O Coronel Casemiro Bonafé de “A Nobreza do Amor” , o Afonso de “Vale Tudo” e o Franchico de “Tropicaliente”, ambas da Globoplay Novelas
Na
pele do Casemiro de A Nobreza do Amor, Cássio Gabus Mendes
mais uma vez mostrou a força de sua interpretação. Sem exageros ou excessos, o
ator construiu uma trajetória marcada
pela verdade e pela sensibilidade. Cada olhar, cada gesto e cada palavra
carrega o peso e a importância desse personagem , fazendo o
público sentir a fragilidade e a emoção de cada sequência.
Cássio
tem essa capacidade rara de transformar momentos dramáticos em cenas
verdadeiramente humanas. Especificamente na despedida do personagem da trama, sua interpretação fez
com que isso não fosse apenas o encerramento da trajetória de um personagem,
mas também um momento de conexão com quem acompanhou sua história.
Ele
é uma das figuras mais respeitadas e reconhecíveis da teledramaturgia
brasileira. Com décadas de tela, papéis marcantes na TV e no cinema, Cássio Gabus Mendes construiu uma trajetória pautada pela elegância, consistência
e versatilidade.
Com
mais de quatro décadas de carreira, Cássio Gabus Mendes pertence àquele
seleto grupo de atores que não precisam mais provar nada a ninguém.
Filho
do mestre Cassiano Gabus Mendes, Cássio estreou na TV na versão original
de Elas por Elas (1982) e, desde então, tornou-se presença
indispensável no audiovisual brasileiro. De mocinhos a vilões complexos, de
comédias a dramas densos, ele sempre entregou atuações marcadas por um alcance
cênico único e muita elegância.
Além do Coronel Casemiro que ele viveu em A Nobreza do Amor, Cássio está
no ar em 2 reprises - como o Afonso Roitmann da clássica ValeTudo (1988) e o Franchico de Tropicaliente (1994),
ambas na Globoplay Novelas.
Independente dos modismos ou de holofotes artificiais, sua presença em cena é a garantia de um trabalho
feito com maturidade, técnica e respeito ao público.
Para comemorar mais esse trabalho do ator , o e10blog o
homenageia com esse post
que vai relembrar seus melhores personagens na Tv. O blog
já editou um post sobre o ator
em 2014, que você pode rever AQUI,
mas ficaram tantos ainda de fora, e de
lá para cá, ele interpretou vários
outros que marcaram nossa
teledramaturgia que, mais que
merece essa segunda parte.
Elton de Elas por Elas (1982)
Foi
em 1982, na novela Elas por Elas, do Cassiano Gabus Mendes, que Cássio Gabus Mendes fez sua estreia na televisão,
dando vida a Elton, personagem que marcou o início de uma trajetória de sucesso
na teledramaturgia brasileira.
Filho
de um dos grandes autores da televisão, Cássio começou a construir sua própria
história diante das câmeras, conquistando espaço com seu talento, carisma e
naturalidade em cena. E Elton foi o primeiro passo de uma carreira que, ao
longo das décadas, seria marcada por personagens inesquecíveis em novelas que
conquistaram o público.
Seu
personagem era filho da personagem Carmem (Maria Helena Dias) e de Rubem (Ivan
Cândido), um típico jovem dos anos 80:
questionador, impulsivo e cheio de atitude, vivendo os dilemas da juventude e
os conflitos familiares que dão o tom marcante à trama.
Franco de Pão Pão Beijo Beijo (1983)
No ano seguinte Cássio ganhou
um dos personagens da trama de Pão Pão Beijo
Beijo, do Walther Negrão. Outro marcante na história do ator.
Franco era o irmão caçula das protagonistas Bruna
(Elizabeth Savala) e Luísa (Maria Cláudia), filho de Gema (Flora Geny) e
neto da matriarca Mama Vitória (Lélia Abramo). Um bom rapaz, dedicado e
bastante estudioso e tinha um arco
amoroso no início da história - Franco nutria uma forte queda pela jovem
Nina (Tássia Camargo) — a garota interesseira que escondia suas origens
humildes para tentar se infiltrar na alta sociedade.
