A Zuzu de “Coração Acelerado” na Globo e a Flaviana de “Dona Beja” na Band
A atriz Elisa Lucinda é uma das figuras mais versáteis
e respeitadas da cultura brasileira, com uma carreira sólida que atravessa
televisão, cinema, teatro e também a literatura. Nascida no Espírito Santo, ela
começou sua trajetória artística ainda jovem, muito ligada à poesia — linguagem
que, até hoje, marca fortemente sua identidade artística.
Atualmente, Elisa vem chamando atenção do público com sua
participação na novela Coração Acelerado,
da Globo, onde interpreta a personagem Zuleica (Zuzu). A trama tem forte
apelo popular e musical, e sua atuação reforça a experiência e o carisma que
ela acumulou ao longo de décadas na televisão.
Além
disso, ela também está presente no remake de Dona Beja, exibido pela Band, mostrando sua versatilidade ao
transitar entre diferentes emissoras e estilos de produção — algo que poucos
atores conseguem fazer com tanta naturalidade.
Elisa
Lucinda estreou na TV na novela Kananga do Japão, na antiga Rede Manchete, e desde então construiu
uma carreira consistente em novelas e séries.
Na
Globo, destacou-se especialmente em obras de autores importantes como Manoel
Carlos, com papéis marcantes nas
novelas Mulheres Apaixonadas (2003), Páginas da Vida (2006) e Viver a Vida (2009). Também
participou de novelas como Insensato Coração (2011)
e Vaina Fé (2023).
No
cinema, Elisa construiu uma filmografia respeitada, participando de produções
como - Por
Que Você Não Chora? (2020), Atrás da
Sombra (2019) e Nas Ondas da
Fé (2023).
Apesar
do sucesso na TV, o teatro e a poesia são o coração da carreira de Elisa
Lucinda. Ela é considerada uma das artistas que mais popularizaram a poesia
no Brasil, com um estilo acessível, emocional e profundamente conectado a temas
sociais como racismo, desigualdade e amor.
Criadora
de projetos culturais e espetáculos poéticos, Elisa também é escritora
premiada, com diversos livros publicados e forte atuação na formação cultural e
educacional por meio da arte.
Mais do que atriz, Elisa Lucinda é uma multiartista:
atriz, poeta, cantora e escritora. Sua carreira é marcada pela consistência,
pela representatividade e pelo compromisso com a arte como ferramenta de
transformação social.
Hoje,
seja emocionando o público em novelas como Coração
Acelerado ou nos palcos com sua
poesia, ela segue sendo uma das vozes mais potentes e necessárias da arte
brasileira.
No post de hoje vamos relembrar suas personagens na Tv pontuando o
sucesso da atriz em
nossa teledramaturgia.
Suely de Kananga
do Japão (1989)
A personagem Suely marcou justamente o início da trajetória
de Elisa Lucinda na televisão, na novela Kanangado Japão, exibida pela extinta Rede Manchete em 1989 — um
folhetim de grande sucesso na época.
Escrita por Wilson Aguiar Filho, Suely fazia parte do
núcleo ligado ao cabaré e ao universo artístico da novela, que girava em torno
do fictício clube Kananga do Japão,
cenário de dançarinas, cantores e personagens boêmios. Dentro desse contexto,
ela era uma das jovens mulheres que viviam e trabalhavam nesse ambiente,
convivendo com intrigas, romances e disputas típicas desse tipo de trama.
Hermelinda / Atungi de Escrava
Anastácia (1990)
Na minissérie Escrava
Anastácia, da saudosa Rede Manchete, escrita por Paulo César Coutinho, Elisa Lucinda deu vida à personagem Hermelinda
/ Atungi, um papel marcado por simbolismo e força cultural.
Com dois nomes, a personagem carrega uma das
marcas mais dolorosas da escravidão: a perda da identidade. Atungi, seu nome
africano, representa suas origens e ancestralidade. Já Hermelinda é o nome
imposto — reflexo da violência e do apagamento cultural sofrido pelos povos
escravizados.
Dentro da trama, ela integra o núcleo da
senzala, contribuindo para a construção de um ambiente de: resistência coletiva,
espiritualidade e preservação das
tradições africanas.
Mesmo
sem ser protagonista, Hermelinda/Atungi tem um papel essencial ao reforçar o
elo entre memória, fé e sobrevivência — pilares que sustentam a narrativa da
minissérie.
O trabalho também marca um momento importante
na trajetória de Elisa Lucinda, ainda no início de sua carreira na TV,
já demonstrando a potência dramática que a tornaria um dos grandes nomes da
dramaturgia brasileira.
Gildete
de Mãe de Santo (1990)
Ainda na Rede Manchete,
a personagem Gildete,
interpretada por Elisa Lucinda, fez parte da minissérie Mãe de Santo, exibida pela Manchete em 1990, também
escrita por Paulo César Coutinho.
Gildete
aparece como uma personagem do núcleo cotidiano da trama — ela era empregada do
casal Prazeres (Denise Del Vecchio) e
Geraldo (Jitman Vibranovsky) , inserida
em histórias que giravam em torno do terreiro e das relações humanas
apresentadas em cada episódio.
