22 anos de um dos maiores sucessos dos anos 2000 e complexa trama do autor João Emanuel Carneiro
Exibida originalmente em 2004, DaCor do Pecado entrou para a
história da teledramaturgia brasileira não apenas como um grande sucesso de
audiência, mas também como uma obra que carrega, já em seu título, uma carga
simbólica profunda e provocadora. Passadas duas décadas, a novela segue
despertando debates e reflexões, especialmente quando observada à luz das
discussões contemporâneas sobre raça, identidade e representatividade.
O título Da Cor do Pecado é, sem dúvida, um dos elementos mais complexos da
obra. À primeira vista, ele soa poético e até romântico, mas, ao mesmo tempo,
carrega um peso histórico e social significativo. A associação entre “cor” e
“pecado” remete a construções antigas e preconceituosas, nas quais corpos
negros foram frequentemente estigmatizados, hipersexualizados ou moralmente
julgados. Essa ambiguidade faz do título um ponto central de análise, pois ele
tanto reflete preconceitos estruturais quanto convida o público a
questioná-los.
Na
trama, a personagem Preta, vivida por Taís Araújo, rompeu barreiras ao
se tornar a primeira protagonista negra de uma novela das nove da Globo. Sua história de amor com
Paco/Apolônio, interpretado por Reynaldo Gianecchini, foi apresentada
como um romance clássico, mas atravessado por conflitos sociais, familiares e
raciais. Assim, a novela expôs, ainda que dentro da linguagem popular do
folhetim, as resistências e tensões que cercam relações inter-raciais em uma
sociedade marcada pelo racismo velado.
Hoje,
Da Cor do Pecado ganha novos significados. Em um momento em que o
debate racial está mais presente no espaço público, o título da novela é
frequentemente revisitado de forma crítica. O que antes passava quase
despercebido por parte do público, agora é analisado com maior consciência
histórica e social. Isso não diminui a importância da obra; pelo contrário,
evidencia como ela se tornou um retrato de seu tempo e um ponto de partida para
reflexões mais amplas.
A
novela também representa um marco na luta por representatividade na televisão
brasileira. Apesar de limitações e estereótipos comuns à época, Da Cor do Pecado abriu
caminhos para que protagonistas negros ganhassem mais visibilidade e
complexidade nas narrativas televisivas. Sua existência ajudou a tensionar
padrões e a ampliar discussões que hoje são fundamentais na construção de uma
mídia mais diversa e responsável.
Rever
ou relembrar Da Cor do Pecado nos dias atuais é, portanto, um exercício de
olhar crítico e histórico. É reconhecer seus méritos, compreender seus limites
e, principalmente, refletir sobre como a teledramaturgia pode influenciar — e
ser influenciada — pelas transformações sociais. A complexidade do título
permanece como um convite ao debate, mostrando que algumas obras continuam
vivas justamente porque nos desafiam a pensar além da superfície.
Da Cor do Pecado é
a primeira novela solo do autor João EmanuelCarneiro, primeira
novela da Globo a ter um romance inter-racial com tema
principal e a primeira da emissora com uma negra como
protagonista. É um marco da teledramaturgia sem sombra de dúvidas.
A
Diretora Denise Saraceni sempre
declarou em entrevistas que a ideia de Da
Cor do Pecado nunca foi discutir o racismo. Mas com uma
protagonista negra isso era inevitável.
TaisAraújo brilhou do
começo ao fim na trama. A Preta trouxe um renascimento artístico e grande
visibilidade, abrindo ainda mais espaço para ela como protagonista e
consolidando-a no cenário da televisão brasileira. A Tais já havia
protagonizado uma novela - Xica da Silva (1996) na extinta TV Manchete.
Assim
com a Tais de protagonista, Giovanna Antonelli teve um grande destaque
ao interpretar Bárbara, num antagonismo
magistral dentro da trama. A personagem se tornou um dos nomes mais
lembrados de sua carreira. Uma das
sequências mais marcantes e lembradas da novela é aquela em que o vilão Tony
(Guilherme Weber) abandona Bárbara vestida de noiva em um lixão (exibida no
capítulo 73).
Na
época, a mídia destacou a amizade, nascida durante as gravações da novela, de Giovanna
Antonelli com a então catadora de lixo Cris Andrade. A atriz
conheceu a catadora nas gravações das cenas em que sua personagem, Bárbara, era
abandonada em um lixão, vestida de noiva. A história de vida de Cris Andrade
– prestes a completar 23 anos na ocasião – emocionou Giovanna. O encontro virou
reportagem no Fantástico, em revistas e na internet.