Edu de Livre para Voar (1984)
Mais
um personagem para recordar na trajetória de Cássio Gabus Mendes! Em Livre para Voar, novela das seis escrita por Walther
Negrão, o ator integrou o elenco da produção em 1984, mostrando sua versatilidade em uma
fase importante de sua carreira.
Afilhado
de Bia, a personagem da Nívea Maria, Edu é
um bom rapaz, chega a
Poços de Caldas e instala-se em sua casa, em busca de estudo e emprego.
Inicialmente é hostilizado pelo grupo de rapazes da cidade, mas aos poucos vai
se entrosando. Apaixona-se por Julinha (Thais de Campos), mas os dois precisam
enfrentar as barreiras dos irmãos ciumentos e do próprio pai da moça. E também
de Bia, que apaixona-se por ele no decorrer da novela.
Rodrigo de O Mapa da Mina (1993)
Em
1993, Cássio Gabus Mendes voltou a conquistar espaço na faixa das sete
da Globo como Rodrigo Simeone, protagonista de O Mapa da Mina, novela
escrita por seu pai, Cassiano Gabus Mendes.
Na trama, Rodrigo embarca em uma verdadeira caça ao tesouro depois de descobrir que seu pai, Ivo (Paulo José), deixou pistas sobre o paradeiro de uma fortuna em diamantes. A investigação o leva até Elisa (Carla Marins), uma noviça que desconhece o segredo escondido em uma tatuagem. A partir daí, aventura, romance e muitas confusões movimentam a história!
Dividido
entre a doce Elisa e a sedutora Wanda (Malu Mader), Rodrigo protagonizou um
triângulo amoroso que movimentou a novela. A sintonia com Carla Marins deu
vida ao romance central, enquanto a química com Malu Mader acrescentou
tensão e rivalidade à história. Duas relações diferentes, que ajudaram a compor
os dilemas amorosos do personagem.
Franchico de Tropicaliente (1994)
Com a reprise de Tropicaliente no Globoplay Novelas, os noveleiros têm
mais uma oportunidade de rever Cássio Gabus Mendes em um dos trabalhos
de sua trajetória na televisão. Na novela do autor Walther
Negrão, exibida originalmente pela
Globo em 1994, o ator interpretou Franchico, personagem que volta
a despertar a curiosidade de quem acompanha a produção.
Ambientada
no cenário paradisíaco do Ceará, Tropicaliente apostou no romance, nas diferenças sociais, nos
conflitos familiares e nas paisagens ensolaradas do litoral nordestino para
conquistar o público.
Cássio
Gabus Mendes, com seu talento e sua experiência,
integrou o elenco dessa trama que faz parte da memória afetiva de quem
acompanhou as novelas dos anos 1990.
Franchico
era um picareta, enganava as pessoas para se dar bem. Descobre-se no
decorrer da trama que é o filho de Gaspar (Francisco Cuoco) que escapou com
vida de um naufrágio. No final da trama
ele se redime de alguns pecados e ainda ganha a Açucena, a mocinha vivida pela Carolina Dieckmann, como presente.
Edu de Explode Coração (1995)
Quem
se lembra de Edu, o personagem do Cássio na novela Explode
Coração, escrita pela GloriaPerez e exibida pela Globo entre
1995?
Em
plena época em que a internet ainda era uma novidade para muita gente, Edu
protagonizou uma história de amor que tinha tudo a ver com os novos tempos.
Tímido e charmoso, ele vivia diante do computador e acabou se apaixonando por
Yone (Deborah Evelyn), uma jornalista que conheceu nas conversas virtuais.
Mas
havia um detalhe: Edu construía uma imagem idealizada de si mesmo,
apresentando-se como um homem arrojado e conquistador, bem diferente do rapaz
tímido que era na vida real. Com medo de decepcionar a amada, ele enfrentava o
desafio de transformar aquele romance virtual em um amor de verdade.