A
minissérie tinha uma estrutura diferente das novelas tradicionais: cada
episódio trazia uma história ligada a um orixá do candomblé, sempre conectando
conflitos humanos com espiritualidade.
Dentro
desse universo, Gildete representava a figura popular, próxima da realidade
social, alguém que vivia os dilemas do dia a dia e interagia com personagens
que buscavam ajuda espiritual no terreiro da ialorixá (vivida por Zezé Motta).
Beatriz de Sangue do Meu Sangue
(1995)
No remake de Sangue do MeuSangue, do Vicente Sesso, exibida
pelo SBT, Elisa Lucinda deu vida
à personagem Beatriz, um nome que integra o rico universo dessa trama de época
marcada por emoções intensas e conflitos familiares.
Mesmo
fazendo parte do núcleo secundário, Beatriz tem sua importância na construção
da história, ajudando a retratar os costumes, as relações sociais e os dilemas
morais do Brasil do século XIX — cenário central da novela.
Com
sua presença, a personagem contribui para dar mais profundidade ao enredo,
participando das tramas que envolvem amor, lealdade e as tensões sociais
típicas do período.
Um papel que, mesmo discreto, soma à
trajetória de uma atriz que conquistaria cada vez mais espaço.
Pérola de MulheresApaixonadas (2003)
Depois de um hiato de mais de 8 anos nas novelas, Elisa
Lucinda estreia na Globo
na novela Mulheres
Apaixonadas, do autor Manoel Carlos. A atriz
já havia feito pontuais participações no programa Linha
Direta (1997) e no seriado Mulher (1998), mas a trama seria sua primeira na casa.
Na trama, ela faz parte do núcleo de Camila Pitanga,
que vive Luciana, jovem médica residente, filha de Téo, o personagem do Tony Ramos.
Nesse contexto, Pérola é sua mãe — uma cantora de uma banda de jazz na qual Téo
atua como saxofonista —, trazendo à história um ambiente artístico e cheio de
sensibilidade.
Além
disso, Pérola carrega uma sabedoria prática, típica de quem aprendeu com a
vida. Suas falas muitas vezes trazem reflexões sobre relações humanas,
dificuldades do dia a dia e superação, sempre com um toque de sensibilidade que
é marca registrada das interpretações de Elisa Lucinda.
Na
obra de Manoel Carlos, conhecida por abordar temas sociais relevantes,
Pérola ajuda a compor esse mosaico de personagens realistas, contribuindo para
dar ainda mais profundidade à novela.
Dra. Selma de Páginas da Vida (2006)
A Dra. Selma é uma das personagens mais queridas e humanas da
novela Páginas da Vida, escrita por Manoel
Carlos, e interpretada com carisma pela Elisa Lucinda.
Selma é uma médica
obstetra bem-sucedida, forte e extremamente empática. Na trama, ela é a melhor
amiga e grande confidente da protagonista Helena (vivida por Regina Duarte),
funcionando como um verdadeiro porto seguro nos momentos mais difíceis. Sempre
sensata, ela evita julgamentos e oferece apoio incondicional, sendo aquela
amiga que acolhe antes de qualquer crítica.
Além
da amizade marcante, Selma também vive um relacionamento estável com Lucas (PauloCésar Grande), formando um dos casais mais equilibrados da novela — algo raro
nas tramas intensas de Maneco.
Outro
ponto importante da personagem é sua representatividade: sendo uma médica negra
em posição de destaque, Selma enfrenta e expõe situações de preconceito,
trazendo para a novela discussões sobre racismo na sociedade brasileira — um
tema recorrente e relevante dentro do universo do autor.
Selma
é alvo do preconceito de Angêlica (Cláudia
Mauro), a ex-mulher de Lucas, e da garota Gabi (Carolina de Oliveira),
filha de Lucas e Angélica.
Marlene de Vai na Fé (2023)
A personagem Marlene, interpretada por Elisa Lucinda
na novela Vai na Fé, de RosaneSvartman, é uma figura marcante e cheia de personalidade dentro da trama.
Marlene
é a mãe de Sol, a protagonista vivida
por Sheron Menezzes, e essa relação é um dos pontos centrais da
personagem. Como mãe, ela é protetora, firme e muito presente, sempre tentando
orientar a filha da melhor forma possível, mesmo diante das dificuldades da
vida.
Com
um jeito direto, sincero e muitas vezes bem-humorado, Marlene representa aquela
mulher batalhadora, que carrega sabedoria popular e não leva desaforo pra casa.
Ao mesmo tempo, demonstra um lado afetivo forte, especialmente quando o assunto
é a felicidade e o futuro de Sol e a
família.
Sua
presença ajuda a dar ainda mais profundidade ao núcleo familiar da novela,
mostrando os laços, conflitos e cumplicidades entre mãe e filha. E, como de
costume, Elisa Lucinda imprime à personagem muita verdade e carisma,
tornando Marlene uma figura querida e bastante identificável para o público.
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Fonte:
Texto: Evaldiano de Sousa
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