“Apadrinhada” pela atriz, a moça, bela e alta, deixou de ser catadora e deu
início a uma carreira de modelo.
A
Comédia foi uma das grandes armas do autor para cativar o público para a trama. Além do núcleo da família Sardinha — que
rapidamente conquistou o público e se tornou o favorito dos telespectadores — a
novela contava ainda com outros dois núcleos cômicos independentes da trama
central: o do vidente Helinho (Matheus Nachtergaele) e o do casal de
trapaceiros Eduardo (Ney Latorraca) e Verinha (Maitê Proença).
O papel de Edilásia — ou Mamushka, como era
chamada com carinho pelos filhos — marcou definitivamente a carreira de RosiCampos. Já o marido falecido da personagem, Napoleão Sardinha, aparecia
apenas em um retrato venerado pela família e foi interpretado pelo aposentado Jamil
Hamdan, então com 70 anos. Ele foi descoberto de forma inusitada pela
produção, enquanto conversava casualmente no Rio de Janeiro.
Em 2009, Da Cor do Pecado se
tornou a novela brasileira mais exportada da Globo, com cem países como
clientes. O ranking era
liderado por Terra Nostra (1999), do Benedito Ruy Barbosa. Na
sequência vinham O Clone (2001), da Glória Perez, e Escrava Isaura (1976),
de Gilberto Braga. Em 2013, foi a vez de Avenida Brasil (2012), do mesmo autor, João EmanuelCarneiro, ultrapassar essa marca.
O
Garoto Raí, vivido pelo Sergio
Malheiros, foi a grande revelação da trama.
Sua atuação chamou atenção pela
naturalidade e maturidade impressionantes para a idade, tornando Raí um dos
personagens infantis mais lembrados da trama. O sucesso da novela, aliado à boa
recepção do público e da crítica ao seu trabalho, foi fundamental para abrir
portas na carreira do ator. Ele foi
inclusive agraciado com o Troféu Imprensa de revelação do ano.
A
trama do garoto Raí é baseada no livro “O
Pequeno Lorde”, de Frances
Hodgson Burnett, sobre um menino pobre que, após a morte do pai, descobre
ter herdado um título de nobreza, história que já havia rendido uma novela,
pela TV Tupi, em 1967.
Marcello
Ferreira, por ser parecido com Reynaldo Gianecchini, atuou como dublê de corpo do
ator, participando de cenas externas e assustando Bárbara (Giovanna Antonelli)
ao se passar pelo suposto fantasma de Paco.
No
debate sobre protagonismo, é importante lembrar a participação de Ruth de
Souza em A Cabana do Pai Tomás,
novela exibida pela Globo entre
1969. Embora interpretasse Cloé, esposa do personagem-título, sua atuação não
configurava um protagonismo de fato. A narrativa central girava em torno de Pai
Tomás, vivido por Sérgio Cardoso — ator branco cuja escalação é
frequentemente associada à prática do blackface —, que concentrava todo
o peso dramático da trama.
Alguns
anos antes, em 1965, a TV Tupi marcou a história da teledramaturgia
brasileira ao exibir A Cor da Sua Pele,
considerada a primeira novela nacional a desenvolver um romance inter-racial
como eixo principal da narrativa. A produção foi protagonizada por Leonardo
Villar e Yolanda Braga, rompendo, ainda que timidamente, barreiras
raciais na televisão da época.
Ao
som da música “Da Cor do Pecado”,
gravada por Luciana Mello, a abertura da novela exibia bonequinhos
coloridos talhados em madeira retratando os personagens da trama, obra do
escultor e artesão pernambucano Arlindo Monteiro.
Para
encerrar o post e celebrar os 22 anos de
Da Cor do Pecado reconheço a força de uma novela que ultrapassou o seu
tempo. Criada por João Emanuel Carneiro, a trama marcou a
teledramaturgia brasileira ao unir romance, humor, melodrama e discussões
raciais em pleno horário das sete, abrindo caminhos e provocando debates que
seguem atuais. Mais do que um grande sucesso de audiência, Da Cor do Pecado permanece
viva na memória do público como uma obra que ajudou a redefinir protagonismos,
revelar talentos e reafirmar o poder da novela como espelho da sociedade
brasileira.
