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“Verão 90” cumpriu seu objetivo - unicamente entreter através da nostalgia



        Verão 90, a trama das autoras Izabel de Oliveira e Paula Amaral, chegou  à reta final  nesta sexta (27.07), e apesar de muito criticada pelo texto e produção e  vários outros  motivos, cumpriu seu objetivo que no decorrer dos capítulos ficou nítido que era só pura e simplesmente entreter através da nostalgia dos recentes anos 90, sem levantar bandeiras, polêmicas  ou passar  nenhuma mensagem mais importante.
        Taxada de infantilóide, Verão 90 ficou  na linha tênue entre o humor e o pastelão, mostrando que as autoras sabiam o que estavam fazendo desde o começo e ,  embora tenham dado umas pinceladas de alteração, a novela se manteve à sua ideia original. E a boa média de audiência foi mais uma prova de que o público comprou a história.


Até a cronologia,  muitas vezes equivocada ,  virou um mero detalhe, e aí bastou focar nas  referências e citações de outras tramas,  que a gente viajou, mostrando  outro ponto forte de Verão 90.   


        Nem as estrelas,   dosadas em um tom muito acima do teatral,  sofreram alteração, o caso da Manusita (Isabelle Drumond) e  Lidiane (CláudiaRaia) ou a vilã mor Mercedes (Totia Meirelles). O Público teve  que “engoli-las”  conforme  a concepção original e na verdade viu o charme que elas representavam dentro da história, não à toa que compraram  e transformaram a Isabelle Drumond e a Claudia Raia,  tão criticadas inicialmente, nos maiores destaques da trama.  


        Jesuíta Barbosa,  que pela primeira vez fugiu dos personagens complexo aos quais  estávamos acostumados  vê-lo fazer,  embora inicialmente engessado, foi se moldando no decorrer da trama e terminou com um Jerônimo espetacular, mesclando o patológico como o cômico.
        Quanto a Camila Queiroz, na pele da Vanessa, logo nas suas primeiras cenas foi por baixo o receio que eu tinha de vê-la fazendo uma vilã, talvez escorregasse no caricato - Ledo engano! Ela tirou a Vanessa de letra,  com maestria e ainda fez da dobradinha  com o Jesuíta um dos pontos altos da interpretação. Eles juntos funcionaram  muito.


         Além da Cláudia e Isabelle, atores  veteranos  como Dira Paes (Janaína) e Totia Meirelles (Mercedes) ,   nomes em plena ascensão profissional  como Camila Queiroz(Vanessa) e Jesuíta Barbosa (Jerônimo) , a trama trouxe ótimas   revelações que foram destaque como o casal lambadinha vividos pelos atores Ícaro Silva (Ticiano) e Dandara Mariana (Dandara), Galdino do Gabriel Godoy ,  o Patrick do Kléber Toledo,   foram os pilares de Verão 90, fazendo com que o público se a pegasse a um ou outro personagem mesmo sem gostar do conjunto da obra.


        Mesmo sem a trama consistente e totalmente descompactada, ou seja os acontecimentos iniciais, com exceção do crime  do assassinato da Nicole (Bárbara França) , nada tem a ver com a saga do grupo Patotinha,  alguns personagens entraram na brincadeira e conseguiram pontualmente seus destaque,   seja pelo carisma do intérprete,  interpretação crível  ou pela falta da mesma.


        Verão 90  foi se acertando no ar,  nos dando a sensação de que até o elenco entrou na brincadeira, afinal de contas é nítido que alguns nomes  do elenco compraram a ideia  e deixaram o tom alto dos seus personagens  ser o diferencial dos seus trabalhos.
       
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Fonte:
Texto : Evaldiano de Sousa

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