E como se não bastassem os dilemas amorosos,
Edu ainda se envolvia em uma trama policial ao descobrir fraudes bancárias que
ameaçavam a carreira do poderoso Júlio Falcão (Edson Celulari). Para completar,
havia também Rose (Paula Burlamaqui), apaixonada por ele.
Com
seu talento e carisma, Cássio Gabus Mendes deu vida a um personagem que
ajudou a mostrar como a tecnologia já começava a transformar as relações
humanas. Uma história que antecipava questões que continuam atuais: até que
ponto podemos idealizar alguém que conhecemos pela internet?
Delegado Trajano de Desejo Proibido (2007)
Na envolvente trama de DesejoProibido (2007), novela assinada
por Walther Negrão que retratava o charme do interior de Minas Gerais na
década de 1930, Cássio Gabus Mendes deu vida ao Delegado Trajano.
Na
fictícia e pacata cidade de Passaperto, Trajano era autoridade encarregada de
manter a ordem no município, em meio às disputas entre os poderosos locais,
milagres atribuídos à Virgem da Pedra e mistérios na região.
A
atuação de Cássio trouxe equilíbrio e
carisma à trama, contracenando com grandes nomes como Deborah Evelyn
(Madalena), Pedro Paulo Rangel (Galileu) e Júlia Lemmertz
(Belinda).
Kleber de Insensato
Coração (2011)
Em
Insensato Coração, novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares exibida pela Globo em 2011, Cássio Gabus Mendes deu vida ao Cleber, um personagem que ajudou a compor o
universo de ambições, interesses e conflitos que movimentava a trama. Repórter de um grande jornal, para o qual
investiga crimes econômicos e denuncia corruptos – é uma pedra no sapato de
Cortez (Herson Capri). É competente, mas tem pavio curto, além de
preconceituoso e homofóbico. Leva os problemas para o lado pessoal e vive
comprando briga, muitas vezes a troco de nada:
Com
sua experiência e naturalidade em cena, Cássio mostrou mais uma vez sua
capacidade de construir personagens que ganham identidade própria, valorizando
os detalhes, as expressões e a maneira de se posicionar diante das situações.
A
parceria com o universo dramatúrgico de Gilberto Braga também merece
destaque. Em uma novela marcada por relações complexas, disputas de poder e
personagens cheios de contradições, Cleber integrou esse painel de histórias
que prendiam a atenção do público.
Bonifácio de Lado a Lado (2012)
Em
Lado a Lado
(2012), novela do João Ximenes Braga e Claudia Lage, Cássio
Gabus Mendes deu vida ao senador Bonifácio, um personagem que representa as
contradições de uma sociedade brasileira marcada pelo poder, pelos privilégios
e pelas profundas transformações do início do século XX.
Com
sua interpretação elegante e cheia de nuances, Cássio construiu um político que
se movimenta nos bastidores de uma época em que as aparências, os interesses
pessoais e as convenções sociais tinham enorme peso. Bonifácio ajudava a
traduzir para a trama as disputas de poder e os conflitos de uma sociedade que
tentava se modernizar, mas ainda carregava fortes marcas de seu passado.
Mais
uma composição que demonstra a versatilidade do Cássio Gabus Mendes,
ator que sabe explorar as diferentes camadas de seus personagens e dar
personalidade até mesmo às figuras que representam as estruturas tradicionais
de poder.
Evandro de Babilônia (2015)
Em
Babilônia
(2015), Cássio Gabus Mendes interpretou Evandro Rangel, um
milionário e poderoso empresário, dono da Construtora Souza Rangel.
Casado
com Beatriz (Gloria Pires), Evandro não imaginava que a mulher, movida pela
ambição, estava disposta a tudo para assumir o comando de sua empresa. Sem
conhecer todas as armações da esposa, ele permitiu que ela ocupasse cada vez
mais espaço nos negócios, até descobrir as falcatruas que envolviam seu nome e
sua construtora.