Ficha
Técnica:
Novela
do Autor João Emanuel Carneiro
Direção
Geral: Denise Saraceni
Elenco:
TAÍS
ARAÚJO – Preta
REYNALDO GIANECCHINI – Paco / Apolo
GIOVANNA ANTONELLI – Bárbara
LIMA DUARTE – Afonso Lambertini
ROSI CAMPOS – Edilásia Sardinha (Mamushka)
ARACY BALABANIAN – Germana
GUILHERME WEBER – Tony
TUCA ANDRADA – Kaíke
NEY LATORRACA – Eduardo
MAITÊ PROENÇA – Verinha
GRAZIELA MORETTO – Beki (Valfrida)
MATHEUS NACHTERGAELE – Helinho
VANESSA GERBELLI – Tancinha / Zuleide
LEONARDO BRÍCIO – Ulisses
CAIO BLAT – Abelardo
CAUÃ REYMOND – Thor
PEDRO NESCHLING – Dionísio
KARINA BACCHI – Tina
SIDNEY MAGAL – Frazão
ROCCO PITANGA – Felipe
ALINNE MORAES – Moa
THIAGO MARTINS – Sal
FRANCISCO CUOCO – Pai Gaudêncio
ARLINDO LOPES – Cezinha
LILIANA CASTRO – Olívia
IVONE HOFFMANN – Marina
MARILU BUENO – Stela
JORGE COUTINHO – Ítalo
MARIA ROSA – Laura
GIORDANA FORTE – Kika (Walkíria)
MÔNICA TORRES – Nívea
VICTOR PERALES – Brad (Brasilino)
NICOLAS TREVIJANO – Solano
MAURÍCIO LUDEWIG – Silva
FLÁVIA BONATO – Dalva
GABRIELA DE CICCO – Eva
DANIEL ERTHAL – Pedra
RÔMULO ESTRELA – Minotauro
os
meninos
SÉRGIO MALHEIROS – Raí
FELIPE LATGÉ – Otávio
e
ADA CHASELIOV – Solange (governanta que substitui Germana na mansão Lambertini)
ADALBERTO NUNES – pai de santo que auxilia Pai Gaudêncio a invocar o espírito
de Febrônio
ADRIANA DE BROUX – Clarisse (mulher de Borja)
ALBERTO BRIGADEIRO – Nogueira (chefe da segurança na casa de Afonso)
ÁLAMO FACÓ – na casa de pai Helinho em busca dos milagres que Tancinha começa a
realizar
ALCEMAR VIEIRA – recepcionista do hotel para onde Apolo vai após uma briga com
Bárbara
ALESSANDRA COLASSANTI – trabalha na lanchonete onde Eduardo conhece Beki
ALEXANDRE DAMASCENA – segurança de Afonso que segura Dodô quando ele chega de
surpresa na casa de Paco
ALEXANDRE PICARELLI – vigarista que participa da festa com Eduardo, Verinha e
Beki
ALEXANDRE ZACCHIA – Turcão (preso que, comprado por Tony, depõe contra Kaíke no
seu julgamento)
ALFREDO GARCÊS – cliente de Pai Helinho, no primeiro capítulo
ALMIR MARTINS – taxista que leva Raí até o curso de esgrima
AMILTON MONTEIRO – Dr. Laerte (advogado de Paco)
ANA JANSEN – mãe do menino aniversariante cuja festa Edu, Verinha e Beki entram
como penetras
ANA LUIZA FOLLY – professora de Raí e Otávio no colégio
ANALÚ PRESTES – juíza de paz que casa Bárbara e Apolo
ANDRÉA DANTAS – Lídia (diretora da agência de modelos onde Apolo encontra um
modelo sósia, Ricardo)
ANDRÉA LOPES como ela mesma, entrega os prêmios do torneio em que Moa e Sal são
campeões
ANDRÉA MATTAR – enfermeira do sanatório onde Kika é internada
ANDRÉ BICUDO – Gama (amigo de Paco, se faz passar por médico para assustar
Bárbara)
ANDRÉ FALCÃO – funcionário do heliporto no Maranhão que libera o helicóptero de
Afonso para Paco
ANDRÉ SALVADOR – policial que barra Preta no heliporto no Maranhão e, depois,
que encontra armas plantadas por Tony na casa de Kaíke
ANJA BITTENCOURT – cliente no salão de Laura que reclama da maquiagem feita por
Abelardo
ANTÔNIO GONZALEZ – médico que opera Lita
ANTÔNIO MENDEL – homem que assedia Tancinha no parque de diversões
ANTÔNIO VIEIRA como ele mesmo, artista maranhense, canta na festa de noivado de
Preta
ARAMIS TRINDADE – cliente de Pai Helinho
AUGUSTO GUTIERREZ – Duílio (porteiro do prédio de Eduardo)
AUGUSTO MADEIRA – apresentador do concurso de maquiagem do qual Abelardo
participa
BABÚ SANTANA – dono do barraco na favela alugado por Tony.
