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Com assassino igual ao da primeira versão, “O Rebu” mais uma vez termina como uma trama cult e incompreendida

pillar Com trama ousada e revelação de assassinato, O Rebu mostra que sofisticação não é sinônimo de audiência


        Ângela Mahler (Patrícia Pillar)  foi revelada a assassina de Bruno (Daniel de Oliveira) no último capítulo de O Rebu que foi ao ar nesta sexta-feira (12.09). 
A Escolha de Ângela como a assassina repete o mesmo final da versão de 1974. Na primeira versão Conrad Mahler, personagem vivido pelo saudoso ator Ziembinski, foi o responsável pela morte de Sílvia (Bete Mendes), por está sendo chantageado e também  por ciúmes da sua relação com Cauê (Buza Ferraz). Para esta versão o sexo dos protagonistas foi invertido, assim Ângela em 1974 era Conrand, Duda (Sophie Charlotte) correspondia ao personagem do Cauê e Bruno à personagem Silvia.
Infelizmente tal qual, o que acontecera na versão de 1974, O Rebu acabou sendo incompreendida por causa da sua narrativa. Em 1974, era até compreensivo, afinal de contas era uma inovação, mas nos dias de hoje onde praticamente todos os seriados americanos usam esse mecanismo dos acontecimentos fora da ordem linear.


Mesmo com uma audiência sofrível, não podemos tirar os méritos de O Rebu. Uma trama luxuosa e sofisticada, produção e direção impecável do José Luiz Vilamarim  fizeram  com que a trama  não perdesse o  fôlego ao longo dos 36 capítulos.   


No elenco destaque absoluto para Patrícia Pillar, que foi simplesmente perfeita  na pele da Angela Mahler. Mas o elenco feminino de O Rebu não deixou a desejar. Vale citar nesta lista Cássia Kiss Magro (claro!) , Vera Holtz,  Dira Paes , Maria Mariana e Camila Morgado.


Tony Ramos que dispensa apresentações,  foi o destaque masculino da trama.  Mais uma vez o ator imprimiu seu estilo e fez do Braga um asqueroso adorável de tão perfeito.

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Senti falta de mais cena da Duda e Bruno. Sophie Charlotte e Daniel de Oliveira mereciam ter aparecido mais na novela.

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Fazer uma trama com uma história contada em dois dias  foi um desafio, e a dupla de autores George Moura e Sérgio Gondenberg mostraram que estão prontos para o campo das novelas. Claro que O Rebu , mesmo sendo chamada de novela, tinha uma  espinha mais para seriado do que novela propriamente dita, com citei em outros post´s, acho que faltou o romance  misturada na trama policial. Mas mesmo sem esse ingrediente especial O Rebu foi um marco na emissora. Uma pena que a trama tenha sido incompreendida e rejeitada pelo grande público das novelas, mas quem sabe abocanhe o Emmy Latino como reconhecimento.

Foi bom acompanhar o suspense da trama, e sem dúvidas O Rebu teve muito mais atrativos que a sua antecessora Saramandaia (2013), só pelo elenco já valeu a trama. Mas ficou claro com a apresentação da trama , que o público de teledramaturgia ainda não está pronto para uma novela tão descaracterizada como foi  O Rebu , o que é uma pena, pois a Tv aberta está precisando de produtos de qualidade desse nível.


Fonte : 
Texto : Evaldiano de Sousa


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