A
separação de Beatriz marcou uma nova fase na vida do empresário, que encontrou
em Alice (Sophie Charlotte) um novo amor. No desfecho da novela, os dois se
casam e ela engravida.
Com
sua elegância e naturalidade características, Cássio Gabus Mendes deu
vida a um personagem que transitava entre o poder dos negócios, as decepções
amorosas e a possibilidade de recomeçar.
Afonso de Éramos Seis (2019)
Na sexta adaptação de ÉramosSeis, exibida pela Globo
em 2019, Cássio Gabus Mendes deu vida a Afonso, personagem que ganhou
seu espaço na emocionante história de Dona Lola (Glória Pires) e sua família.
Com
sua interpretação marcada pela naturalidade, pelo carisma e pela sensibilidade,
o ator trouxe humanidade ao personagem, valorizando os afetos, os conflitos e
as relações que fazem parte do universo da novela. Em uma trama que atravessa
gerações e acompanha as transformações de uma família ao longo dos anos, cada
personagem contribui para construir esse retrato tão próximo da vida real.
Mais
uma vez, Cássio Gabus Mendes demonstrou sua versatilidade e sua
capacidade de compor personagens com personalidade e verdade, enriquecendo uma
obra que já faz parte da memória afetiva da teledramaturgia brasileira.
Luis Felipe de Todas as Flores (2023)
Na novela Todas as Flores,
do João Emanuel Carneiro, Cássio Gabus Mendes dá vida a Luis
Felipe, personagem que integra o universo de relações e conflitos da trama,
marcada por segredos, ambição, traições e disputas familiares. Mais uma vez, o
ator demonstra sua versatilidade ao construir um personagem inserido em uma
história repleta de reviravoltas, contribuindo com sua experiência e presença
para a narrativa.
Luis
Felipe é um homem de personalidade forte, metódico e autoritário, que divide
sua vida entre a atuação como promotor de Justiça e os negócios da família,
herdeira da marca Rhodes & Co. Tailleur. Casado com Lila (Naruna Costa) e
pai de Joy (Yara Charry), ele tem dificuldades para lidar com os sentimentos e
os conflitos dentro de casa. Sua postura controladora e algumas atitudes
machistas tornam suas relações familiares bastante conturbadas.
O
personagem também ganha destaque ao se envolver na trama que leva Diego
(Nicolas Prattes) à prisão, desencadeando uma série de acontecimentos que
movimentam a história. Em Todas as Flores,
Cássio Gabus Mendes foge da imagem tradicional do bom moço e entrega um
personagem cheio de contradições, mostrando mais uma vez sua capacidade de
explorar diferentes facetas da interpretação.
Roberto de Elas por Elas (2023)
No remake de Elas por Elas,
exibido pela Globo em 2023, Cássio Gabus Mendes deu vida a Roberto, um personagem que movimentou a trama com
suas ambições, manipulações e interesses pessoais.
Com
sua experiência e versatilidade, o ator construiu um personagem capaz de
transitar entre a cordialidade e a dissimulação, revelando as intenções por
trás de suas atitudes. Roberto foi mais uma oportunidade para Cássio explorar
as nuances de um homem que nem sempre deixa transparecer suas verdadeiras
motivações.
Ele
foi o único ator do elenco original a
retornar na nova versão de Elas por Elas.
Filho do autor Cassiano Gabus Mendes, interpretou Elton na novela de 1982. Era o filho da Carmem (Maria Helena Dias). Mais de
quatro décadas depois, voltou à trama na
pele de Roberto, advogado que procura convencer Lara (Deborah Secco) a desistir
da investigação sobre a identidade da amante de seu falecido marido, papel que,
na primeira versão, foi interpretado pelo Laerte Morrone.
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Fonte:
Texto: Evaldiano de
Sousa
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