BERNARDO CASTRO ALVES – Neco (menino pobre que tem aulas de surfe com Apolo e
Moa)
BERTA LORAN – Dinorá (cliente de Pai Cezinha)
BETO BELLINI – Aderbal (segurança na casa de Afonso, proíbe a entrada de
Bárbara por ordem dele)
BIA JUNQUEIRA – primeira cliente da loja de Preta no shopping
BIJÚ MARTINS – vendedor da loja de eletrodomésticos que atende Kaíke, no
Maranhão
BRUNA DI TÚLIO – namorada de Marcelão
BRUNA PIETRONAVE – Soninha (modelo que Bárbara expulsa de estúdio de Kaíke)
CACÁ AMARAL – Delegado Mauro (comanda as investigações sobre o assassinato de
Afonso)
CACO BARESI – policial rodoviário que encontra o carro de Moa
CACO MONTEIRO – aproveita-se de Paco bêbado para roubá-lo depois de se fazer
amigo
CAETANO O´MAIHLAN – surfista que paquera Moa
CARLOS BONOW – professor de Educação Física de Raí e Otávio no colégio
CARLOS LOFLER – Shalimar (participa no ginásio dos Sardinhas de um concurso de
maquiagem e fantasias)
CARLOS SEIDL – oficial de Justiça que comunica a Edu e Verinha que o
apartamento deles irá a leilão
CARLOS VIEIRA – repórter de TV amigo de Felipe que faz uma matéria com Preta em
frente à casa de Afonso
CARMEN FRENZEL – Creusa (empregada que Verinha pede emprestada à sua amiga
Tidinha)
CAROLINA DIECKMANN – Júlia (bióloga que trabalhava no projeto Tamar, de
proteção às tartarugas-marinhas)
CAROLINA HOLLANDA – mulher seduzida por Helinho quando ele incorpora o espírito
de Roberval
CARVALHINHO – Silveirinha (falsário a quem Verinha e Eduardo encomendam a cópia
de um Portinari)
CÁSSIO PANDOLFI – dono da delicatessen que denuncia Verinha e Eduardo por
comprarem com dólares falsos
CASTRO GONZAGA – padre que realiza o casamento de Preta e Felipe
CHICO SANTANNA – feirante com uma barraca próxima à de Preta, no Maranhão
CLÁUDIA OHANA – cliente na loja de Preta, possuída por Tancinha fica
interessada por Helinho, no final
CLÁUDIA TISATO – repórter de TV, entrevista Edu e depois, faz a cobertura do
assassinato de Afonso
CLAUDIA VENTURA – caixa de banco, desconta um cheque do Desembargador com Edu
CLÁUDIO CAPARICA – vigarista que participa da festa com Eduardo, Verinha e Beki
CLÁUDIO CINTI – titular da delegacia onde Verinha e Eduardo são presos
CLÁUDIO GARDIM – médico do sanatório onde Kika é internada pela mãe
CLÁUDIO JABORANDY – cliente de pai Helinho, o encontra na feira vendendo
tapioca
CLEITON ECHEVESTE – mordomo na mansão dos Lambertini depois que Bárbara compra
e casa com Apolo
CLÓVIS BORNAY como ele mesmo, jurado no concurso de maquiagem do qual Abelardo
participa
CRÉO KELAB – Jacaré (um dos amigos que Dodô leva ao apartamento de Bárbara para
intimidá-la)
CRIS MAYRINK – corretora de imóveis, aluga para Marina a casa em que ela
esconde Tony
CRISTHINA RODRIGUES – parceira de cela de Verinha, quando ela é presa por
passar dólares falsos
DANTON JARDIM – homem na missa da morte de Paco, faz comentários
preconceituosos sobre Raí
DARTAGNAN JÚNIOR – Luiz (contrata Ulisses e Apolo como professores de luta no
Maranhão)
DAVID CARDOSO – Pimenta (diretor do filme de Abelardo)
DAVID HERMAN – Mr. Krüger (empresário, vem ao Brasil negociar com Afonso a
fórmula do adoçante)
DEDINA BERNARDELLI – promotora no julgamento de Apolo/Paco
DIDA CAMERO – Consuelo (socialite na festa que Bárbara dá quando retorna ao
Brasil)
