos
grandes destaques atende pelo nome de Elis Cabral.
A atriz mirim conquistou o público ao dar vida à Sofia,
personagem que se tornou um verdadeiro ponto de afeto e sensibilidade.
Nesse
elenco vale ainda destacar nomes como Marcelo Novaes,
Aline Borges, Armando Babaiof e
L7nonn entre outros.
A
conclusão da história foi em resumo coerente com a proposta da obra da Rosana Svartamann, apostando mais no sentimento,
na redenção e na reconstrução dos personagens.
Movimentou as redes, gerou discussão e confirmou Dona de Mim como
uma novela que, mesmo com altos e baixos, conseguiu marcar presença e provocar
reação até o último capítulo.
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| Marcos Pasquim |
Fonte:
Texto: Evaldiano de Sousa
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