Pular para o conteúdo principal

Enquete e10blog

O Pior da Semana – 13 à 18.11.2017

Os grupos de discussões da teledramaturgia que estão podando nossas tramas

        A imprensa divulgou esta semana que, em segredo, a Globo antecipou o grupo de discussões sobre a trama de O Outro Lado do Paraíso e que entre outras coisas revelou que  o público sente falta de humor na trama, como ocorreu em Tempo de Amar, que eu até  comentei em post próprio esta semana, além de rejeitarem o núcleo do gay enrustido vivido pelo Eriberto Leão e a trama da Anã Estela, vivida pela Juliana Caldas.
        É óbvio que o público, alvo principal da teledramaturgia, tem sua opinião soberana  e a Globo já resolveu  podar ou alterar as referidas histórias aproveitando a segunda fase de O Outro Lado do Paraíso que irá iniciar na próxima semana.

        A história do Samuel, que esconde sua homossexualidade e ainda se mostra  homofóbico, vai tomar contornos mais cômicos,  transformando o personagem  em um novo Félix (Mateus Solano) de Amor à Vida; Já a trama da Estela, que sofre bullyng da própria família por ser Anã vai, infelizmente,  ser   diminuída.
        Os grupos de discussões  são incontestavelmente importantíssimos para o bom desempenho de uma novela, eu só não concordo que eles  sejam uma espécie de censura das  tramas, podando história que em muitas vezes iriam render muito,  tanto dramaturgicamente  ou  com um cunho social como a bela trama que vinha tomando formas em torno da personagem da Juliana Caldas, primeira atriz com nanismo a ganhar uma personagem de peso e sem o teor cômico dentro da tv. Imaginem se a Glória Perez tivesse se rendido a massa que acusou A Força do Querer de apologia ao crime? A novela não teria sido o que foi.


        Enfim, a história mostrou que novelas mutiladas por esses grupos de discussões acabaram não tendo um bom desempenho vide Babilônia (2015) e A Lei do Amor (2016), rezemos para que o mesmo não ocorra com O Outro Lado do Paraíso.
Fonte:
Texto: Evaldiano de Sousa 

Comentários