DIEGO CRISTO – Wolney Pavão (um dos irmãos Pavão, com os quais Ulisses e Apolo lutam)
DIG DUTRA – Rita (cliente de Pai Cezinha)
DIRCE MIGLIACCIO – Dona Zazi (cliente de pai Helinho, volta para agradecer os
acertos de suas previsões)
DJA MARTINS – Mercedes (cozinheira na casa de Afonso, revela a Bárbara que
Edilásia já trabalhou lá)
EDMILSON BARROS – Joba (barqueiro que ajuda Apolo e Ulisses a recuperar as
barras de ouro no fundo do mar)
EDI BOTELHO – gerente do restaurante onde Preta vai trabalhar como cozinheira,
a promove a chef
ED OLIVEIRA – segurança do supermercado que revista a bolsa de Preta
ELIANE COSTA – Marizete (secretária no Grupo Lambertini)
ELKE MARAVILHA como ela mesma, jurada no concurso de maquiagem do qual Abelardo
participa
EMILIO PITA – padre que realiza o casamento de Tony e Bárbara
EROM CORDEIRO – recepcionista do hotel que avisa Dodô da presença de Preta e
Afonso
ESTER JABLONSKI – juíza no julgamento de Kaíke
EVANDRO HERMÍNIO – operário em uma obra que vê Verinha e Edu roubando esmola de
um ceguinho
FÁBIO FELIPE – cliente no quiosque de Edilásia
FÁBIO LAGO – sem-teto que pede abrigo na casa invadida por Edu
FAUSTO MAULE – Jamil (segurança infiltrado por Tony na casa de Afonso)
FERNANDA PAES LEME – Nieta Bazarov
FERNANDA PONTES – Pit-Cachorra (fã de Abelardo)
FERNANDO CARUSO – “o fanho”, corresponde-se com Verinha no correio sentimental
do jornal
FERNANDO CEYLÃO – maquiador no filme que Abelardo faz com Pimenta
FERNANDO JOSÉ – padre com quem Tancinha se confessa
FLÁVIA ALESSANDRA – Lena (tem um breve romance com Sal antes de Moa se declarar
para ele)
FLÁVIO ANTÔNIO – terapeuta que Nívea apresenta a Kika
FLÁVIO PARDAL – homem no deserto em busca dos milagres de Pai Helinho
FRANCISCA QUEIROZ – Carla (secretária de Felipe, torna-se sua amante depois que
ele se separa de Preta
FRANCISCO NAGEM – na casa de pai Helinho em busca dos milagres que Tancinha
começa a realizar
FRANCISCO SILVA – Matos (funcionário do conselho tutelar para onde Rai vai
depois que Preta é presa)
GENINHA BORGES – Dona Nonô (milionária convidada da festa de Léo, é roubada por
Eduardo)
GILBERTO MARMOROSH – compra uma sopeira de prata de Verinha e Eduardo
GILBERTO TORRES – padre que realiza a missa de nove anos de morte de Paco
GILLES GWIZDEK – funcionário no banco que informa Bárbara que ela precisa da
senha e da assinatura de Tony
GILLRAY COUTINHO – Seu Pereira (dono do restaurante no Maranhão onde Apolo e
Ulisses são provocados pelos irmãos Pavão)
GIULIO LOPES – homem assediado por Verinha na festa em que Afonso sofre um
atentado
GIOVANNA DE TONI – Odete (secretária de Bárbara quando ela volta da Suíça rica
e compra a casa de Afonso)
GIUSEPPE ORISTÂNIO – Sérgio (pai de Moa)
GISELE FRÓES – médica que diz a Preta que ela está grávida
GLÓRIA MENEZES – Kiki de Queensburg (amiga de Verinha, para quem ela tenta
vender um Portinari falso)
GUSTAVO RODRIGUES – Dr. Júlio Malheiros (médico de Moa)
HÉLIO BRAGA – decorador que Bárbara contrata após comprar a casa de Afonso
HENRIQUE CÉSAR – dá carona para Apolo/Paco, ferido na estrada
HUGO GROSS – apresentador de luta
IARA JAMRA – Margarida (cliente de Pai Helinho)
IDA GOMES – Tia Heloísa (parente rica de Edu e Verinha)
IGOR PAIVA – na casa de pai Helinho em busca dos milagres que Tancinha começa a
realizar
IRACEMA STARLING – Carmem (substitui Dalva como empregada na casa de Bárbara)
IRAN MELLO – jornalista no Maranhão que tenta entrevistar Preta sobre a morte
de Paco
IVAN GRADIM – Ivan (policial que leva Preta para a delegacia)
JACQUELINE LAURENCE – viúva de Almeidinha, que Verinha tenta extorquir
JAIRO LOURENÇO – empresário que tem sua firma comprada por Afonso por um preço
abaixo do seu valor
JAMIL HAMDAN – Napoleão Sardinha (falecido marido de Edilásia)
JANDIR FERRARI – Carvalho (investiga o ouro desaparecido no mar no roubo do
carro forte)
JAYME LEIBOVITCH – gerente de hotel cinco-estrelas, contrata Edu, Verinha e
Beki
JEAN PAUL – vigarista que participa da festa com Eduardo, Verinha e Beki
JITMAN VIBRANOVSKI – médico que realiza o exame de DNA entre Rai e Afonso
JOÃO PAULO SILVINO – Siri (um dos amigos que Dodô leva ao apartamento de
Bárbara para intimidá-la)
JONATHAN HAAGENSEN – Dodô (namorado de Preta, no início)
JORGE CAETANO – Fausto Dalembert (crítico de teatro que procura Thor na casa
dos Sardinhas)
JORGE MEDINA – cliente no quiosque de Edilásia reclamando do serviço
JOSÉ CARLOS SANCHES – vendedor com quem Dodô compra um carro caro
JOSÉ MAURÍCIO MACHLINE – Francisquinho (convidado na festa de Léo, é roubado
por Verinha)
JOSÉ ROBERTO JARDIM – Dilei Pavão (um dos irmãos Pavão, com os quais Ulisses e
Apolo lutam)
JOSÉ STEINBERG – leiloeiro do apartamento de Edu e Verinha
JOVANE ANTUNES – cliente de pai Helinho
JR REQUEIJO – do casal fotografado por Kaíke no seu estúdio
JULIANA MESQUITA – assedia Thor quando ele entra na fase existencialista
KADU MOLITERNO – locutor do torneio de surfe
KIKO MARQUES – um dos assaltantes que roubam o carro forte com barras de ouro
do Grupo Lambertini
KIKO NUNES – segurança que Afonso coloca para proteger Bárbara de Tony, mas ela
acaba rejeitando
LAFAYETE GALVÃO – Pai Serafim (auxilia Pai Gaudêncio a invocar o espírito de
Febrônio)
LEANDRO HASSUM – vende um casal de avestruz para Eduardo
LEANDRO DEVELLY – avisa Paco que uma área de floresta será derrubada para a
construção de um condomínio do Grupo Lambertini
LEANDRO OLIVA – Wanderley Pavão (um dos irmãos Pavão, com os quais Ulisses e
Apolo lutam)
LEONA CAVALLI – Edilásia (jovem)
LEONARDO SERRANO – executivo do grupo Lambertini
LÉO ALBERTY – Claisson (empresário, muito velho e mulherengo na festa de
Bárbara)
LÉO WAINER – médico que atende Bárbara no Maranhão, quando ela finge para Paco
que está passando mal
LUCCI FERREIRA – Roque (marido de Zuleide, conta para Helinho sobre o espírito
de Tancinha)
LUCIANA VENDRAMINI – Graciele (nudista na praia onde Apolo e Ulisses param a
caminho do Maranhão)
LUCY MAFRA – empregada nova na casa de Afonso agora de Bárbara
LUIZA BRUNET como ela mesma, jurada no concurso de maquiagem do qual Abelardo
participa
LUIZ MACHADO – paciente na clínica onde Kika é internada
LUIZ NICOLAU – Jibóia (companheiro de cela de Kaíke)
LUMA COSTA – garota que paquera Sal deixando Kika com ciúmes
MAGNO CAMPANELLA – parceira de cela de Eduardo, quando ele é preso por passar
dólares falsos
MARA MANZAN – cliente de Pai Helinho
MARCELO ASSUMPÇÃO – policial no Maranhão que vigia o barco onde estão
Paco/Apolo e Ulisses
MARCELO BORGHI – policial que flagra Kika e Sal namorando no carro
MARCELO FERREIRA – Ricardo (sósia que Apolo contrata para atormentar Bárbara)
MARCELO FLORES – cliente de Pai Cezinha
MÁRCIA FIALHO – cliente de Laura
MARCIO FONSECA – homem no deserto em busca dos milagres de Pai Helinho
MÁRCIO VITO – juiz da luta entre Abelardo e Maciste Brasil
MARCIUS MELHEM – “o nordestino machão”, corresponde-se com Verinha no correio
sentimental do jornal
MARCOS CESANA – um dos assaltantes que roubam o carro forte com barras de ouro
do Grupo Lambertini
MARCOS JOSÉ – garçom do apart-hotel onde Preta está hospedada, a trata mal
MARIA LÚCIA DAHL – Francisca Almeida (amiga que Bárbara usa para comprar a casa
de Afonso sem levantar suspeitas de Germana)
MARIA POMPEU – Dona Diná
MARIA REGINA – cliente de Pai Helinho, reclama que suas previsões deram errado
MÁRIO MENDES – investigador contratado por Nívea para encontrar Kika
MÁRIO SCHOEMBERGER – Borja (advogado de Afonso chantageado por Tony)
MELISSE MAIA – médica da clínica particular onde Kaíke é internado
MICAELA GÓES – Germana (jovem)
MIGUEL NADER – César (ajuda Tony a fugir da cadeia)
MIGUEL ONIGA – um dos cientistas que desenvolve o adoçante para o Grupo
Lambertini
MILENA TOSCANO – assedia Thor quando ele entra na fase existencialista
MILHEM CORTAZ – um dos assaltantes que roubam o carro forte com ouro do Grupo
Lambertini, mata Apolo
MILTON ANDRADE – juiz nos julgamento de Apolo/Paco e Tony
MÚCIO MEDEIROS – chefe da segurança do supermercado onde Preta é detida
MURILO ELBAS – médico no Maranhão que tenta internar Paco à força por ordem de
Afonso
MURILO GROSSI – advogado de Tony
NATÁLIA LAGE – Roxane (garota mística que namora Thor por um tempo)
NECO VILA LOBOS – Afonso (jovem)
NICA BONFIM – gerente/recepcionista do hotelzinho no Rio onde Preta e Rai se
hospedam
NILVAN SANTOS – padre no enterro de Lita
OCTAVIO MENDES – Léo (milionário falido que dá uma festa a fantasia na qual
suas joias são roubadas)
ORÃ FIGUEIREDO – filho do falsário Silveirinha, entrega a cópia do Portinari na
casa de Verinha e Eduardo
ORION XIMENES – Emiliano (jardineiro da mansão Lambertini)
OTTO JÚNIOR – policial que prende Preta quando Afonso a denuncia para ficar com
a guarda de Raí
PAULA BURLAMAQUI – cliente de Pai Helinho
PAULA DE PAULA – recepcionista da empresa Lambertini
PAULO CARVALHO – médico que revela que Tina nunca esteve grávida
PAULO FIGUEIREDO – Dr. Eriberto (empresário que acusa Afonso de roubo e tenta
matá-lo)
PAULO GIARDINI – Dr. Vilhena (médico de Afonso)
PAULO MATHIAS JR. – um dos assaltantes que roubam o carro forte com barras de
ouro do Grupo Lambertini
PAULO VESPÚCIO – explora crianças no Maranhão fazendo com que elas peçam
esmolas no sinal
PEDRO FARAH – “o muito velho”, corresponde-se com Verinha no correio
sentimental do jornal
PLÍNIO SOARES – Edgard (cientista que desenvolve um adoçante para o grupo
Lambertini)
PRISCILA ASSUN – Neura (namorada de Cezinha, no final)
RAFAELA AMADO – empregada nova na casa de Afonso, agora de Bárbara
RAFAEL MOLINA – Ramon (chef no restaurante onde Preta vai trabalhar, ela acaba
substituindo-o)
RAYMUNDO DE SOUZA – delegado para quem Bárbara entrega o vídeo que prova que
Tony matou Afonso
RÉGIS DE SÓRIS – trabalha com Helinho na carvoaria, no Maranhão
RENATA TOBELÉM – do casal fotografado por Kaíke no seu estúdio
RICA BARROS – funcionário da rádio que ajuda Preta a divulgar um aviso para
encontrar Rai)
RICARDO HERRIOT – namorado de Beki, no último capítulo
RICARDO MARECOS – segurança na casa de Afonso quando ele sofre um atentado
praticado por Eriberto
RICARDO MARTINS – Vinícius / Marcelão (associado a Beki para roubar o ouro de
Ulisses)
RICARDO PAVÃO – Seu Nonato (funde as barras de ouro para Apolo e Ulisses)
RICARDO RATHSAM – Evaristo (sobrinho e único herdeiro do Desembargador,
envolve-se com Beki, Edu e Verinha)
RITA GUEDES – Mariana
RODRIGO HILBERT – Roberval (espírito sedutor incorporado por pai Helinho para
retirar de Zuleide o espírito de Tancinha)
ROGER GOBETH – Beto (amante de Léo, envolve-se com Beki)
ROGÉRIO FREITAS – Seu Gonçalves (dono do galpão onde Ulisses faz suas pranchas,
cobrando aluguéis atrasados)
RÔMULO SIMÕES – cliente no quiosque de Edilásia reclamando do serviço
RONALDO REIS – João (mordomo na casa de Angra de Afonso)
ROSEMARY como ela mesma, jurada no concurso de maquiagem do qual Abelardo
participa
SAMARA FELIPPO – Greta Bazarov
SAMIR MURAD – empresário de uma cantora que se apresenta como candidata para
Eduardo
SAMUEL VIEIRA – Íris (amigo de Abelardo que também é maquiador, depois
tornam-se rivais)
SANDRA HANSEN – empregada na casa de Angra de Afonso
SANDRO CHRISTOPHER – Strombolli (cantor de ópera a quem Edu e Verinha alugam o
apartamento do Desembargador)
SANDRO ROCHA – executivo do Grupo Lambertini / comprador do apartamento de
Verinha e Edu no leilão / cliente no restaurante onde Preta trabalha
SEBASTIÃO LEMOS – pai de santo que auxilia Pai Gaudêncio a invocar o espírito
de Febrônio
SÉRGIO GUIZÉ – Guilherme (empresário, investe na grife de surfware criada por
Sal, apaixona-se por Moa)
SÉRGIO LOROZA – Jorjão (vizinho da área invadida por Edu e Verinha que dá uma
churrascada e eles comparecem)
SÉRGIO MAMBERTI – Desembargador (vizinho de Edu e Verinha, morre em um encontro
com Beki)
SÉRGIO MONTE – líder dos operários na manifestação quando Beki, Edu, Verinha e
Ulisses correm atrás do ouro roubado
SÉRGIO MOX – titular da delegacia para onde Preta é levada após a denúncia de
Afonso
SÉRGIO STERN – compra um lingote de ouro com Paco
SHIMON NAMIAS – titular da delegacia para onde Preta é levada depois de ser
dada como ladra no supermercado
SOLANGE COUTO – Lita
SUELY MAY – velhinha roubada por Eduardo no cinema
SUZANA PIRES – cliente no salão de Laura que reclama da maquiagem feita por
Abelardo
TAMARA DE CASTRO RIBEIRO – Luísa (namorada de Raí)
TARCIANA SAAD – Natasha Bazarov
TATIANA MUNIZ – intelectual apaixonada por Thor
THAYS GARAYP – ajuda Preta a parir dentro de um ônibus
THEREZA MASCARENHAS – bancária com quem Apolo transfere o dinheiro da conta de
Bárbara para a sua conta
TUNA DWEK – bancária na Suíça quando Tony e Bárbara abrem uma conta com o
dinheiro roubado de Afonso
VALNEY AGUIAR – morador da área invadida por sem-tetos, Edu e Verinha
VANESSA PASCALE – Paula (namorada de Felipe, no último capítulo)
VICTOR BRANCO – paquera Verinha em um bar para solteiros
VIVIANE NOVAES – líder de um grupo de mulheres que vai atrás de Pai Helinho no
deserto
WILSON RABELLO – feirante que atende Verinha
YAÇANÃ MARTINS – Yolanda (cliente de Pai Helinho)
YUNES CHAMI – sheik árabe enganado por Edu, Verinha e Beki
Exibição:
26 de Janeiro a 28 de Agosto de 2004
Capítulos:
185
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Fonte:
Texto:
Evaldiano de Sousa
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